Twitter acaba limite de 140 caracteres por mensagem

O Twitter acabou com a limitação dos 140 caracteres e agora admite mensagens de até 10 mil caracteres.


Ministros do Supremo aprovam salários mensais de R$ 39,2 mil

Em sessão administrativa, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram o aumento dos próprios salários para o ano que vem, com reajuste no porcentual de 16,38% sobre os subsídios recebidos. Na prática, os vencimentos dos ministros passariam de R$ 33,7 mil, aproximadamente, para R$ 39,2 mil. O projeto precisa ser encaminhado ao Poder Executivo e aprovado pelo Congresso.

Uma cadeia de autoridades de todos os escalões e áreas possuem seus salários vinculados aos dos ministros do STF, o que quer dizer que todos receberão aumentos bem superiores ao dobro da inflação. 

Ministro da Fazenda deu novo bolo em Sartori

- Fosse Brizola o governador, Levy seria procurado em Brasília e esbofeteado em praça pública. - 

O governador José Ivo Sartori levou dois bolos do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. De manhã, esperou 30 minutos na ante-sala e à tarde aguardou 15 minutos.

Nas duas vezes, o ministro confirmou a reunião.

Segundo informou o Piratini, a segunda reunião foi agendada depois de pedido de Eliseu Padilha. 

Os bolos demonstram a maneira descortês e desleal com que o governo Dilma trata o governo do RS, o que já tinha acontecido antes com Yeda, que depois de meia dúzia de afrontas, resolveu nem mais acompanhar o presidente Lula nas visitas ao Estado.

No final da tarde, Sartori ficou cerca de 15 minutos no gabinete e saiu. Questionado pela imprensa, disse ter sido informado de que o ministro não havia conseguido se liberar de compromisso no Congresso.

Eis aqui o discurso que Sartori gostaria de ter feito

O discurso a seguir, 10 minutos, foi feito nesta terça a noite na Câmara dos Deputados. Falou de improviso o deputado gaúcho Darcisio Perondi, que usou o tempo do líder do PMDB. Perondi usou retórica inflamada, porque pouco antes soube que o governo federal squestrou R$ 60 milhões das contas do governo gaúcho, tudo para garantir o pagamento da dívida com a União.

Leia:

