PSB e PPS podem aprovar fusão nesta quarta-feira

O PSB reúne-se as 10h em Brasília para decidir se faz fusão com o PPS.

Artigo, Merval Pereira, O Globo - O STF atrasa a Lava Jato

A charge ao lado é de Iotti, publicada no jornal Zero Hora de hoje. Ela reflete bem a que tipo de interesse serviram Teori, Toffoli e Mendes no STF.

Por uma infeliz coincidência, a decisão de ontem da 2 Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a prisão preventiva de dois empreiteiros que se preparavam para fazer uma delação premiada, cada qual com histórias que ligam a presidente Dilma e o ex-presidente Lula aos desmandos ocorridos na Petrobras.

Ricardo Pessoa, da UTC, apontado por vários empreiteiros como o líder do Clube que organizava o cartel na estatal, havia feito anotações em que sugeria que dinheiro desviado da Petrobras havia financiado a campanha presidencial do PT, inclusive no ano passado. “Edinho Silva está preocupadíssimo. Todas as empreiteiras acusadas de esquema criminoso da Operação Lava-Jato doaram para a campanha de Dilma. Será que falarão sobre vinculação campanha x obras da Petrobras?”, escreveu em um bloco.

Aldemário Pinheiro Filho, o Leo Pinheiro, presidente da OAS, preparava-se para contar seu relacionamento com o ex-presidente Lula, inclusive a reforma de uma propriedade em Atibaia que todos conhecem como “a casa do Lula”, mas que está em nome de terceiros, por coincidência sócios de seu filho Lulinha, que também mora em um apartamento em São Paulo de R$ 6 milhões, que está registrado em nome de um desses sócios.

Há uma idéia disseminada de que a prisão preventiva dos empreiteiros persistia por tempo demasiado e já não havia base legal para mantê-la. O Juiz Sérgio Moro era acusado de forçar as delações premiadas com a manutenção da prisão por tempo indeterminado, numa espécie de tortura psicológica dos prisioneiros.

Mas o parecer do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot e os votos dos ministros Carmem Lucia e Celso de Mello mostram que havia sim condições jurídicas de manter a prisão preventiva, que já havia sido aprovada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão de mandar para prisão domiciliar os acusados, com tornozeleira eletrônica e horário rígido de recolhimento, demonstra que os empreiteiros continuam oferecendo perigo à sociedade.

O Procurador-Geral ressaltou que “o paciente foi o principal responsável por desenvolver o mecanismo e a forma de atuar da empresa ao longo dos anos, baseando-se na formação de cartel e na corrupção de funcionários públicos. Não há como assegurar que seu afastamento irá realmente impedir que continuem as mesmas práticas delitivas, arraigadas na ‘cultura’ e como elemento próprio da forma de atuar da empresa”.

O decano do Supremo, ministro Celso de Mello, foi taxativo: “Torna-se inviável a conversão da prisão preventiva em medidas cautelares alternativas quando a privação cautelar da liberdade individual tem fundamento, como sucede na espécie, na periculosidade do réu em face da probabilidade real e efetiva de continuidade da prática de delitos gravíssimos, como os de organização criminosa, de corrupção ativa e de lavagem de valores e de capitais”, referindo-se ao presidente da UTC Ricardo Pessoa.

A ministra Cármen Lúcia votou contra a concessão de Habeas Corpus avaliando que o interrogatório do empreiteiro, marcado para segunda-feira, pode levar à necessidade de novas diligências, e testemunhas podem ser novamente inquiridas. “Não existe instrução quase acabada”, afirmou. Em casa, afirmou a ministra, Pessôa poderia seguir em contato com os negócios da empresa. 

No seu entendimento, o decreto da prisão preventiva foi baseado em provas da prática de crimes de alta gravidade contra a administração pública e de lavagem de dinheiro.

Para o ministro Teori Zavascki, a concessão da liberdade não pode ser usada como condição para o fechamento de acordos de delação premiada. "Subterfúgio dessa natureza, além de atentatório aos mais fundamentais direitos consagrados na Constituição, constituiria medida medievalesca que cobriria de vergonha qualquer sociedade civilizada", afirmou o ministro relator em seu voto.


