Já se disse que um dos maiores problemas do nosso país é a consagração dos "profetas do acontecido". No entanto, ao acompanhar o noticiário envolvendo o ocorrido na capital do Amazonas (foto ao lado), surge um subproduto tão ou mais assustador que o próprio massacre: o oportunismo.
É claro que a situação do sistema prisional brasileiro é péssima, da mesma forma que a permissividade legislativa e o formalismo de decisões judiciais se tornam um incentivo à deterioração interna e externa. Dentro dos presídios pela "administração" de facções, fora deles, pela efetivação das ordens que os "batizados", familiares e defensores, cumprem e que se materializam nos furtos, roubos e homicídios.
O massacre de Manaus é etapa semifinal do domínio do crime sobre a sociedade. A partir daí, só a barbárie geral, com as organizações criminosas ganhando condição formal e institucional, infiltradas nos setores que deveriam governador e administrar o país.
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