O SR. DARCÍSIO PERONDI (Bloco/PMDB-RS. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Rio Grande do Sul está de luto. O Rio Grande do Sul está chocado. O Rio Grande do Sul está em torpor.
Há poucos minutos, a Presidenta Dilma, através do Tesouro Nacional, bloqueou todas as contas do Governo do Estado. Todas! Qualquer imposto de qualquer cidade dos 500 Municípios gaúchos, qualquer imposto que o cidadão pagar teráo dinheiro retido em nome do Tesouro Nacional.
Pela primeira vez na história do Brasil e na história do Rio Grande do Sul, um Governo Federal penaliza um Estado. O Rio Grande do Sul está mal. O Rio Grande do Sul está quebrado. A Presidenta Dilma sabe disso. Foi alertada disso. O meu Governador pediu audiência com a Sra. Presidenta, mas não foi recebido. O Tesouro esqueceu.
O Ministro da Fazenda ignorou a crise, e as contas foram bloqueadas. O Rio Grande do Sul, os gaúchos, os idosos, os doentes, os funcionários dos hospitais, os funcionários públicos, os fornecedores não vão receber — não vão receber!
É uma calamidade instalada há pouco no Rio Grande, por um ato arbitrário, vertical de um Governo, de uma Presidente insensível, de uma Presidente fria, com um Estado que a recebeu de braços abertos. A Presidenta Dilma é gaúcha, nasceu em Minas, mas o nosso Rio Grande a recebeu. Recebeu a sua mãe, recebeu a sua filha, recebeu a sua neta. E a Presidente da República faz esse gesto, prejudicando o nosso Estado.
E o que é mais grave, gaúchos que estão me ouvindo lá no Estado —repito —, o que é mais grave, Deputado Osmar Terra, Deputado Mauro Pereira, Deputados gaúchos e do Brasil inteiro que me ouvem, éque foi o Governo do PT, foram os 4 anos do Governo Tarso Genro que pioraram as contas públicas. O Tarso Genro, que foi Ministro do Lula e do PT, aumentou o salário por conta neste ano de 2015, aumentou o salário para 2016, aumentou o salário para 2017, aumentou o salário para 2018.
Faltam todo mês 400 milhões para fechar. Ele gastou 20% mais de toda arrecadação do Estado. E, mais ainda, ele usou o dinheiro das precatórias, ele usou o dinheiro do Banco Mundial, que era para fazer estrada, para pagar conta. Mas o pior de tudo — o pior de tudo — é que foi irresponsável, gastador, desinteressado público, enganador da população gaúcha. Ele, Tarso, é metade responsável pela dívida do Estado; a outra metade é de responsabilidade dos Governadores da Revolução, depois do Governador Jair Soares.
Mas os 4 anos do Governo Tarso foram um absoluto desastre. Tarso tinha que estar na cadeia. Tarso tinha que estar na cadeia! E o que acontece? Ele está solto, e o Sartori sofrendo. Amanhã, vão morrer gaúchos nos hospitais. Amanhã, poderá faltar água e luz, pelo bloqueio das contas do Tesouro Nacional.
Então, a responsabilidade foi do Governo do PT. E a Dilma sabe. Ela que não venha com conversa de que não sabia e que não venha com conversa de que o Sartori não disse o porquê de ter pedido audiência.
Presidenta Dilma, por favor — por favor! — ajoelhe-se, olhe para o céu e volte atrás.
Não faça isso com o seu Estado, com o Estado que a recebeu, com o Estado que gosta da senhora! E a senhora faz isso.
Vou repetir, Srs. Deputados. Nas contas do meu Estado, qualquer imposto que um empresário ou um cidadão pagar para o Governo do Estado, a partir de amanhã, está bloqueado e vai cair aqui no Tesouro Nacional. O Tesouro Nacional que teve muito dinheiro para as pedaladas fiscais; o Tesouro Nacional que deu muito dinheiro para o BNDES; o Tesouro Nacional que alimentou a PETROBRAS; o Tesouro Nacional que alimentou PETROBRAS, e a PETROBRAS foi o centro, foi a lavoura da corrupção.
E o País vive em uma crise sem precedentes. As pessoas não compram. Os empresários não conseguem pagar os impostos. E ela faz isso! A D. Dilma faz isso.
A bancada gaúcha amanhã vai se reunir, vai reagir. Os gaúchos estão chocados. Que tristeza! Eu tenho vontade de chorar. É lamentável! É lamentável! É triste, muito triste, desesperador, muito desesperador. Que gesto irresponsável! Que gesto antipatriótico da Presidenta Dilma! Mas a senhora tem chance. A senhora tem chance.
Eu acho que deve restar, no cantinho do seu coração, um pouco de amor pelo Rio Grande! Um pouco de amor pelo Estado em que nasceu a sua filha! Um pouco de amor pelo Estado em que nasceu sua neta!

Sra. Presidente, revise o que fez hoje com o Rio Grande! Revise, Sra. Presidente!
Muito obrigado

Fiergs lista números do desastre industrial, mas evita criticar o governo Dilma e foge de propostas de mudança de rumo

Números e análises anódinos de hoje, da Fiergs, sobre o desempenho industrial gaúcho do primeiro semestre, sem análise das razões da desindustrialização, que é brasileira, e nem de propostas para mudar o cenário:

Produção
RS
Queda de 10,9%
- A pior do Brasil, só à frente de Amazonas, menos 15,5%.
Brasil
Queda de 8,3%

Os piores
O setor metal mecânico teve grande influência sobre o resultado, respondendo por 9,7% deste total. Veículos (-4,5%), máquinas e equipamentos (-3,2%), produtos de metal (-1,4%) e - 0,6% na metalurgia se destacaram na retração industrial no Estado no período”, destacou Nunes.

Ociosidade industrial
21,1%
- Nem na crise de 2009 o cenário foi pior, com ociosidade de 20%

Empregos
Já a geração de empregos formais na indústria caiu 37% em 2015. A previsão da entidade é que até o final do ano cerca de 50 mil postos de trabalho sejam fechados no Rio Grande do Sul. “A recuperação parcial da indústria gaúcha – ou seja, voltar para a média dos últimos anos – é favorecida pela elevada ociosidade dos fatores de produção e pela pequena base de comparação.

