Artigo, Bernardo Mello Franco, Folha - O mundo dos fundos

O Senado ganhou uma oportunidade para mexer num vespeiro que interessa diretamente a milhões de brasileiros. É a CPI dos Fundos de Pensão, que deverá ser instalada nos próximos dias.

A comissão foi criada para investigar prejuízos em instituições que cuidam da aposentadoria dos servidores de estatais. Estão na mira gigantes como a Petros, da Petrobras, o Postalis, dos Correios, e a Funcef, da Caixa Econômica Federal.

Os fundos reúnem 557 mil servidores aposentados e 2,7 milhões na ativa. É gente que reservou parte dos salários para garantir um futuro tranquilo e agora teme perder o que aplicou devido a decisões estranhas e negócios esquisitos.

Só o Postalis acumula rombo de R$ 5,6 bilhões. No mês passado, os poupadores foram avisados de que teriam que pagar uma contribuição extra superior a um quarto do salário para tapar o buraco. O fundo é controlado por dirigentes indicados por políticos do PT e do PMDB.

Na Petros, que tem 128 mil participantes e mais de R$ 66 bilhões de patrimônio, as perdas no ano passado foram estimadas em R$ 6,2 bilhões. E-mails interceptados pela Polícia Federal indicam que João Vaccari, o ex-tesoureiro do PT, influía na administração do bolo.

"O loteamento político e sindical dos fundos foi selvagem. Isso está na origem de muitos investimentos temerários", diz o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), um dos autores do pedido de criação da nova CPI.

Em abril, o governo pressionou senadores a retirar assinaturas de outro requerimento, o que adiou o início das investigações. Agora o Planalto cochilou, e a comissão terá que ser instalada nesta semana.


Há muita coisa a se investigar no mundo dos fundos, que tem atraído pouca atenção dos órgãos de controle. Um dos caminhos será ouvir quem acompanhou os negócios de dentro. Entre conselheiros e servidores, muita gente pode ser convencida a contar o que sabe.

Mujica arrepia o pêlo e avisa que não fará depoimento no Senado. Caiado pode ir a Montevidéu atrás do ex-presidente do uruguai.

O ex-presidente do Uruguai José Mujica disse neste domingo que não irá ao Brasil caso seja convidado a depor no Senado sobre as informações que ouviu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva envolvendo o escândalo do mensalão.O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, informou ontem ao editor que vai ingressar com um requerimento de convite a Mujica para "colher mais informações sobre a confissão de Lula no seu envolvimento no Mensalão". Caiado está disposto a ir ao Uruguai para conversar com Mujica e os jornalistas que produziram o livro Uma Ovelha negra no Poder. 

Segundo Caiado, que apresentará o requerimento à Comissão de Relações Exteriores do Senado, "a acusação é muito séria, até porque é a própria esquerda brasileira que trata Mujica como uma espécie de mártir e coloca sua índole acima de qualquer suspeita".

— Não vou viajar para qualquer lugar..

Durante a semana, a biografia autorizada de Mujica Uma Ovelha Negra no Poder gerou polêmica no Brasil ao revelar reflexões de Lula sobre o Mensalão.

Mujica nega ter conversado com Lula sobre mensalão.

No livro (o editor possui um exemplar no escritório), Mujica diz claramente, entre aspas, que Lula comandou o Mensalã (leia notas a seguir, deste domingo). 

De acordo com o livro, escrito pelos jornalistas uruguaios Andrés Danza e Ernesto Tulbovitza, Lula teria contado a Mujica no início de 2010, em uma reunião em Brasília, que tinha que "lidar com muitas coisas imorais, chantagens" e que "esta era a única maneira de governar o Brasil".

Na sexta-feira, Mujica negou a conversa com Lula sobre o escândalo do mensalão.

O uruguaio mente. Suas declarações sobre o envolvimento com Lula no Mensalão estão aspeadas e constam do livro. 

PSDB vai para a TV bater duro no PT e no governo Dilma

Novo filme do PSDB, exibido neste domingo, bate duro no PT e no governo Dilma. Em resumo, a mensagem é de que a realidade foi escondida para que a presidente pudesse se reeleger. Além disso, o PSDB afirma que o governo está cobrando dos cidadãos brasileiros a conta da corrupção na Petrobras, com aumentos dos juros, da gasolina e dos impostos.]

