O saldo em transações correntes foi superavitário em US$ 0,4 bilhão em setembro, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central. Nos últimos doze meses, o déficit acumulado atingiu US$ 12,6 bilhões, o equivalente a 0,63% do PIB, enquanto o ingresso de investimento direto no país (IDP) seguiu forte no período, acumulando em doze meses US$ 83,4 bilhões.
O resultado torna a necessidade de financiamento externo negativa em US$ 70,8 bilhões.
Na conta corrente, o destaque é novamente o forte superávit da balança comercial em setembro, de US$ 4,9 bilhões, ainda impulsionado pelo forte desempenho das exportações, sendo que as informações semanais indicam que o superávit permanece elevado em outubro. O déficit de serviços atingiu US$ 2,9 bilhões em setembro, ante saldo negativo de US$ 2,6 bilhões registrado no mesmo período do ano passado. Já o déficit de renda primária, de US$ 2,0 bilhões, ficou um pouco acima do patamar registrado em setembro de 2016 (US$ 1,7 bilhão). Na conta financeira, os investimentos diretos no país registraram entrada líquida de US$ 6,3 bilhões. No mesmo período, os investimentos em ações foram positivos em US$ 0,8 bilhão, enquanto aqueles em renda fixa no país registraram saída líquida de US$ 0,9 bilhão. Por fim, a taxa de rolagem da dívida externa de longo prazo ficou em 191%, mantendo o resultado acumulado no ano próximo de 100%, superior ao observado no ano passado (64%).