Exportações
As exportações gaúchas também sentiram o impacto da crise, com queda de 17,8%. Isso se explica, em parte, por que dos oito principais destinos de nossas vendas acontecem para a América Latina, tendo como nosso principal parceiro econômico a Argentina.

Há 140 dias sem receber, Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e A. Gutierrez suspendem obras de Angra 3

Para onde se olha, o horizonte dos negócios no Brasil só tem previsão de chuvas, tempestades, raios e trovões, escreve hoje a newsletter Petronotícias, que já está circulando, ao analisar os problemas mais recentes da construção da usina nucelar Angra 3.

Leia as informações:

Não há otimismo que reanime as empresas de engenharia. Algumas já respiram por aparelhos, sem sentir qualquer efeito dos remédios ministrados na CTI. Pelo andar da carruagem, o Brasil ainda terá que assistir a perda de milhares de empregos nos setores correlatos. Principalmente na área do petróleo. A péssima notícia agora vem da resposta que a maioria das empresas contratadas para montar Angra 3 estão dando à inadimplência da Eletronuclear há mais de 140 dias. Unilateralmente, a Odebrecht, a Queiroz Galvão, a Camargo Corrêa, a Andrade Gutierrez (setor de montagem) e a Techint enviaram uma carta documentando a desistência do contrato de montagem industrial da Usina Nuclear Angra 3.

CLIQUE AQUI para ler tudo.

Artigo, Gilberto Simões Pires - A crise é pura consequência

Aqueles que acompanham os editoriais do Ponto Crítico sabem bem o quanto tenho me dedicado, muitas vezes de forma exaustiva e/ou até cansativa, em explicar o que é CAUSA e o que é CONSEQUÊNCIA nas propostas e decisões que acabam por promover a existência e/ou o aprofundamento das mais variadas crises.  

Volto, portanto, a afirmar mais uma vez, que esta CRISE econômica, social e política que o país vive (ou -policrise-, como refere o governador paulista Geraldo Alkmin), a qual já estava escrito nas estrelas,  é pura CONSEQUÊNCIA de má administração pública petista. Sob todos os aspectos (técnicos e morais). 

Como os EFEITOS estão sendo sentidos em praticamente todas as atividades e pessoas, o que é preciso enfatizar neste momento é que a cura só será possível através de um ataque frontal às CAUSAS que levaram a esta situação. Jamais, como muita gente que não pensa está a exigir, pelo aprofundamento das CONSEQUÊNCIAS. 

Usando, portanto, fatos muito recentes, a lógica do raciocínio impõe o entendimento, com absoluta clareza, de que a decisão tomada pela Moody's, agência de classificação de risco, de rebaixar o -rating soberano do Brasil-, de "Baa2" para "Baa3" (última nota dentro da faixa considerada como grau de investimento), não pode ser vista como CAUSA dos nossos problemas.

Da mesma forma é preciso salientar que a notícia que o governo do Estado do RS recebeu, ontem, da Secretaria do Tesouro Nacional, de que todos os recursos do Estado gaúcho ficarão bloqueados até que a parcela da dívida com a União, referente a julho, seja paga, conforme reza o contrato de NEGOCIAÇÃO DAS DÍVIDAS DOS ESTADOS, também não é CAUSA de coisa alguma.

Tais desastres terríveis, que atingem tanto o Brasil quanto o RS, como pode ser constatado por todos aqueles que resolverem consultar os ARTIGOS ANTERIORES do Ponto Critico, verão que tudo que está acontecendo foi, exaustivamente, previsto, comentado e anunciado por este editor.

O que mais preocupa, como saliento no início deste editorial, é que algumas autoridades, eleitas e nomeadas, apenas se deram conta dos problemas plantados e construídos por eles mesmos. Não mostram, infelizmente,  preocupação em atacar as CAUSAS dos problemas que geraram a crise.
Vejam, por exemplo, a atitude lamentável do deputado federal Perondi, que preferiu criticar o governo Federal pelo bloqueio das contas do Estado do RS. Pode? O deputado, como se vê, se nega a fazer uma leitura correta do problema. Tanto é verdade que em momento algum propôs medidas que levem a debelar as chamas deste incêndio infernal. 
O que me entristece é que os brasileiros, e os gaúchos, depois de tantas exposições, acharam melhor ver a crise chegar, ao invés de propor medidas capazes de evitar os seus terríveis e evidentes EFEITOS. Pode? 

