Também "Les Echos" tratou do tema.
Isto foi o que disse hoje para a edição brasileira do El País um ex-executivo do alto escalão da construtora. Ele contou como entrava em outros mercados, da América Latina à Europa, aliado a
parceiros locais para operar com governos de todas as tendências políticas
Leia a reportagem de Marina Rossui, Frederico Rivas Molina e
Ana Marcos:
Desde que as investigações envolvendo a Odebrecht
chegaram à promotoria norte-americana, em 2014, o caso de corrupção da gigante
brasileira tomou dimensões internacionais. As autoridades dos Estados Unidos se
envolveram na apuração porque parte do dinheiro usado como propina pela
construtora passou por bancos daquele país. Além disso, como a Petrobras tem
ações na bolsa de Nova York, ela responde à Justiça norte-americana pelos
delitos cometidos ali.
Agora, Venezuela, Colômbia, Argentina, México, República
Dominicana e Peru entraram na mira das investigações das autoridades
internacionais. E, pela primeira vez, um ex-executivo do alto escalão da
empresa e um dos delatores da Lava Jato admitiu o esquema no exterior. Ao EL
PAÍS, disse, com exclusividade, que a companhia se aliava a empresas locais
para operar os esquemas de cartel e propina que realizou por anos dentro do
Brasil. Essas parcerias permitiam à empreiteira brasileira ter relações
privilegiadas com Governos de todas as tendências políticas. "A Odebrecht
é craque em se dar bem com a esquerda e com a direita", disse o
ex-executivo. "Você não entra em um país sozinho", afirmou,
ao contar sobre as parcerias da Odebrecht com as estrangeiras
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