Depois que o Ministério Público Estadual mandou o governo do Estado fechar as escolas de lavagem cerebral do MST no RS e acabar com a tentativa do movimento de criar um Estado dentro do Estado, embora mantido com o dinheiro do Estado que quer acabar, muito pouca gente teve coragem de vir a público criticar e apoiar a defesa do Estado e da sociedade feita pelos procuradores do RS. A nota a seguir, postada no site www.zerohora.com de hoje, revela declarações contundentes do arcebispo de Porto Alegre.
LEIA
Clipping
Site www.zerohora.com
Terça-feira, 24 de fevereiro
Carlos Etchichury carlos.etchichury@zerohora.com.br
O arcebispo metropolitano, dom Dadeus Grings, criticou na manhã desta terça-feira as escolas itinerantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), durante a abertura da 32ª Romaria da Terra, em Sapucaia do Sul. Principal referência religiosa do Estado, dom Dadeus questionou a inclusão do assunto no evento, cujo tema é Água, Sangue da Terra, e abriu divergência na Igreja. Isso porque o bispo de Rio Grande, dom José Mário Stroeher, se colocou a favor da escolas.— Isso não é da Igreja, não é oficial. Não sei quem introduziu o tema na romaria, colocaram junto, mas não é esse o tema principal — disse o arcebispo. O religioso fez as declarações após descer de um carro de som, onde havia falado sobre a questão da água. Centenas de pessoas, incluindo integrantes do MST, acompanharam o discurso e depois, às 9h25min, partiram para a romaria — de 2,5 quilômetros entre a igreja Sagrada Família, no bairro Colonial, até um pesqueiro às margens do Rio dos Sinos, no bairro Carioca. — Acho que não é interessante ter escolas separadas. O importante é a integração. Não queremos escolas isoladas. Escolas com pouquíssimos alunos não são viáveis. Elas têm uma visão unilateral do mundo. É apenas a visão deles (do MST) — declarou dom Dadeus. Também na romaria, o bispo de Rio Grande defendeu as escolas itinerantes e criticou seu fechamento. Segundo Stroeher, o governo do Estado deveria ficar atento para que isso não ocorresse.
EUA, o campeão do liberalismo, começa a estatizar os grandes bancos
Clipping
Editorial do jornalm Folha de S. Paulo
Terça-feira, 24 de fevereiro
O dilema de Obama
Governo dos Estados Unidos, que resistia a estatizar bancos, é levado a rever seus planos diante da gravidade da crise
ESTATIZAR ou não estatizar grandes bancos; esta é a questão que divide a opinião de acadêmicos renomados e assombra a equipe econômica do presidente norte-americano, Barack Obama. Enquanto os cães ladram, a caravana da crise avança...
Na prática, bancos americanos já estão sendo "nacionalizados" -o eufemismo que designa estatização nos EUA. Como noticiou ontem esta Folha, a agência do governo que fiscaliza o sistema financeiro fechou, em média, duas instituições por semana nos primeiros 40 dias do ano; 7 delas na primeira semana de fevereiro. Em 2008, o ritmo de extinção de casas bancárias foi de duas por mês.
Os bancos liquidados por motivo de insolvência, todos médios e pequenos, foram tomados pelo governo, parcela de sua dívida foi quitada, seus ativos ruins, absorvidos pelo contribuinte (na expectativa de que os prejuízos sejam atenuados com o tempo) e a parte saneada, separada para ser vendida no mercado. É justamente isso, uma intervenção firme mas temporária, abrangendo as maiores instituições do país, que os defensores da medida nos EUA entendem como estatização.
O que seria mera aplicação de um princípio consensual -bancos insolventes, pequenos ou grandes, precisam ser saneados para o bem do sistema financeiro- torna-se, contudo, uma batalha campal dada a dimensão assumida pela crise. Interessa aos grandes bancos americanos manter a disputa em terreno ideológico, embora a clivagem entre economistas que defendem e rejeitam a ideia não respeite esse critério.
Trata-se, mais propriamente, de um embate na elite do poder americano. Como aconteceu na maior parte do planeta, os grandes bancos dos Estados Unidos aumentaram sua penetração na esfera das decisões políticas ao longo das últimas décadas. Além do impacto desse fenômeno nas finanças de campanha e no lobismo, aprofundou-se o intercâmbio de quadros entre o setor público e o sistema financeiro privado.
Nesse contexto, desenha-se uma nova solução de compromisso, intermediária, entre um desses grandes bancos, o Citigroup, e o governo norte-americano. Em seriíssimas dificuldades, o banco pleiteia mais dinheiro do Tesouro, mas numa quantidade e num formato que ainda mantenham o atual controle da instituição. Citi e Bank of America, as maiores casas bancárias dos EUA, já receberam US$ 180 bilhões (cerca de 13% do PIB brasileiro) em auxílio direto do governo.