N inserção anterior, o PSDB utilizava a mesma estética e e contava uma mentira na televisão: a do corte do seguro-desemprego; filmes revelam que estratégia tucana será manter a campanha negativa o máximo possível para tentar desgatar Dilma e o PT

Brossard ensinou aos senadores o caminho do veto a Fachin

O advogado Luiz Fachin poderá ter seu nome rejeitado pelo Senado, o que seria inédito na história do Congresso.

A sabatina do indicado de Dilma para o STF foi confirmada para amanhã, mas a votação em plenário foi adiada por decisão do presidente Renan Calheiros, atendendo pedido de senadores do PSDB que viajaram para Nova Iorque.

Restrições a indicados para o STF são bastante incomuns.

A objeção mais famosa ocorreu em 1982, quando Paulo Brossard era senador. Diante da indicação de Alfredo Buzaid, feita pelo general Figueiredo, disse Brossard:

- Ele é o símbolo do regime militar e por isto voto contra. 

Algo semelhante ocorre com Luiz Fachin, porque aprová-lo é o mesmo que aprovar o governo do PT, dada sua intimidade com o Partido e suas causas más.

Fachin usa a Intrernet para dizer que não é radical

O professor de direito Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff a uma vaga de ministro no STF (Supremo Tribunal Federal), recorreu às redes sociais para se apresentar como defensor da propriedade privada e do casamento, além de negar irregularidade no exercício de advocacia, entre 1990 e 1999, época em que ocupava o cargo de procurador do Estado do Paraná.


"Não tenho nenhuma posição radical em nenhuma dessas áreas", disse o professor em uma série de quatro vídeos disponibilizadas em uma página do Facebook intitulada "Movimento FachinSim", em oposição a uma onda de citações de "FachinNão" na internet.

CLIQUE AQUI para conhecer a página e examinar os videos.

Petrópolis e Jardim Botânico são os bairros de imóveis novos mais caros de Porto Alegre

Segundo Exame/Fipe deste final de semana, Petrópolis e Jardim Botânico são os bairros de preços médios de m2 de imóveis novos mais caros de Porto Alegre, R$ 7.800 a R$ 7.900.

Em seguida, a lista inclui Bela Vista, Floresta, Higienópolis e Vila Ipiranga, R$ 7.000,00 a 7.400,00. Depois surgem Auxiliadora,Menino Deus, Passo da Areia e Santana, R$ 6.100,00 a R$ 6.800,00. Mont Serrat, São Sebastião e Tristeza integram o batalhão seguinte, R$ 5.301,00 a R$ 5.900,00.

Os bairros de m2 mais baratos são Passo das Pedras e Protásio Alves, R$ 2.900 a R$ 3.100,00.

Os demais bairros com registro feito por Exame/Fipe:

- Coronel Aparício Borges, Jardim do Salso, Jardim Itu Sabará, sarandi, Agronomia, Cavalhada, Centro e Vila Nova - R$ 3.800,00 a r$ 4.700,00.
- Camaquã,Cristo Redentor, Glória e Partenon - R$ 5.000,00 a R$ 5.300,00.

Em 12 meses, a alta dos imóveis novos em Porto Alegre foi de apenas 2,5%. O preço médio foi de R$% 5.402,00.





Porto Alegre continua com o preço de imóveis mais caro do RS: R$ 5.402,00 o m2

Pôrto Alegre é a cidade gaúcha de mais alto preço de imóveis novos, segundo dados de Exame deste final de semana. A revista, em parceria com a Fipe, fez o levantamento dos preços em 100 cidades brasileiras,10 das quais no Estado.

Eis as três cidades com mais altos preços por m2:

Porto Alegre, R$ 5.402,00
Canoas, R$ 3.901,00
Caxias, R$ 3.815,00

No ano passado, o preço médio do m2 em Porto Alegre subiu apenas 2,5¨%, portanto abaixo da inflação. Os preços dos usados subiu 4,3%.

Esta alta moderadíssima ocorreu mesmo depois que as construtoras cortarasm em 1/3 seus lançamentos em 2014. O número de imóveis em oferta caiu 20%.