Para ele, a prisão preventiva só deve ser mantida quando consiste no único modo de afastar riscos contra a garantia da ordem pública e econômica, a conveniência da instrução criminal e a segurança da aplicação da lei. Os ministros que votaram a favor da permanência dos réus na prisão consideraram que as medidas cautelares sugeridas pelo relator não significam barreiras às suas atividades ilegais.

Artigo, Estadão - Roubar, só na medida certa

Para quem ainda tinha alguma dúvida sobre a honestidade do governo do PT, alguém que sabe o que está falando esclareceu o assunto: “A gente não acha que o PT inventou a corrupção, mas roubaram demais. Exageraram”. É o que garante um dos principais aliados do PT, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que foi ministro do Trabalho de Lula e por indicação deste permaneceu à frente da pasta no início do primeiro mandato de Dilma, até ser forçado a demitir-se pela “faxina” que atingiu vários outros ministros sob suspeita da prática de “irregularidades”. As declarações de Lupi foram gravadas durante encontro com correligionários na última quinta-feira, em São Paulo, e confirmadas ao Estado pelo próprio. Não obstante, o presidente do PT, Rui Falcão, declarou na segunda-feira que Lupi desmentiu essas declarações, alegando que “foram pinçadas” fora do contexto. E o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), reagiu acusando Lupi de ser “boquirroto”.


A declaração de Lupi, na verdade, não revela segredo nenhum, mas é alarmante pela falta de pudor que demonstra. Das palavras do ex-ministro do Trabalho a seus liderados, pode-se inferir que roubar até que pode, desde que não se roube “demais”, com exagero. É mais um exemplo cínico da relativização dos valores éticos que passou a predominar ostensivamente na cena política a partir da chegada do lulopetismo ao poder.

Como não podem contestar o fato de que estão envolvidos até o pescoço no assalto aos cofres públicos, os petistas argumentam em defesa própria que seus antecessores, em governos federais e estaduais, também são alvos de acusações de corrupção. Invertem o senso comum, querem fazer crer que um erro justifica outro. Invertem também a proposta original de serem “um partido diferente”, para se eximir de culpas sob o argumento de que o PT “faz apenas o que os outros também fazem”. A mais recente manifestação nesse sentido coube ao ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, em entrevista ao Estado publicada no domingo.

Respondendo a perguntas sobre o escândalo do petrolão, Berzoini, que priva da intimidade tanto de Lula como de Dilma, insinuou que o PT é perseguido pela mídia, pela PF e pelo Ministério Público: “As notícias existem, não há invenções. Mas há, evidentemente, uma seletividade da divulgação ou uma seletividade na investigação”. E acrescentou: “O curioso é que ninguém se pergunta: será que isso acontece só na Petrobrás? Será que grandes estatais estaduais de governos de outros partidos não estiveram envolvidas também nisso? Será que não cabe um paralelo entre o que aconteceu no Metrô de São Paulo, o que aconteceu no governo de Minas em anos anteriores?”. Cabe, então, perguntar ainda: caso as investigações em curso venham a comprovar corrupção no Metrô de São Paulo ou no governo de Minas, isso eximirá ou diminuirá a responsabilidade do governo do PT pelo assalto de mais de R$ 6 bilhões aos cofres da Petrobrás? Definitivamente, um erro não justifica outro.

Enquanto isso, Lula continua agindo como se não tivesse nada a ver com a corrupção no governo, cuja existência chega a negar em ocasiões e ambientes propícios. Muito bem protegido em espaços blindados contra vaias e preocupado em vender saúde com exibições de halterofilismo, Lula prefere cuidar de sua escancarada ambição de voltar à Presidência da República em 2018, exercitando sua conhecida habilidade de dizer o que as pessoas querem ouvir. Falando a correligionários reunidos no 3.º Congresso de Direções Zonais do PT-SP, na sexta-feira em São Paulo, Lula reiterou o mantra de que o governo precisa se dedicar a uma “agenda positiva”: “Nós temos de dizer em alto e bom som para a companheira Dilma ouvir (…) que nós precisamos começar a dizer o que nós vamos fazer neste segundo mandato”. Faz sentido, já que aquilo que prometeu na campanha Dilma renegou até mesmo antes da posse.


