A China é o principal parceiro comercial do Brasil. É esta a razão que move o editor a publicar esta análise, desta manhã, dos economistas do Bradesco. Leia tudo:
Conforme divulgado
ontem, as exportações chinesas de dezembro avançaram 7,6% na comparação interanual. O
resultado superou as expectativas do mercado (+2,9%), acelerando em relação a
novembro (-1,3%). No acumulado do ano passado, as exportações cresceram 0,5%.
As importações, por sua vez, apresentaram alta de 16,3% no mesmo período,
também acima do esperado (+9,6%) e da leitura de novembro (+0,8%). Com isso, em
2019, as importações recuaram 2,8%. Em especial, na relação com os EUA, as exportações
e importações encerraram o ano passado, com quedas respectivas de 12,9% e
21,3%, refletindo as tensões que acabaram elevando as tarifas dos dois lados.
Com a expectativa de que a fase 1 de um acordo seja assinada amanhã, algumas
incertezas estarão removidas e isso deve beneficiar em alguma medida as
exportações chinesas, não só para os EUA como para o restante do mundo. Ao
mesmo tempo, há o compromisso, entre os dois países, de que a China elevará as
compras dos EUA, o que deve aumentar as importações chinesas ao longo dos
próximos anos.