Depois de uma novela interminável, tudo em função da
incúria dos governos federal e estadual (o município fez a sua parte), a
ampliação da pista paralisou, porque se "descobriu" que o terreno
precisaria de tratamento especial, elevando o custo da obra para R$ 660
milhões, segundo o ministro Padilha. O valor não passa de conversa de botequim. É este o dinheiro que o governo Dilma não
quer investir, buscando desculpas esfarrapadas para não tocar a obra. Dilma fez gestão perdulária no primeiro mandato, tem que ajustar as contas e quer que os gaúchos paguem a conta. Desta
forma, prefere jogar fora os R$ 121 milhões investidos ali pela prefeitura.
Durante bota parte do final de semana, o editor conversou
longamente com personalidades como o ex-prefeito José Fogaça e o ex-secretário Clóvis Magalhães, com quem almoçou, mas também ouviu
outros protagonistas que têm trabalhado duramente na defesa da ampliação das
instalações e da pista do aeroporto Salgado Filho, cujos trabalhos decidiu
interromper o ministro Eliseu Padilha, por ordem da presidente Dilma Roussef.
. O prefeito conformou-se imediatamente com o que disse o ministro, mas Sartori m andou estudar o caso.
. Ele admitiu a posição do governo de privatizar tudo e garantir a construção de novo aeroporto em Portão, como se as duas coisas fôssem excludentes, o que não são.
. O editor fez uma visita guiada pelo então prefeito
Fogaça em 2006, quando a prefeitura iniciava a remoção de centenas de famílias
que vivam na Vila Dique, em área que fica na cabeceira da pista ampliada. A
remoção da vila contígua, a Nazaré, 1.770 famílias, ficou como responsabilidade
do governo estadual, que nunca se moveu.
. No link a seguir, o leitor poderá acompanhar também o
primeiro bloco do programa Conversas Cruzadas, TV Com, RBS, do dia 15, antes de
conhecida a posição final do ministro, que só foi anunciada na sexta-feira.
Informações preciosas estão ali, como revelações sobre dados técnicos
fornecidos pelo Plano Diretor implementado pela Infraero e que justifica
plenamente a existência do Salgado Filho para os próximos 30 anos, quando o
número de passageiros iria para 27 milhões por ano, muito mais do que os 9 milhões
do ano passado. Isto sem falar no aumento geométrico do volume de cargas. É
claro que tudo isto dependerá da ampliação das instalações atuais, em
andamento, mas também da pista, obra paralisada.
. O jornal Zero Hora de hoje fala em desperdício de R$
121 milhões na área, caso seja mantida a posição de Padilha de paralisar a
expansão da pista. É dinheiro que já foi investido ali, tudo com o propósito de
viabilizxá-la. São desapropriações e reassentamentos de casas da Vila Dique e
da Vila Floresta, sem contar a ampliação do terminal de cargas, que justamente
daria suporte aos aviões de grande porte que viriam para Porto Alegre.
CLIQUE AQUI para ver bloco 1 do programa Conversas Cruzadas. Preste atenção ao depoimento do ex-diretor do Departamento Aeroviário do Estado.