Abusando da imodéstia, Lula proclamou em tom triunfante: “Se Dilma fracassar é o PT quem fracassa (…) e eu não vim ao mundo para fracassar”. Como diria Carlos Lupi: menos, Lula!

Índice que reajusta aluguel subiu 3,55% em um ano. Abril registrou avanço de 1,17%.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) avançou 1,17% em abril, depois de subir 0,98% em março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (29).

Em 12 meses, no acumulado,  o índice registrou alta de 3,55%. Em abril de 2014, o número foi de 0,78%.


O IGP-M é usado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.

Apesar da prisão domiciliar, o dono da UTC quer mais. Ele ameaça fazer delação se não conseguir anistia ampla, geral e irrestrita.

A jornalista Mônica Bérgamo revela na sua coluna da Folha, edição de hoje, que o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, deve retomar as conversas com o Ministério Público Federal no Paraná para fechar acordo de delação premiada na Operação Lava Jato.

Seria uma nova leva de pressões sobre Lula, PT e governo Dilma, buscando a anistia.

Leia:

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de que Pessoa fique em prisão domiciliar, não altera substancialmente a disposição dele de retomar as conversas com os procuradores, como se imaginava. A diferença agora é que, fora da cela, ele poderá negociar submetido a uma pressão menor.

ENCONTRO MARCADO

A tensão, no entanto, continua. Apesar de solto, Pessoa já responde a dois processos, por lavagem de dinheiro e corrupção. Um deles, em fase avançada, de interrogatório, pode ter sentença definida pelo juiz Sergio Moro em cerca de dois meses. Mais dois processos devem ser abertos em breve –um deles, por cartel.

Instituto Paraná Pesquisas revelará, hoje, pesquisa sobre os 100 dias de Sartori

Sairá no final da tarde o resultado da pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas para avaliar os 100 dias de Sartori.

O editor publicará o resultado ainda hoje, depois que fizer isto a revista Época.

O diretor do instituto, Murilo Hidalgo, disse há pouco que a pesquisa também contemplou avaliação dos deputados federais, estaduais e senadores do RS, bem como o que os gaúchos pensam sobre o novo governo Dilma Roussef, mas nem todos os resultados serão publicados hoje.

CPI da Petrobrás insiste em sessão pública no Paraná

A libertasção de 9 dos presos da Lava Jato não impedirá que a CPi da Petrobrás vá a Curitiba ouvir quem ainda está na cadeia.

O deputado Onyx Lorenzoni diz que a viagem e as oitivas serão realizadas no dia 11.

E serão públicas.

Quem está em prisão domiciliar (os que foram soltos ontem) serão chamados ao paraná.

Badesul tem alternativa para viabilizar a contrapartida estadual nas PPPs

Ainda na presidência do Badesul, Marcelo Lopes apresentou a seguinte proposta para que o governo estadual mobilize recursos que não tem para modelar os planos de concessões de parcerias público-privados, as PPPs:

- Usar o Badesul para definir modelos e garantir a contrapartida pública. 

Ele propõe a criação de fundos de Investimento em participações.

Sem isto, a iniciativa privada não comparece.

Nos quatro anos da sua administração, o governo Tarso não viabilizou uma só PPP no RS.

Por que não quis.

Por puro ranço ideológico.

Marcelo Lopes calou-se durante todo o tempo.

Vem aí CPI para Incra e Funai

Foi protocolado, ontem, na Câmara, pedido de CPI para inestigar malfeitos no Incra e na Funai. Por trás da iniciativa, estão denúncias sobre fraudes na demarcação de terras.

Corte bruto de combustíveis chega aos carros da Brigada e da Polícia Civil da Capital

Passou a vigorar na Capital, Porto Alegre, a lei sêca de combustíveis para viaturas da Brigada e da Polícia Civil.

O corte de 30% a 40% na verba para combustíveis já vigorava no interior.