Gramado é a cidade gaúcha de mais alto preço de imóveis usados

Gramado é a cidade cujo preço médio do m2 dos imóveis usados é o mais alto do RS. Segundo a revista Exame que começou a circular neste final de semana, o valor é de R$ 6.648,00.

A revista fez o levantamento dos preços em 100 cidades brasileiras,10 das quais no Estado.

Porto Alegre (R$ 5.040,00) e Passo Fundo (R$ 3.686,00) são os dois outros que completam a lista dos três de preços mais altos.

Santa Maria não integra esta lista inicial, mas com alta de 22% no ano passado, registra a maior alta no País.

Leia, aqui, a inconfidência aspeada de Mujica a respeito da confissão de Lula sobre sua condição de chefe do Mensalão

Muitos safados petistas e mais safados leitores deste site, tentaram esclarecer o que não leram, questionando o que o editor publicou ontem.

O editor mandou trazer o livro do Uruguai na noite desta sexta.

Eis o que ele fala sobre os crimes do Mensalão e a chefia de Lula:

"Lula não é um corrupto como foi Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros", disse-nos Mujica ao referir-se ao caso.

Os autores de Uma Ovelha Negra estavam conversando com o uruguaio claramente sobre o Mensalao, conforme parágrafo anterior.

Está tudo aspeado.

Logo adiante, no mesmo segundo parágrafo, Mujica declara, entre aspas novamente:

- Esta é a única forma (Mensalão) de governar o Brasil .... O Mensalão também é esse País, tudo é grandioso por lá. 

Só não entende quem não quer entender.

O fato é que Lula só não responderá por este crime se o MPF e a CPi da Petrobrás não quiserem.

O segredo sobre a confissão de Lula foi um segredo guardado até agora por Mujica.

Senador Luiz Henrique da Silveira morre aos 75 anos em Joinville, S

O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) morreu na tarde deste domingo (10) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ele tinha 75 anos e chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu, segundo a assessoria de imprensa do Hospital da Unimed.

Além de senador desde 2011, o político catarinense foi prefeito de Joinville por três mandatos, deputado federal, deputado estadual e governador de Santa Catarina por dois mandatos, entre 2003 e 2010.

A assessoria de imprensa do senador e a assessoria do Hospital da Unimed informaram que, na manhã deste domingo, ele estava em sua casa, em Itapema, no Litoral Norte. Depois, foi para Joinville, onde chegou por volta das 12h. Enquanto almoçava, o senador sofreu parada cardiorrespiratória.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. Os socorristas tentaram reanimá-lo até a chegada no hospital. Na unidade de saúde, a equipe médica fez tentativas de reanimação, com  massagem cardíca e remédios por cerca de uma hora e meia, mas a morte foi confirmada às 15h15.

Segundo a assessoria de imprensa do político, o velório será realizado no Centreventos Cau Hansen, em Joinville, a partir do final da noite deste domingo. O enterro será na mesma cidade, durante o final da tarde de segunda-feira (11).

Biografia
Natural de Blumenau, Luiz Henrique da Silveira nasceu em 25 de fevereiro de 1940. Se formou em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina e iniciou sua vida pública em 1971, quando foi eleito presidente do Diretório Municipal do MDB de Joinville.
De 1987 e 1988, ele assumiu o Ministério de Estado da Ciência e Tecnologia. Entre 1993 e 1996 foi presidente do Diretório Nacional do PMDB.
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De acordo com seu site oficial, o político foi deputado estadual entre 1973 e 1975. Assumiu o cargo de deputado federal durante cinco mandatos: 1973 a 1975, 1983 a 1987, 1987 a 1991, 1991 a 1995, 1995 a 1997.
Também foi prefeito de Joinville por três mandatos. O primeiro foi entre 1977 e 1982. A segunda eleição como chefe do Executivo municipal ocorreu em 1997, quando foi reeleito ao segundo mandato entre 2001 e 2004.

Luiz Henrique da Silveira foi eleito duas vezes como governador de Santa Catarina: entre 2003 e 2006 e de 2007 a 2010. Depois disso, em 2011, ele assumiu o cargo de senador, no qual ficaria até 2019.