Sartori, o comensal solitário do Massolin di Fiori

O jornalista Fernando Albrecht, Jornal do Comércio, conta com exclusividade esta historinha exemplar protagonizada na segunda-feira pelo governador Ivo Sartori, que resolveu jantar sozinho e com despesa de apenas R$ 17,00 num dos restaurantes mais conhecidos da zona Norte de Porto Alegre.

Leia:

Histórias da cidade I
     Segunda-feira, por volta das 21h, um cidadão entra no restaurante Massolin di Fiori, na avenida Carlos Barbosa,e senta sozinho numa mesa. Dois discretos seguranças o aguardaram do lado de fora da casa. Ele pediu um prato de massa com carne de panela e uma jarra de vinho comum.

Histórias da cidade II
    Conversou com alguns fregueses nas mesas próximas.

    Depois de jantar, ainda ficou por algum tempo. Depois pagou a conta – R$ 17,00 mais a jarra de vinho – e pediu desculpas por não ficar mais tempo, dizendo que tinha que acordar muito cedo. Era o governardor José Ivo Sartoti  (PMDB).

Sartori vai desfiar seu rosário de lamentações para a bancada federal gaúcha, 16h, no Congresso

Ao lado, o muro das lamentações. - 





Será as 16h a reunião do governador Ivo Sartori com a bancada de deputados federais e senadores do RS em Brasília.

Deputados como Darcísio Perondi, PMDB, estão indignados com o sequestro dos depósitos do governo gaúcho e com o deslegante gesto do ministro da Fazenda, que esta manhã negou-se a receber o governador (leia nota abaixo).

Bancada do PMDB reúne-se com Temer e reafirma apoio a Cunha

Depois que tomou um chá de banco e foi desconsiderado pelo ministro da Fazenda, que nem o recebeu, o governador Ivo Sartori visitou o vice-presidente Michel Temer, que se reuniu com a bancada federal na casa do deputado Tadeu Philipelli.

O governador pediu ajuda, mas Temer pouco pode fazer.

A reunião dos deputrados com o vice contou com a presença do deputado Eduardo Cunha e serviu para que Temer tomasse conhecimento do apoio da bancada ao presidente da Câmara.

Alguns deputados tentaram introduzir a questão do impeachment, mas foram dissuadidos a fazer isto.

A reunião terminou há pouco.

Ministro virá dia 21 para tratar da inclusão do RS nas obras atuais da Ferrovia Norte-Sul

O deputado Jerônimo Goergen, PP, informou por Whats App ao editor que no dia 21 o ministro dos Transpotes virá ao RS para tratar da inclusão do Estado nas obras de construção da Ferrovia Norte-Sul.

GM de São José dos Campos demitiu 500 trabalhadores, diz sindicato

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, anunciou hoje que a GM demitiu 500 trabalhadores.

Há greve na fábrica local da montadora. 5.200 trabalhadores estão parados.

Governador Pedro Taques, Mato Grosso, troca o PDT pelo PSDB

O governador do Mato Grosso, Pedro Taques, resolveu trocar o PDT pelo PSDB.

Funcionalismo de Caxias do Sul está em greve

O funcionalismo municipal de Caxias do Sul, o segundo maior município gaúcho, está em greve por melhores condições de trabalho.

A greve é por tempo indeterminado.

Banrisul apresenta números muito ruins para o primeiro semestre

O lucro líquido do Banrisul despencou 5,7% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, vom o que o valor apurado foi de apenas R$ 339,9 milhões, informou o banco na manhã desta quarta-feira.

O desempenho veio na contramão do registrado pelas principais instituições financeiras do país, que apresentarasm resultados muito superiores, como foram os casos de bancos como Itaú e Bradesco.

São números desastrosos na comparação com os grandes bancos. 

Mesmo com baixa na comparação com 2014, no entanto, o Banrisul pôde comemorar alguns números positivos.

A carteira de crédito, por exemplo, registrou aumento de 10,8%, para R$ 31,1 bilhões no período. Destes, R$ 21,4 bilhões são referentes à carteira comercial, que teve alta de 8,3%. Entre os créditos direcionados, o destaque positivo ficou com o segmento imobiliário, que somou R$ 3,6 bilhões, alta de 22,3% em relação ao primeiro semestre de 2014.

