A força-tarefa da Operação Lava Jato, no Paraná, pediu ao
juiz federal Sérgio Moro que autorize a Secretaria de Administração do Planalto
a incorporar uma parte das "tralhas" do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva ao patrimônio da Presidência da República.
Os bens estavam no cofre-forte de uma agência do Banco do
Brasil, em São Paulo, segundo a Operação Aletheia - que levou o ex-presidente
para depor de forma coercitiva no dia 4 de março de 2016.
Na ocasião, a Polícia Federal achou moedas, espadas, adagas,
canetas, condecorações e outros objetos de valor que estavam armazenados no
cofre do BB desde 2011, sem custo, segundo informou o gerente da agência.
Lula afirma ter recebido o que ele classificou como
"tralhas" de presente quando exerceu os dois mandatos (2003/2010).
Segundo a Procuradoria da República, os objetos estavam em nome de Fábio Luis
Lula da Silva, filho do ex-presidente, e da ex-primeira dama Marisa Leticia
Lula da Silva - que morreu no dia 3 de fevereiro -, "conforme documentação
que havia sido anteriormente apreendida por ocasião do cumprimento de mandado
de busca e apreensão na residência do ex-presidente".