Isto significa que cada carro, em vez de percorrer 100 quilômetros em patrulha ou atendimento, rodará apenas 60.

Por mês.

Postal prevê "mês negro" para maio

O deputado Alexandre Postal, líder do governo na Assembléia, avisa aos seus colegas da base aliada o que espera pela frente:

- Maio será um mês negro.

Sê-lo~á.

Pobre Rio Grande.

Sartori foi pedir ajuda ao governo de Pernambuco

O governo gaúcho pediu ajuda ao governador socialista de Pernambuco, José Júlio, Ele já está ensinando como é que se administra o setor público estadual.

Dia 21, no Clube Farrapos, ele será o principal orador da reunião na qual o governo gaúcho apresentará seu pacote de maldades e obterá a assinatura dos secretários estaduais num documento intitulado "Acordo de Resultados 2015", equivalente aos conhecidos contratos de gestão.

Sartori não quis optar por Raimundo Colombo, governador de Santa Catarina, que apresenta adminsitração infinitamente mais moderna e de melhores resultados do que tudo o que faz o governo de Pernambuco.

O RS é um novo Nordeste.


Secretaria da Fazenda de Porto Alegre inicia nova fase de profunda modernização

Submetida a enorme modernização quando assumiu o ex-secretário Christiano Tatsch, hoje no governo estadual, a secretaria da Fazenda de Porto Alegre iniciará novo e profundo up grade,tudo po conta do projeto de reforma aprovado pela Câmara de Vereadores.

Tatsch herdou uma máquina emperrada, atrasada, mal equipada e comdéficit monstruoso. Em apenas dois anos, conduziu as finanças públicas municipais a consistentes superavits, limpando o nome da prefeitura do Cadin e retomando a capacidade de financiamentos.

Foi no governo Fogaça.

A SMF ganhará uma Tesouraria, uam área de TI e uma Central de Compras. O projeto aprovado segunda-feira também alera a Controladoria Geral do Município e a carreira e a remuneração de auditor fiscal.

Servidores municipais não gostaram das mudanças, sobretudo as que dizem rspeito a concessões de gratificação, extinção de 41 FGs e três CCs, substituídos pela criação de 72 FGs e seis CCs, com custos maiores.

A decisão do STF foi política, no que ela tem de pior, porque foi resultado de chantagem e pressão.

A decisão do STF sobre os empreiteiros, repercute dramaticamente nas redes sociais, porque ela se inscreve naquela lista de resoluções de enorme torpeza moral, capazes de abalar as melhores convicções democráticas.

É caso de mais do que indignação, exigindo reação material, porque as portas do inferno foram definitivamente abertas por Teori, Toffoli e Mendes.

Eles são os cavaleiros do Apocalipse e farão o Brasil pagar caro pelo que decidiram.

Hoje foi o Dia da Vergonha Nacional. 

Vai ser muito mais difícil pegar Lula, Dilma e o PT.

O País foi entregue ao crime.  

Eis o que escreveu sobre isto o blog O Antagonista:

Esqueçam as questões jurídicas, do tipo "Ricardo Pessoa estava sofrendo antecipação de pena, o que é ilegal", para explicar a soltura de Ricardo Pessoa.
A decisão do STF foi política, no que ela tem de pior: a chantagem e a pressão indevida.
O governo do PT atuou em três frentes para apaziguar e libertar Ricardo Pessoa, que ameaçava fazer delação premiada e entregar Lula e Dilma, chefões do petrolão:
a) Na CGU e no TCU, por meio de acordos de leniência espúrios que permitem que as empreiteiras continuem a fazer negócios na esfera pública. Em processo.
b) No STF, com a ida de Dias Toffoli para a Segunda Turma do Tribunal, responsável por julgar o petrolão. Em prática.
c) Na imprensa, por meio da demonização do juiz Sergio Moro e dos procuradores que conduzem a Operação Lava Jato. Em prática.

Léo Pinheiro, da OAS, está seguindo o caminho de Ricardo Pessoa. Em breve será solto.