Uma nota das autoridades econômicas americanas publicada ontem indica, entretanto, que a abordagem de dar dinheiro público a bancos privados sem intervir na sua estrutura de controle está prestes a ser abandonada. A rápida deterioração provocada pela crise coloca o governo Obama diante da opção entre preservar os acionistas e os clubes de comando dos grandes bancos.
Editorial do jornalm Folha de S. Paulo
Terça-feira, 24 de fevereiro
O dilema de Obama
Governo dos Estados Unidos, que resistia a estatizar bancos, é levado a rever seus planos diante da gravidade da crise
ESTATIZAR ou não estatizar grandes bancos; esta é a questão que divide a opinião de acadêmicos renomados e assombra a equipe econômica do presidente norte-americano, Barack Obama. Enquanto os cães ladram, a caravana da crise avança...
Na prática, bancos americanos já estão sendo "nacionalizados" -o eufemismo que designa estatização nos EUA. Como noticiou ontem esta Folha, a agência do governo que fiscaliza o sistema financeiro fechou, em média, duas instituições por semana nos primeiros 40 dias do ano; 7 delas na primeira semana de fevereiro. Em 2008, o ritmo de extinção de casas bancárias foi de duas por mês.
Os bancos liquidados por motivo de insolvência, todos médios e pequenos, foram tomados pelo governo, parcela de sua dívida foi quitada, seus ativos ruins, absorvidos pelo contribuinte (na expectativa de que os prejuízos sejam atenuados com o tempo) e a parte saneada, separada para ser vendida no mercado. É justamente isso, uma intervenção firme mas temporária, abrangendo as maiores instituições do país, que os defensores da medida nos EUA entendem como estatização.
O que seria mera aplicação de um princípio consensual -bancos insolventes, pequenos ou grandes, precisam ser saneados para o bem do sistema financeiro- torna-se, contudo, uma batalha campal dada a dimensão assumida pela crise. Interessa aos grandes bancos americanos manter a disputa em terreno ideológico, embora a clivagem entre economistas que defendem e rejeitam a ideia não respeite esse critério.
Trata-se, mais propriamente, de um embate na elite do poder americano. Como aconteceu na maior parte do planeta, os grandes bancos dos Estados Unidos aumentaram sua penetração na esfera das decisões políticas ao longo das últimas décadas. Além do impacto desse fenômeno nas finanças de campanha e no lobismo, aprofundou-se o intercâmbio de quadros entre o setor público e o sistema financeiro privado.
Nesse contexto, desenha-se uma nova solução de compromisso, intermediária, entre um desses grandes bancos, o Citigroup, e o governo norte-americano. Em seriíssimas dificuldades, o banco pleiteia mais dinheiro do Tesouro, mas numa quantidade e num formato que ainda mantenham o atual controle da instituição. Citi e Bank of America, as maiores casas bancárias dos EUA, já receberam US$ 180 bilhões (cerca de 13% do PIB brasileiro) em auxílio direto do governo.
Uma nota das autoridades econômicas americanas publicada ontem indica, entretanto, que a abordagem de dar dinheiro público a bancos privados sem intervir na sua estrutura de controle está prestes a ser abandonada. A rápida deterioração provocada pela crise coloca o governo Obama diante da opção entre preservar os acionistas e os clubes de comando dos grandes bancos.
Eleição será a previsível disputa entre Serra e Dilma
OPINIÃO DO LEITOR
Ao ler este artigo em que Fernando Rodrigues, Folha, hoje, comenta o embretamento da sucessão de Lula em uma escolha entre Serra e Dilma e lamenta a falta de “alternativas renovadoras, que dessem novo impulso ao país”, brotou uma pergunta a vocês, militares, como eu: o que foi feito nestes últimos vinte anos para gerar uma alternativa renovadora, que desse novo impulso ao país?
Passamos esse tempo olhando só para trás. Afastamo-nos do debate porque não tratamos de nos articular e consolidar uma representatividade. Porque insistimos em nos posicionar onde sabidamente somos fracos, na arena política do parlamento.
Quais as alternativas renovadoras que geramos nestes vinte anos?
Tivéssemos tirado os olhos do retrovisor e pensado no futuro, seguramente teríamos hoje uma “alternativa renovadora que desse um impulso ao país” para oferecer ao eleitorado porque massa crítica não nos falta. Muito pelo contrário. Péricles da Cunha, Porto Alegre, RS.
