Em Zero Hora do último dia 5 de julho, um
estudante entrou na esteira aberta pelo jornalista Paulo Germano que escreveu
coluna criticando o projeto Escola Sem Partido. A carta desse leitor soma-se a
incontáveis relatos que pessoalmente recebi sobre a militância política,
ideológica e partidária que usa a sala de aula como concessão para fazer
cabeças. Senhores absolutos de tempo e conteúdo, das respostas certas e das
notas, os pseudo-educadores militantes têm seu trabalho facilitado pelo material
didático igualmente político, ideológico e partidário que o MEC lhes
proporciona. Em sua carta à redação de ZH, o estudante mencionado no início
deste texto informa que a UFRGS, onde cursa História, "foi tomada por essa
ideologia de esquerda. Aulas são canceladas para que os alunos assistam 'aulas democráticas',
'palestras sobre democracia', que sempre começam e terminam com odes ao
PT". O acadêmico também poderia ter dito PSol, PSTU, PCdoB.
É fato sabido
que a história das ideias inspiradoras de todos esses partidos não registra a
construção de uma única democracia. Igualmente documentado que o PT no poder
fez vários ensaios para controlar os meios de comunicação e se valeu de métodos
escusos para iludir a população durante
os processos eleitorais. O discurso da democracia, portanto, deve ser entendido
como outra impostura para perverter a democracia.
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