ASCENSÃO METEÓRICA Garçom de Lula que montou empresa para
atender ao PT agora anda de Porsche, conta a revista Istoé de hoje. Leia tudo:
Na década 80, Carlos Roberto Cortegoso era um cara
humilde. Trabalhava como garçom no restaurante “São Judas Tadeu – Demarchi”,
estrela da rota do frango com polenta do ABC Paulista. Um belo dia, ao
contrário da maioria dos colegas de profissão, Cortegoso encontrou a sorte
grande. De bandeja, o garçom ganhou sua mega sena particular: conheceu o então
sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva. O petista se apiedou daquele que o
servia regularmente com contagiante bom humor e arrumou uma boquinha no Partido
dos Trabalhadores para ele. A partir daí, sua vida virou do avesso. A conta
bancária, hoje rechonchuda, aumentou proporcionalmente à mudança de
personalidade. Hoje, Cortegoso anda de Porsche, como se nota na foto acima. Por
ser o proprietário da Focal, gráfica de fachada que recebeu R$ 24 milhões da
campanha de Dilma, mas não conseguiu declarar os serviços prestados durante
perícia do TSE, Cortegoso está encrencadíssimo na Justiça Eleitoral. O
ex-garçom do petista também encontra-se enredado na operação da Polícia
Federal, que apura um esquema de desvio de recursos no Ministério do
Planejamento por meio de empréstimos consignados.
”
(...)
Cortegoso montou sua primeira empresa, a Ponto Focal
Comunicação e Marketing Visual LTDA, graças ao empurrãozinho de Lula. A firma
sobreviveu por uma década. O maior cliente, na ocasião, era, claro, o PT, para
o qual o empresário trabalhava durante as campanhas eleitorais. Em 2004, na
metade do primeiro mandato de Lula, a Ponto Focal decidiu encerrar suas
atividades, justamente um ano antes da divulgação da denúncia do mensalão. A
manobra tinha como objetivo sair do radar da Polícia Federal. Para investigadores,
a ascensão de Carlos Cortegoso pode ter ganhado impulsão no esquema de
corrupção. Em delação do publicitário Marcos Valério, sócio da SMP&B, o
nome de Cortegoso foi anexado à lista de beneficiário das propinas que o
publicitário apresentou à CPI dos Correios. Segundo Valério, o garçom de Lula
havia recebido R$ 400 mil da organização criminosa. A partir daí, Cortegoso
submergiu.
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