Fachin, a anatomia de uma fraude

Na análise a seguir, o blog O Antagonista deste domingo desmonta a explicação incorreta concedida por Luiz Facchin e pela OAB do Paraná, segundo a qual ele não praticou ilegalidade ao advogar privadamente e como procurador do Estado.

O editor agrupou as seis notas de análise do blog, para facilitar a leitura por parte dos frequentadores deste site.

Leia tudo:

O advogado Luiz Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff ao STF, passará por uma sabatina no Senado, na terça-feira. Fachin é um ideólogo, um jurista que escolheu um lado, como ele mesmo disse -- o do Partido dos Trabalhadores. É, portanto, o contrário do que deveria ser um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Esse aspecto está sendo exaustivamente apontado e discutido. Mas ele empalidece diante de outro: Luiz Edson Fachin tem a sua carreira de procurador do Estado do Paraná marcada por uma fraude.


Na semana passada, uma nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado afirmou que Luiz Edson Fachin praticou advocacia ilegalmente depois de ser nomeado procurador do Estado do Paraná -- função que exerceu de 1990 a 2006.

A nota diz o seguinte: "Com base em tudo que expusemos, pode-se concluir que, tendo o sr. Luiz Edson Fachin tomado posse após janeiro de 1990, quando já se encontravam em vigor as proibições de advogar constantes tanto da Constituição do Paraná quanto da Lei Complementar 51, de 1990, a atuação no âmbito da advocacia privada, concomitantemente com o o exercício do cargo de Procurador do Estado, viola, prima facie, o ordenamento legal."

As notas técnicas 
colidentes. A da OAB é uma fraude.]
Diante disso, a Ordem dos Advogados do Brasil, seção estadual do Paraná, divulgou uma nota pública. Nela, a OAB/PR afirma que "durante o período em que perdurou a atividade do Dr. Fachin como procurador do Estado, realizou a devida anotação do impedimento para a advocacia contra o Estado do Paraná, restando autorizada a advocacia privada que não infringisse tal impedimento.

Leiam a nota:

"A OAB Paraná vem, em face dos questionamentos formulados na Comissão e Constituição e Justiça do Senado da República a respeito da compatibilidade entre o exercício da advocacia e a função de Procurador do Estado pelo Dr. Luiz Edson Fachin até o ano de 2006, prestar os seguintes esclarecimentos:

A Constituição do Estado do Paraná, antes da reforma de 1999, não veda o exercício da advocacia privada dos Procuradores de Estado, limitando-se, apenas, a impedir a advocacia contra o próprio Estado-membro.

Por isso, a OAB Paraná, durante o período em que perdurou a atividade do Dr. Fachin como Procurador do Estado, realizou a devida anotação do impedimento para a advocacia contra o Estado do Paraná, restando autorizada a advocacia privada que não infringisse tal impedimento.

Portanto, o exercício da advocacia privada pelo Dr. Luiz Edson Fachin durante o período em que foi Procurador do Estado do Paraná não está eivado de qualquer ilicitude."

É uma nota fraudulenta, como se verá a segui


A nota fraudulenta
da OAB do Paraná
A nota da OAB/Paraná é fraudulenta porque diz que a reforma da Constituição do Paraná ocorreu em 1999. Mentira. Ela data de 1989. Mais precisamente, de 5 de outubro de 1989. Ou seja, antes de Luiz Edson Fachin tornar-se procurador do Estado.

No artigo 125 da Constituição do Paraná, está escrito:

"O exercício das atribuições na Procuradoria-Geral do Estado é privativo dos procuradores integrantes da carreira,que será organizada e regida por estatuto próprio, definido em lei, com observância dos arts. 39 e 132 da Constituição Federal.

Parágrafo Terceiro: É vedado aos procuradores do Estado:
1 -- exercer advocacia fora das funções administrativas"
Luiz Edson Fachin, portanto, foi nomeado procurador quando já era proibido aos procuradores advogar.

A nota fraudulenta da OAB/PR, no entanto, tenta encobrir uma outra fraude ainda mais grave, como se verá no próximo post.

Como a OAB do Parana
desrespeitou a Constituição
A fraude mais grave cometida pela OAB/PR, e Luiz Edson Fachin estava perfeitamente inteirado dela, foi na ocasião em que ele consultou a OAB/PR sobre se havia impedimento do exercício da função de advogado simultaneamente à de procurador do Estado.

