Diogo Mainardi sobre Franklin Martins: "Ele ainda acha que está na luta armada"

CLIPPING

Diogo Mainardi
A ponta do macarrão
sábado, 5 de setembro de 2009 0:39
“Quarenta anos depois, Franklin Martins ainda luta pelo poder. Considerando o que aconteceu com Ana Maria Machado, é bom a ministra da Casa Civil esconder as chaves do carro”
Ana Maria Machado é Ho Chi Minh. Por mais que eu a bombardeie – e eu a bombardeio continuamente –, um dia ela acabará derrubando, com sua literatura infantil, minha Saigon doméstica.
A própria Ana Maria Machado inspirou o paralelo histórico com Ho Chi Minh. Algum tempo atrás, indagada sobre a luta armada no Brasil, no período da ditadura militar, ela respondeu da seguinte maneira: “O vietnamita teve coragem de ir à luta, o brasileiro não teve”.
Ana Maria Machado, a vietnamita, foi à luta. Como ela já declarou, envolveu-se “até as orelhas na resistência à ditadura”, escondendo “gente e dinheiro de roubo a banco”. Mas o episódio pelo qual ela é lembrada tem outro protagonista: Franklin Martins. Em 1969, ele planejou o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Rio de Janeiro. Para realizá-lo, usou o Fusca de uma de suas irmãs. Qual delas? Sim: Ana Maria Machado. Os agentes da ditadura identificaram seu Fusca e ela foi presa.
Quarenta anos depois, Franklin Martins ainda luta pelo poder. Seu plano mais recente é eleger Dilma Rousseff em 2010. Considerando o que aconteceu com Ana Maria Machado, é bom a ministra da Casa Civil esconder imediatamente as chaves do carro. Para Franklin Martins, a candidatura presidencial é uma espécie de Fusca recauchutado. Dilma Rousseff é um New Beetle.
Ana Maria Machado, como Franklin Martins, também continuou sua guerrilha ideológica. Só que ela passou a utilizar outro instrumento: o Mico Maneco. Ho Chi Minh ensinou que, para recrutar o campesinato analfabeto, era preciso “contar histórias curtas, simples e divertidas, mas sem revelar os segredos militares”. Agora Ana Maria Machado tenta fazer o mesmo com a meninada analfabeta. O melhor exemplo disso é A Jararaca, a Perereca e a Tiririca. A obra, segundo ela, “fala da luta armada”. A jararaca representa o martírio de um terrorista, porque “dá o bote e é morta”. A perereca, por sua vez, simboliza o exilado, que “sai pulando e nadando até encontrar uma pororoca”. E a tiririca é como o povo, que permanece inerte, passivo, “calado”.
De acordo com Ana Maria Machado, o papel do escritor “é explicar às pessoas como tudo é complicado”. O Brasil – diz ela – “é uma grande macarronada: você puxa uma ponta e acaba saindo uma outra coisa do outro lado do prato”. O que eu ensino aos meus filhos é exatamente o contrário: quando se puxa uma ponta do macarrão, o que acaba saindo é apenas a outra ponta do macarrão. E, quando se puxa Franklin Martins, o que acaba saindo é ainda mais Franklin Martins. Alguém aí viu as chaves do New Beetle?
Diogo Mainardi

3 comentários:

Anônimo disse...

O soldado do passo certo... Arno Edgar Kaplan

Unknown disse...

Três coisas que estão extintas no Brasil: a arariranha azul; comunistas com menos de 100 anos e qualquer filiado ao PT que esteja desempregado : estão todos mamando nas ONGS, nas estatais,no Senado ou em qualquer cargo de comissão que houver. E, caso não existam cargos de comissão vagos, o Lulla manda um projeto criando outros tantos. Viva a Petelhada empregada, mas sem trabalhar, é claro...

Anônimo disse...

Políbio,

Não tem saída. Dentro de alguns anos, teremos que pegar em armas contra essa corja.
Por isso que nos tirtaram as armas.

https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/