Restam ainda duas semanas para o segundo turno da
eleição, a propaganda no rádio e na TV começou nesta sexta-feira, 12. Tudo e
nada podem acontecer. Levando-se em conta a primeira semana pós-primeiro turno,
porém, não dá para dizer que foi uma semana boa para Fernando Haddad. Ciro
Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) frustraram as tentativas do PT de tornar
Haddad líder de um movimento amplo de defesa da democracia. O PDT declarou
apoio crítico ao PT, mas Ciro, de quem se esperava o apoio formal, viajou para
a Europa e deixou Haddad na mão. Já Marina se disse contrária a Bolsonaro,
virou as costas e nada mais disse. Ainda no campo dos gestos políticos, a senadora
Kátia Abreu (PDT-TO), vice de Ciro, pediu que Haddad abandone a disputa e dê
lugar ao candidato do PDT, por suas condições reais de derrotar Jair Bolsonaro
(PSL).
Para completar a má fase, Haddad caiu numa armadilha
nesta sexta. Depois de participar de uma missa, em São Paulo, o candidato foi
abordado por uma mulher que o chamou de “abortista”. Haddad respondeu: “Eu sou
neto de um líder religioso”. E completou: “Você deve ser ateia”.
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