Só o fascínio pelas causas anti-imperialistas justifica a viagem da comitiva de Tarso Genro a Palestina, porque o RS vende e compra zero do País. O povo gaúcho paga a conta por mais essa viagem política inútil.
Há vários dias o editor tem registrado a inutilidade da
viagem que o governador Tarso Genro e uma comitiva de 80 membros, dos quais 30
são servidores públicos, prefeitos e deputados, todos com despesas pagas pelos
contribuintes e diárias de até R$ 1.200,00 (fora passagens).
. Serão 10 dias em Israel, Palestina e Portugal. O pit
stop em Portugal coincidirá – surpresa ! – com o feriadão de 1º de Maio.
. Antes da nova viagem ao exterior (Tarso vai ao exterior
a cada dois meses, tudo por conta dos contribuintes) o governador embaralhou
novamente várias palavras para formar frases sem sentido:
- É preciso buscar novos mercados no exterior e com isto
fortalecer os produtos do RS.
. O princípio está correto, mas a escolha dos destinos
escolhidos para cumprir o desiderato é que não têm nada a ver com ele.
. Em roteiros anteriores do governo estadual foram
incluídos paisecos como Cuba, Vietname e até o Uruguai.
. São mercados muito mais ideológicos do que econômicos.
. A Palestina, um dos objetos da visita de Tarso Genro ao
Oriente Médio, só se justifica no roteiro pelo viés ideológico atrasado do governador,
ainda aferrado aos ultrapassados conceitos da guerra fria, quando o que
importava era atacar de qualquer modo o imperialismo americano.
. É que o Rio Grande do Sul exporta zero para a Palestina
e importa zero para a Palestina, mas não é porque a Palestina seja uma ficção
política, porque a balança comercial Brasil-Palestina é muito raquítica, mas
existe. Eis os dados de 2012, em dólares:
Exportação: US$ 22,5 milhões
Importações: US$ 22,4 milhões
. Esta balança comercial é do tamanho do faturamento
anual de uma empresa média de Canoas.
- Israel e Portugal são mercados razoavelmente mais interessantes, mas apenas razoavelmente interessantes, embora nenhum dos dois exija uma comitiva de 80 membros, liderada pelo próprio governador, já que um diretor da AGDI resolveria tudo sem maiores despesas.