Como queriam Lula, Dilma e o PT, o STF mandou soltar todo mundo preso em Curitiba. Adivinhe quem votou a favor da libertação ?

Teori Zavascki, o mais novo "herói do povo brasileiro". O PT e as empreiteiras já podem entronizar sua foto nas galerias de honra de cada um.  Ele já tinha libertado Renato Duque a pedido de Lula, mas agora resolveu afrontar a moralidade pública com mais libertações de bandidos do Petrolão. A votação foi apertada no STF. Surpresa, mesmo, foi o voto de Gilmar Mendes. De Teori e Toffoli não se esperava outra coisa. 



Por 3 votos a 2, a segunda turma do STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu nessa terça-feira liberdade ao empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, e mais oito empreiteiros que foram presos pela Polícia Federal por suspeita de participação na operação Lava Jato.

Teori, Toffoli e Mendes não respeitaram sequer os sucessivos habeas corpus negados por Sérgio Moro e pelo TRF de Porto Alegre.

O principal empreiteiro solto é o presidente do Clube do Bilhão, Quando ele ameaçou delatar todo mundo, recebeu de Lula, de Dilma e do PT, a promessa de que seria solto em seguida pelo STF.

Foi o que aconteceu hoje.

A decisão do STF é um escândalo e uma provocação. 

Os empresários devem usar tornozeleira após deixar a prisão e cumprirão prisão domiciliar. 

Os votos favoráveis à soltura foram dos ministros Teori Zavascki, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, e os contrários de Cármen Lúcia e Celso de Mello.

Os demais empresários que serão soltos são Agenor Franklin Medeiros, diretor-presidente da área internacional da OAS; Erton Medeiros Fonseca, diretor de negócios da Galvão Engenharia; João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa; José Ricardo Nogueira Breghirolli, apontado como contato do doleiro Alberto Youssef com a OAS, Mateus Coutinho Sá Oliveira, funcionário da OAS; Sérgio  Cunha Mendes, vice-presidente executivo da Mendes Júnior; Gerson  Almada, vice-presidente  da empreiteira Engevix; e José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS.

Ricardo Pessoa estava preso desde a deflagração da sétima fase da Lava Jato, em novembro do ano passado, e é apontado como o líder do "clube" de empreiteiras que se reuniram para a formação de cartel, segundo o Ministério Público. Também é acusado pelo Ministério Público de ter participado de um esquema de pagamento de propina a ex-diretores da estatal para auxiliar no fechamento de contratos.


A soltura representa uma derrota no STF do juiz Sergio Moro, que julga os casos da Lava Jato em primeira instância. Os pedidos de habeas corpus dos outros empreiteiros investigados na Lava Jato estavam sendo negados pelo Supremo até o momento. Os ministros do tribunal alegavam que os recursos ainda deveriam passar pela análise das instâncias inferiores como STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). O pedido julgado hoje já foi analisado e rejeitado por estas instâncias.

Análise, Empiricus - A (inevitável) queda do último pilar, o emprego

A consultoria Empiricus lembrou hoje o seguinte:

Há um ano houve a advertência sobre a iminente queda do último pilar econômico, com a crise fatalmente chegando ao mercado de trabalho.

Como a taxa de desemprego da época estava abaixo de 5%, os consultores das Empiricus, que fizeram a advertência, foram insultados.

Leia o restante da análise:

Eis o que temos hoje:
Mesmo a taxa de desemprego não sendo a referência mais precisa, por uma série de vieses do indicador que abordamos em M5Ms passados (vide: http://www.empiricus.com.br/posts/a-queda-do-ultimo-pilar-economico/), fato é que a crise bateu forte no mercado de trabalho.
Taxa de desemprego atingiu 6,2% em março, superando as projeções e marcando seu maior nível em quatro anos.
A rápida deterioração dos indicadores de emprego coloca as projeções para o fim do ano entre 7,5% e 8% de desemprego.
O ajuste fiscal, que recém começou, passa a pesar no social.

Vamos ver até quando ele dura...