A OAB/PR anotou na carteira profissional de Luiz Edson Fachin que havia apenas um impedimento: o de ele atuar como advogado contra o Estado do Paraná. Mentira.

Assim, a OAB/PR, depois da promulgação da Constituição do Estado do Paraná, em 1989, fraudulentamente deu o seu aval para que Luiz Edson Fachin pudesse exercer a função de procurador simultaneamente com a de advogado. O que havia sido proibido em absoluto no ano anterior, sem nenhuma exceção.
Vamos adiante...

Fachin é um ignorante
da Constituição
Recapitulando: a nota divulgada pela OAB/PR comete a fraude de datar de 1999 uma Constituição promulgada uma década antes. Com isso, lança fumaça não apenas sobre o fato incontornável de Luiz Edson Fachin ter cometido a ilegalidade de exercer a função de procurador de Estado simultaneamente à de advogado, como tenta esconder a ilegalidade cometida pela própria entidade. A OAB/PR fez uma anotação completamente contrária à lei na carteira profissional de Luiz Edson Fachin, e com a anuência do principal interessado.

Luiz Edson Fachin passou no concurso para procurador em 1985 e tomou posse em 1990. À diferença do que afirmam os defensores da sua candidatura ao STF, o fato não significa que ele pode driblar a Constituição do Estado do Paraná. Se assim fosse, a Constituição -- Federal, inclusive -- seria passível de ser relativizada por casos individuais. Não há Carta Magna no mundo civilizado que seja exposta a excepcionalidades como essa. Ter passado em concurso cria a expectativa do direito, não o direito

O indicado de Dilma Rousseff poderá dizer, como todo petista, que não sabia da fraude da OAB/PR? Sim. Mas isso significaria afirmar também que ele desconhece a Constituição do próprio estado em que atua. Um ignorante da lei pode se tornar ministro da mais alta corte do país?

Aos senadores só
resta o veto ao nome de Fachin
O Antagonista espera que ainda haja senadores que percebam a extrema gravidade do que foi revelado aqui. O país atravessa uma crise institucional, e a aprovação de Luiz Edson Fachin para o STF representaria mais um golpe contra a nação.

Na sabatina de terça-feira, os cidadãos de bem contam com os senadores do PMDB e de outros partidos conscientes, para reprovar o nome de Luiz Edson Fachin para o STF. Ele não é apenas um ideólogo, ele cometeu uma ilegalidade, e com a cumplicidade da OAB do Paraná.

Quanto aos principais representantes do PSDB, eles encontraram uma forma de abster-se da votação. Os tucanos partirão em alegre e oportuna revoada para Nova York, a fim de assistirem à entrega de um prêmio a FHC.

Opinião do editor - Fortunati já faz muito, mas pode fazer mais pela segurança pública da população de Porto Alegre

Ao buscar contato com o secretário estadual da Segurança Pública para exigir mais proteção policial para os cidadãos, o prefeito José Fortunati mandou recado de que está decididamente ao lado da população encarcerada de Porto Alegre.

O governo estadual falha mais do que nunca na área da segurança pública.

O contingenciamento de verbas e a desordem na área, que não é recente, mas que se agravou com o novo governo, atingiu níveis insuportáveis.

As execuções diárias de bandidos por parte das próprias quadrilhas, a multiplicação de assaltos a bancos e os ataques aos cidadãos que trabalham, comprovam a inércia do governo.

Brigada e Polícia Civil falham de modo vergonhoso.

O editor conversou um dia antes da reunião de Fortunati e Melo com o secretário Vantuir, sugerindo que a prefeitura vá além dos necessários pontos de luz que instala nos parques e praças, porque pode e deve multiplicar a ação da guarda municipal, inclusive armada, além de poder e dever alocar recursos públicos municipais para suprir de combustível, câmeras de vigilância que funcionem e apoio logístico às viaturas policiais, tudo para botar as tropas nas ruas e garantir a integridade das pessoas e dos seus patrimônios.

Isto já é feito por municípios como Gramado, çpor exemplo, com resultados extraordinariamente eficazes.