Ministro da Fazenda dá chá de banco de 30 minutos em Sartori e manda ele falar com o sub do sub do sub do Ministério

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deu um chá de banco de meia hora no governador Ivo Sartori e só depois disto mandou avisar que tinha trocado a agenda para aceitar uma homenagem sem imporância no Itamaraty.

Sartori foi aconselhado a conversar com o secretário do Tesouro Nacional. 

A agenda com Levy foi marcada na terça-feira da semana passada. 

Famurs denuncia que ajuste fiscal de Dilma custou corte de R$ 11 bilhões para a saúde

A Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), informou esta manhã que em nome do ajuste fiscal da União, foram retirados R$ 11 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde.

Entre os programas mais afetados estão as UPAs, o Samu, o PIM, a Farmácia Básica e o pagamento de salários para médicos, enfermeiros, dentistas e técnicos do programa Equipe de Saúde da Família (ESF).

Prefeitura de Bento reclama de atrasos graves nos repasses federal e estadual para a saúde

Prefeito Guilherme Pasin, PP. - 



A prefeitura de Bento protestou esta manhã com o descumprimento das responsabilidades e dos pactos firmados com os municípios pelo governo Estadual e Federal, que tem atrasado o repasse de recursos financeiros destinados ao financiamento das ações de saúde no município. Isto tem obrigado a prefeitura a investir recursos próprios para pagar a folha dos servidores da saúde e manter os serviços e programas da atenção básica, entre eles, os programas de Estratégia de Saúde da Família, Núcleo de Apoio à Saúde da Família, Assistência Domiciliar, entre outros.

O editor recebeu a informação de que somente neste ano, transcorridos pouco mais de sete meses, a União repassou apenas 50% do que estava previsto para o período, o que significa um déficit de R$ 3,5 milhões. De janeiro a julho deste ano, o município recebeu apenas R$ 21.8 milhões de um total previsto para o ano de R$ 43.4 milhões.

 “Estamos com apenas metade do projetado para o ano, e se a tendência for mantida, poderemos chegar a um repasse menor na ordem de R$ 6 milhões”, salienta o secretário municipal de finanças, Marcos Fracalossi.

Os atrasos ao município comprometem o cronograma de pagamento dos fornecedores da prefeitura, o caixa único, e impede o planejamento de ações essenciais no setor.  “Como há falta de repasses, utilizamos os recursos livre da saúde para pagar, de acordo com a disponibilidade financeira”, destaca o secretário.

No âmbito estadual, o município também enfrenta dificuldades em receber os valores devidos pelo governo estadual desde 2014.  Somente neste ano, a prefeitura recebeu apenas R$ 3.1 milhões de um total previsto para o ano de R$ 9.5 milhões, o que corresponde a 32,35% do projetado para 2015.



Vendas do varejo caíram 3,5% no segundo trimestre

As vendas do comércio varejista restrito caíram 3,5% no segundo trimestre em relação ao segundo trimestre de 2014, sem ajuste sazonal. São dados do IBGE.

As vendas do varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, caíram 2,2% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o segundo trimestre de 2014, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram queda de 7,5% entre abril e junho deste ano.


O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito caiu 0,6% no trimestre encerrado em junho em comparação aos três meses até maio. No varejo ampliado, o índice recuou 1,0% no mesmo período.

Dinheiro sujo do doleiro Youssef pode ter sido usado pela OAS para concluir triplex de Lula no Guarujá

O jornal O Globo de hoje revela que um grupo empresarial que recebeu R$ 3,7 milhões da GFD, empresa usada para lavar dinheiro do doleiro Alberto Youssef, repassou quase a mesma quantia para a construtora OAS durante a finalização das obras de um prédio no Guarujá onde o ex-presidente Lula tem apartamento. Entre 2009 e 2013, a empresa de Youssef fez vários pagamentos para a Planner, uma corretora de valores mobiliários. Em 2010, a Planner pagou à OAS R$ 3,2 milhões.
A suspeita do Ministério Público Federal é que parte do dinheiro de Youssef repassado à Planner possa ter sido usado para concluir a obra iniciada pela Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), que foi presidida pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Vaccari e Youssef estão presos na Operação Lava-Jato.

