Ao lado, o culpado: ele recebeu o governo com déficit zero, dinheiro folgado nos caixa único e depósitos judiciais, margem boa para empréstimos, salários e fornecedores em dia, mas promoveu políticas públicas populistas, demagógicas, irresponsáveis, gastadoras, empreendendo orgia de gastos, aumentou as despesas geometricamente e entregou herança maldita devastadora para seu sucessor. -
Quase metade (48%) dos servidores do Estado do Rio Grande
do Sul acordaram com uma imensa dificuldade no dia de hoje. Tiveram apenas
parte de seus salários pagos, face ao parcelamento anunciado pelo Governo do
Estado.
Há contas a pagar, famílias a sustentar, e os servidores
que trabalharam o mês inteiro não terão seus salários pagos na integralidade na
forma como deveriam. É um momento de extrema dificuldade, que é o resultado do
quadro falimentar em que o Estado se encontra.
Durante anos as contas públicas do Rio Grande do Sul
fecharam no vermelho, com raras exceções. Mesmo assim, o ex-governador Tarso
Genro recebeu o governo com déficit ZERO – o que fez questão de desmerecer,
dizendo que não gastar mais do que se arrecada é apenas uma política “neoliberal”.
Tarso arruinou as finanças do Estado, e entregou ao atual governo um déficit
impagável, de quase 6 bilhões de reais. Abusou do cheque especial - sem fundos
-, prometeu o que não tinha e colocou o RS definitivamente no "SPC"
pois não podemos sequer recorrer a empréstimos externos, tão sujo está o nome
do Governo gaúcho na praça.
O parcelamento de hoje é resultado direto do populismo e
irresponsabilidade fiscal que o petista Tarso Genro implementou no RS. Agora,
para retomar os pagamentos em dia, e poder oferecer uma estrutura minimamente
decente aos serviços públicos, teremos que enfrentar reformas profundas e
cortes de gastos drásticos. É necessário reformar o Estado, e isso passa por
uma reforma previdenciária, pela redução do inchaço do Estado, cortes de gastos
correntes e uma revisão urgente da relação do RS com a União. Isso tudo sem
aumentar impostos, pois a sociedade já não aguenta mais pagar a conta da
irresponsabilidade de gestores públicos, e combatendo fortemente a sonegação.
Exemplo disso é a renegociação da dívida do Estado (eram
R$ 9 bilhões, já pagamos R$ 22 bilhões, e ainda devemos quase R$ 50 bilhões).
Tarso, aliás, também prometeu entregar o Estado com a dívida renegociada – o
que, infelizmente, não ocorreu.
Essas reformas são urgentes, mas não são instantâneas –
só serão plenamente implementadas no médio ou longo prazo. Até que ocorram,
ainda teremos muitas dificuldades no caminho. É preciso cortar na própria
carne.
Eu abri mão do reajuste para os deputados que foi votado
na legislatura anterior. Além disso, adotei desde o início do mandato política
de austeridade máxima e desperdício zero no meu gabinete. Sei que o valor
dessas medidas, se tomadas individualmente, é praticamente irrisório para os
cofres do Estado; mas simbolizam o momento que vivemos. A maior diferença que
eu posso fazer é votar as reformas de que precisamos urgentemente.
Pena que justamente os populistas que enterraram o Estado
nessa situação crítica são os mesmos que já vem dizendo que votarão contra as
reformas que tanto precisamos e, demagogicamente, tentam insuflar os servidores
públicos contra o atual governador. Se fossem coerentes, deveriam sugerir que
fossem bater à porta do ex-governador petista, Tarso Genro. Talvez não o façam
por que o petista Tarso preferiu mudar-se para o Leblon a enfrentar as
consequências da crise financeira, política e econômica que legou ao RS.
Enfrentar a realidade como ela é e adotar com seriedade
medidas que saneem as contas públicas e devolvam dinamismo à economia gaucha é
a única saída para esta crise que hoje vivemos para que servidores públicos não
tenham salários parcelados e, na iniciativa privada, trabalhadores não percam
seus empregos e empresas fechem suas portas.