Até as pedras das ruas sabem que a segurança pública é dever e obrigação do governo estadual, mas se a prefeitura possui condições financeiras melhores, até porque é superavitária, já que administra melhor suas contas públicas, nada a impede de sair do discurso e de medidas mínimas, para intervir de modo prático e eficaz.

Fortunati vai ao secretário da Segurança e avisa que inseguranças pública "está insuportável em Porto Alegre"

O prefeito José Fortunati reuniu-se a portas fechadas, na tarde desta sexta-feira (8), com o secretário de Segurança do Estado, Wantuir Jacini, tudo para reclamasr da insegurasnça pública em Porto Alegre.

"Nas reuniões que temos em qualquer lugar da cidade, a demanda por mais segurança é maior do que qualquer pedido de obra ou serviço", 
disse ao editor o vice-prefeito Sebastião Melo, que participou da reunião, conforme foto ao lado. Na saída, o prefeito disse que o encontro não foi motivado pelos “episódios desta semana”, referindo-se ao assassinato de um dos líderes do tráfico de Porto Alegre, Cristiano Souza da Fonseca, o Teréu, na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na quinta-feira. Fortunati garantiu que havia agendado há 15 dias a reunião com Jacini.

Fortunati avisou que o que está sendo feito pelo governo estadual é muito pouco.

- A população de Porto Alegre deseja tranquilidade no seu dia a dia. Há uma grande sensação de insegurança em Porto Alegre.

No último mês, execuções foram registradas à luz do dia e em lugares movimentados da Capital, além de um ônibus incendiado.

Ele acrescentou que deve ir à França junto com o governador José Ivo Sartori para conhecer o Centro de Inteligência da Airbus, em Paris, a fim de implantar um sistema semelhante no Rio Grande do Sul. 

Para o prefeito, o governo municipal está fazendo a sua parte com a iluminação de parques e instalação de câmeras, que hoje somariam mil unidades. Sobre medidas para frear a violência, Fortunati disse que não caberia a ele apresentá-las ao secretário. “Obviamente, não caberia cobrar horas extras e efetivo”, disse José Fortunasti, ao responder um dos questionamentos da imprensa.

Sairá na terça o dinheiro retido pela Caixa para o Pólo Naval de Rio Grande

O Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande confirmou neste final de semana a informação de que a Caixa começou a liberar os R$ 63 milhões do Fundo de Marinha Mercante, dinheiro que vinha sendo retido e estava destinado ao pagamento de terceirizadas que trabalham para as empreiteiras do Polo Naval.

O dinheiro será pago na terça-feira.

Serão beneficiados 2,5 mil trabalhadores.

O Polo naval tem 7 mil trabalhadores.

No mesmo dia, o prefeito Alexandre Lindenmayer, PT, irá a Brasília para conversar com o secretário Geral da Presidência, Miguel Rosseto, visando solução definitiva para o problema.

O centro da questão é a Engevix, principal acionista dos estaleiros Rio Grande I e II, que concentram 70% dos equipamentos encomendados pela Petrobrás.

Paulo Paim avisa que poderá votar contra MPs do Ajuste Fiscal

O senador Paulo Paim, PT do RS, confirmou neste final de semana que as MPs do Ajuste Fiscal não terão seu voto quando forem para o Senado.

A menos que o governo flexibilize mais as medidas de redução de direitos trabalhistas.

Corpo de Mendes Ribeiro Filho está sendo velado na Assembléia do RS

Na foto, sem cabelo, o ex-deputado do PMDB já demonstrava os efeitos do câncer que o atingiu no cérebro e que o levou à morte. - 



Morreu na madrugada deste domingo o ex-deputado federal Mendes Ribeiro (PMDB-RS), de 60 anos. Ele estava internado no Hospital São José da Santa Casa de Misericórdia. O ex-deputado do PMDB já está sendo velado na Assembleia Legislativa . Ainda hoje será cremado no Crematório Metropolitano.

Não se sabe se a presidente Dilma Roussef virá às cerimônias fúnebres, já que o ex-deputado foi seu ministro da Agricultura, 2011. Mendes Filho, filho do também deputado e radialista Mendes Ribeiro, começou a vida política há 40 anos, como vereador em Porto Alegre. Depois foi deputado estadual e deputado federal. Entre funções no Executivo, exerceu a chefia da Casa Civil, no governo Britto, e o ministério da Agricultura. Antes de ingressar no MDB, ele foi do PDS (antiga Arena, hoje PP).