Leia toda a reportagem, que coloca Lula novamente sob suspeita:

O repasse da GFD para a Planner aparece entre os primeiros documentos analisados pela Polícia Federal depois da quebra de sigilo fiscal das empresas de Youssef. Já a negociação financeira entre a OAS e a Planner consta do processo que investiga irregularidades na Bancoop que tramita na 5ª Vara Criminal de São Paulo, segundo documentos obtidos pelo GLOBO em cartório de registro de imóveis do Guarujá.
A OAS afirmou na terça-feira que a Planner foi usada apenas para a emissão de debêntures (títulos da empresa). Carlos Arnaldo Borges de Souza, sócio da Planner, afirmou que o dinheiro da GFD refere-se à “compra e venda de ações”. Disse ainda que o repasse de R$ 3,2 milhões para a OAS foi resultado da compra de debêntures emitidas pela construtora, que deu o imóvel em hipoteca. Luiz Flávio Borges D’Urso, advogado de Vaccari, não quis se manifestar por desconhecer a operação.
O Edifício Solaris é emblemático. Lula é dono de um tríplex avaliado entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão. Vaccari é dono de um apartamento avaliado em R$ 750 mil no mesmo prédio. Além dos dois, também é dona de imóvel no edifício Simone Godoy, mulher de Freud Godoy, que foi segurança do ex-presidente Lula.
O Instituto Lula voltou a negar nesta terça-feira que o ex-presidente possua apartamento no Edifício Solaris. Afirmou que a família de Lula é dona de uma cota no empreendimento, adquirida em nome de dona Marisa Letícia Lula da Silva em 2005 e quitada em 2010. A família não teria escolhido ainda se receberá de volta o dinheiro investido ou um dos apartamentos.
A Planner usou duas empresas do grupo. Enquanto a corretora recebeu de Youssef, a Planner Trustee repassou recursos para a OAS. A construtora havia assumido as obras do Edifício Solaris em 2010, depois que a Bancoop se tornou insolvente. Logo em seguida, a Planner repassou os R$ 3,2 milhões à OAS e recebeu o empreendimento como garantia da construtora.
O Ministério Público de São Paulo, que denunciou Vaccari em 2013, vai reabrir as investigações sobre o relacionamento da OAS com a Bancoop, e as provas serão compartilhadas com os procuradores da Operação Lava-Jato. Os promotores querem saber o que levou a OAS a assumir obras de uma cooperativa habitacional insolvente.
Cerca de 3 mil cooperados ficaram sem seus imóveis quando a cooperativa quebrou. Além do Solaris, a empreiteira assumiu pelo menos oito empreendimentos da Bancoop, num total de 2.195 unidades habitacionais.
A Planner fez diversas operações financeiras com a Bancoop. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra que o Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Paulo, que também foi presidido por Vaccari, repassou R$ 18,1 milhões para a Bancoop e, no mesmo dia, a cooperativa transferiu o montante para a Planner. Foi ainda a Planner que administrou o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios da Bancoop, criado em 2004, que recebeu R$ 26,2 milhões dos fundos de pensão de estatais Petrus (Petrobras), Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil). A operação com os fundos deu prejuízo de R$ 12 milhões à cooperativa.
A Planner recebeu ainda pelo menos um depósito de uma das empresas de fachada usadas para desviar dinheiro da Petrobras, a Empreiteira Rigidez, no valor de R$ 59 mil.
O promotor José Carlos Blat, do MP de São Paulo, já havia descoberto que o dinheiro da Bancoop irrigou campanhas do PT. Para isso, o partido usou empresas de fachada, que prestaram falsos serviços à cooperativa. Vaccari é réu por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Em abril passado, ele foi preso na 12ª etapa da Lava-Jato, e responde na Justiça Federal sob acusação de receber propina do esquema de corrupção na Petrobras.

A Lava-Jato ainda investiga porque a OAS teve prejuízo na compra de um apartamento, no mesmo prédio, da cunhada de Vaccari, Marice Correia de Lima. Ela tinha um apartamento declarado por R$ 200 mil e o vendeu à construtora por R$ 432 mil. A OAS, no entanto, revendeu o imóvel por menos: R$ 337 mil. Marice teria recebido, a mando do doleiro Youssef, R$ 244 mil provenientes da OAS.
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