Dilma e seu homem do Tesouro, Arno Augustin, aprenderam a pedalar no desastroso governo Olívio Dutra.
Serão sacados R$ 3,5 bilhões do Fundo Soberano, formado
em 2008.
Meta de superávit primário é de R$ 99 bilhões para todo o
setor público.
O material a seguir é de Alexandro Martello Do G1, em Brasília -
Além de reduzir a previsão de crescimento da economia em
2014, o governo manobrou para tentar cumprir a meta fiscal de superavit
primário, que é a economia feita para pagar juros da dívida pública, fixada
neste ano em R$ 99 bilhões para todo o setor público consolidado (governo,
estados, municípios e empresas estatais).
O relatório de receitas e despesas do quarto bimestre,
divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Ministério do Planejamento, traz
profundas alterações nas previsões de receitas e despesas para este ano.
O governo informou que espera receber R$ 1,5 bilhão a
mais em dividendos das empresas estatais e que projeta resgatar R$ 3,5 bilhões
do chamado Fundo Soberano - que é uma economia feita em 2008, quando houve
excesso de superávit primário, e que serve como uma espécie de
"colchão".
Deste modo, assim como nos últimos anos, o governo está
buscando receitas para tentar cumprir a meta fiscal.
Em 2013, por exemplo, o superávit foi alcançado graças à
reabertura do Refis, programa de parcelamento de dívidas de empresas com o
governo, e também entraram na conta do superávit os valores recebidos por
concessões, principalmente do Campo de Libra.
Em 2012, o BNDES foi autorizado a comprar ações da
Petrobras que faziam parte das aplicações do Fundo Soberano. Essas ações foram
repassadas ao Tesouro Nacional, que se desfez deles por R$ 8,84 bilhões –
dinheiro que engordou o superávit. Junto com outras operações parecidas, a
manobra rendeu R$ 12,6 bilhões para ajudar a fechar as contas do governo
naquele ano.
De acordo com o ministério, a decisão de usar o fundo
soberano em 2014 tem por objetivo "mitigar os efeitos do atual quadro
econômico, caracterizado por uma perspectiva de crescimento mais baixo nesse
ano". O relatório diz ainda que "essa medida de política econômica
visa a atenuação dos efeitos conjunturais de redução da arrecadação federal".