93% dos leitores apoiaram Sartori no caso da dívida com a União

93% dos leitores, pouco menos do que a unanimidade, aprovaram integralmente a decisão tomada pelo governador José Ivo Sartori de adiar o pagamento da prestação da dívida com a União.

Apenas 4% discordaram.

A nova enquete que já está aí ao lado pergunta se a amante deve ter os mesmos direitos da esposa. A questão foi suscitada em função da posição pública do advogado paranaense que Dilma indicou para o STF, José Fachin.

Vá ao lado e vote.

Gerente Jurídico denuncia perseguição por combater corrupção e fraudes na Petrobrás. Renato Duque peitou-o para "amolecer". Antes de ser demitido, ele foi chantageado por Paulo Costa e Duque.

A repórter Carolina Gonçalves, da Agência Brasil, informou esta tade que o ex-gerente jurídico da Petrobras Fernando de Castro Sá (foto ao lado) foi pressionado e afastado do cargo depois que denunciou, internamente, alterações em pareceres jurídicos produzidos para aditivos de contratos com empresas pela Diretoria de Abastecimento da estatal. Na ocasião, o titular do cargo era Paulo Roberto Costa. 

Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o ex-gerente afirmou que a adulteração dos documentos era feita sob pressão da Associação Brasileira de Montagem Industrial (Abemi).

Na sub-relatoria de Superfaturamento e Gestão Temerária na Construção de Refinarias da CPI, Castro Sá explicou que o esquema começou em 2007, com as obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Segundo o advogado, nenhuma ordem para cometer ilegalidade partiu de Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras na época, ou de Costa. Ele acrescentou que sua saída foi acertada com os dois dirigentes.

Fernando Sá disse que a interferência da Abemi incidiu especialmente nos contratos da Refinaria do Nordeste e destacou um parecer sobre o contrato de obras da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. “Houve um parecer fraudado, que pedia antecipação de pagamentos. Eu fui contra o parecer porque a lei não permite inversão na ordem de pagamentos”, explicou. Segundo ele, foram efetuados pagamentos por serviços que não foram prestados.

Ao lado da então gerente executiva de Serviços da Petrobras, Venina Velosa da Fonseca, Fernando Sá contou que tentou contornar as alterações nesses contratos mas foi chamado pela Diretoria de Serviços, comandada por Renato Duque, para “levar bronca”. “Duque disse que nossos pareceres não seriam levados em consideração e que os aditivos seriam feitos com base na decisão da área de engenharia.”

O advogado explicou que, durante o procedimento administrativo que resultaria em uma possível demissão, procurou o ex-diretor de Abastecimento. Segundo ele, Paulo Roberto Costa afirmou que tinha pedido para cessar o processo administrativo e depois ofereceu um cargo em Londres, que Fernando Sá disse ter recusado. Ele aceitou uma segunda oferta de transferência para a área comercial da empresa. “Fiquei em uma sala fechada, sem limpeza e sem computador, sem me darem nenhum serviço durante seis meses”. Nesse período, Sá disse que sofreu dois enfartos.

O advogado informou que as tentativas de interferência para evitar as alterações nas cláusulas desses contratos foram reunidas em um documento entregue ao Ministério Público do Trabalho e que todas as ocorrências estão em um dossiê que foi entregue ao Ministério Público e será disponibilizado para a comissão.

Mercado já sabe que Bradesco comprará o HSBC Brasil

São cada vez mais insistentes no mercado financeiro as informações de que o Bradesco vai assumir o controle do HSBC Brasil. Já teria até aval do governo para que isto aconteça. 

A gestão da negociação não foi  divulgada ao mercado financeiro, ainda, nem a informação do tempo que vai levar para o Banco Central autorizar a operação de compra do segundo maior banco estrangeiro no País, pelo Banco brasileiro. 

Zimmermann é o novo presidente da Eletrosul

O Conselho de Administração da Eletrosul aprovou, na manhã desta terça-feira (28), a nomeação de Márcio Pereira Zimmermann, como novo diretor-presidente da empresa. Até então secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Zimmermann assume a presidência da Eletrosul em substituição a Eurides Mescolotto, que dirigiu a estatal nos últimos sete anos.
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