ENTREVISTA
Jerônimo Goergen, deputado Federal do PP do RS
A gente reclama muito da insegurança pública nas grandes
cidades do RS, como Porto Alegre, mas no meio rural o drama é parecido.
Acabo de receber, pelo telefone, o relato de três
ocorrências diferentes neste final de semana
O que houve ?
São quadrilhas especializadas no roubo de defensivos e
implementos agrícolas.
Onde ocorreram os casos ?
No município de Sarandi (RS), a Agronegócios Barbiero foi
arrombada na madrugada de domingo, quando os assaltantes levaram dois veículos
da empresa carregados de produtos usados em lavouras. Já em Salto do Jacuí
(RS), a Grandespe Destilaria São Pedro também sofreu a investida de criminosos,
com o roubo de equipamentos e insumos, cujo prejuízo está avaliado em R$ 40
mil. Em outra fazenda, no Tocantins, assaltantes armados fizeram os
trabalhadores reféns e levaram cerca de R$ 500 mil em agroquímicos. No
município baiano de Luís Eduardo Magalhães, uma das grandes fronteiras
agrícolas do Brasil, a cena tem se repetido com frequência.
Por que defensivos e outros agroquímicos ?
Esses tipos de produtos estão sendo muito visados pelos
criminosos pelo alto valor de revenda, já que são cotados em dólar.
Como combater ?
Tenho um projeto que inclui no rol dos crimes hediondos
o roubo, furto, receptação e contrabando de agroquímicos. As organizações
criminosas encaram isso como uma rentável fonte de financiamento para outras
práticas, como roubo a banco e tráfico de drogas.