Ministro do STF acha que inconfidência de Mujica pode reabrir o processo do Mensalão

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que é possível reabrir o caso do mensalão diante da revelação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ter conhecimento do esquema, conforme relato do ex-presidente uruguaio José Mujica revelado em livro. 

A obra Una Oveja Negra al Poder (Uma ovelha negra no poder, em tradução livre), escrita pelos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz com depoimentos de Mujica, narra que, em uma conversa ocorrida em 2010, sobre o escândalo da compra de apoio político no Congresso, o petista teria dito ao presidente uruguaio que aquela era "a única forma de governar o Brasil".

O editor mandou trazer um exemplar do livro, sábado, que já está sendo debulhado (leia nota mais abaixo sobre o caso). 

Senadores do PSDB trocam sabatina de Fachin por festa para FHC em Nova Iorque

Senadores de grande peso do PSDB não comparecerão à sabatina de Luiz Fachin, terça-feira, na CCJ do Senado. Aécio Neves (MG), José Serra (SP), Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Tasso Jereissati (CE) vão a Nova York prestigiar Fernando Henrique Cardoso, eleito pela Câmara de Comércio Brasil-EUA personalidade do ano, juntamente com Bill Clinton. 

Outro tucano, Álvaro Dias (PR), relator da indicação de Fachin ao STF, vai rasgar elogios ao escolhido de Dilma Rousseff. É o seu candidato do coração.P contraponto tucano, na sabatina, o papel de questionar publicamente o postulante deve ser desempenhado apenas pelo líder Cássio Cunha Lima (PB).

A jornalista Mônica Bérgamo, hoje, na Folha, diz que os tucanos argumentam que a aprovação de Fachin na CCJ já é esperada e que estarão presentes na votação em plenário, quando a maioria da bancada do PSDB tende rejeitar sua indicação.

O sorriso de Alckmin depois de enterrar o filho há apenas um mês

A apenas um mês depois da morte do filho Thomaz, o governador Geraldo Alckmin e sua mulher, Lu, foram flagrados na foto ao lado em plena cerimônia de casamento do médico de Lula e de Dilma, o cardiologista Roberto Kalil. Ao lado do casal estavam o prefeito Haddad e a mulher.

A nota abaixo conta os incidentes que ocorreram ontem na festa.

Na foto, Alckmin e Lu aparecem sorrindo.

A cena mostra que político tem que cultivar muito sangue frio, porque comparecer a uma cerimônia pública deste gênero e sorrir na festa não parece próprio de pais que sepultaram seu filho há apenas um mês.

Em outros tempos, o resguardo e o luto eram imposições da dor.

Dilma toma vaia e panelaço no casamento do médico de Lula

A presidente Dilma Rousseff e Lula foram alvos de vaias e panelaços neste sábado a tarde, quando compareceram ao restaurante Leopolldo, em São Paulo, para o casamento do cardiologista Roberto Kalil. Dilma foi madrinha da união do médico com a endocrinologista Claudia Cozer. No altar, estava acompanhada do secretário da Saúde de São Paulo, David Uip. Também foram padrinhos o ex-presidente Lula, acompanhado de
Marisa Letícia, e o senador tucano José Serra. 

Os jornais paulistas deste domingo informam que alguns manifestantes que esperavam em frente ao Leopolldo. Gritavam "Fora PT" e "Fora Dilma". 

A  presidente foi muito hostilizada por manifestantes. 

Lula e Dilma mal se falaram durante a festa.

Também foram ao casamento personalidades como Gilberto Gil, Marta Suplicy, o prefeito Fernando haddad, o govdernador Geraldo Alckmin e ministros como Aloisio Mercadante, além do presidente do PT, Rui Falcão. 

Vizinhos do restaurante também vaiaram e bateram panelas, muitos deles com cartazes dirigidos ao médico Kalil. "Amigo do nosso inimigo, é nosso inimigo!", diziam os cartazes, referindo-se ao médico e a Lula. 

O senador José Serra foi cobrado pessoalmente pelos manifestantes, que reclamaram por sua atitude vacilante em relação ao impeachment de Dilma. 
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