Um país previsível
FERNANDO RODRIGUES
BRASÍLIA - Passado o Carnaval, entrará em rápido processo de consolidação a tese da inevitabilidade das candidaturas de José Serra (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT).Faltam 19 meses para a eleição presidencial, mas esse cenário previsível parece cada vez mais imutável.Desde o retorno à democracia, em 1985, a política brasileira tem sido incapaz de produzir grandes novidades positivas e longevas. O PT injetaria oxigênio no sistema. Virou um partido tradicional do establishment. Aliou-se ao Democratas (ex-PFL) na escolha dos presidentes da Câmara, Michel Temer, e do Senado, José Sarney.José Serra, 66 anos, e Dilma Rousseff, 61 anos, são dois candidatos respeitáveis para um país como o Brasil. Mas talvez não preencham a demanda completa dos eleitores.Para comprovar, bastaria uma pesquisa simples nos portões dos sambódromos do Rio e de São Paulo.O pesquisador mostraria as fotos de Serra e de Dilma. Identificaria os retratos e indagaria: "Você considera essas duas opções suficientes para a eleição presidencial ou gostaria de ter alternativas renovadoras, que dessem novo impulso ao país?".A resposta seria óbvia, a favor de mais nomes na disputa. Mas esse mesmo eleitor certamente não fará nada para buscar um possível Obama brasileiro.Há um trauma no Brasil por causa da última saída novidadeira. Em 1989, o jovem Collor foi eleito. Em 1992, sofreu impeachment.Tudo somado, o Brasil se tornou um país convencional na política. Medroso, sem coragem de inovar. É um caminho de coerência histórica.A Independência e a República foram concertações da elite e não fruto de grandes conflitos nem de amplo desejo da população.Além do mais, há o Carnaval. Todas as transgressões são reservadas para esta semana. Depois, o brasileiro sabe se comportar e votar nos políticos de sempre.frodriguesbsb@uol.com.br
Ao ler este artigo em que Fernando Rodrigues, Folha, hoje, comenta o embretamento da sucessão de Lula em uma escolha entre Serra e Dilma e lamenta a falta de “alternativas renovadoras, que dessem novo impulso ao país”, brotou uma pergunta a vocês, militares, como eu: o que foi feito nestes últimos vinte anos para gerar uma alternativa renovadora, que desse novo impulso ao país?
Passamos esse tempo olhando só para trás. Afastamo-nos do debate porque não tratamos de nos articular e consolidar uma representatividade. Porque insistimos em nos posicionar onde sabidamente somos fracos, na arena política do parlamento.
Quais as alternativas renovadoras que geramos nestes vinte anos?
Tivéssemos tirado os olhos do retrovisor e pensado no futuro, seguramente teríamos hoje uma “alternativa renovadora que desse um impulso ao país” para oferecer ao eleitorado porque massa crítica não nos falta. Muito pelo contrário. Péricles da Cunha, Porto Alegre, RS.
Um país previsível
FERNANDO RODRIGUES
BRASÍLIA - Passado o Carnaval, entrará em rápido processo de consolidação a tese da inevitabilidade das candidaturas de José Serra (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT).Faltam 19 meses para a eleição presidencial, mas esse cenário previsível parece cada vez mais imutável.Desde o retorno à democracia, em 1985, a política brasileira tem sido incapaz de produzir grandes novidades positivas e longevas. O PT injetaria oxigênio no sistema. Virou um partido tradicional do establishment. Aliou-se ao Democratas (ex-PFL) na escolha dos presidentes da Câmara, Michel Temer, e do Senado, José Sarney.José Serra, 66 anos, e Dilma Rousseff, 61 anos, são dois candidatos respeitáveis para um país como o Brasil. Mas talvez não preencham a demanda completa dos eleitores.Para comprovar, bastaria uma pesquisa simples nos portões dos sambódromos do Rio e de São Paulo.O pesquisador mostraria as fotos de Serra e de Dilma. Identificaria os retratos e indagaria: "Você considera essas duas opções suficientes para a eleição presidencial ou gostaria de ter alternativas renovadoras, que dessem novo impulso ao país?".A resposta seria óbvia, a favor de mais nomes na disputa. Mas esse mesmo eleitor certamente não fará nada para buscar um possível Obama brasileiro.Há um trauma no Brasil por causa da última saída novidadeira. Em 1989, o jovem Collor foi eleito. Em 1992, sofreu impeachment.Tudo somado, o Brasil se tornou um país convencional na política. Medroso, sem coragem de inovar. É um caminho de coerência histórica.A Independência e a República foram concertações da elite e não fruto de grandes conflitos nem de amplo desejo da população.Além do mais, há o Carnaval. Todas as transgressões são reservadas para esta semana. Depois, o brasileiro sabe se comportar e votar nos políticos de sempre.frodriguesbsb@uol.com.br
Saiba como votarão os Partidos no caso da anistia aos professores
O PMDB será o Partido da base aliada do governo estadual que sairá mais dividido na votação do veto à emenda que anistiou professores públicos grevistas do RS.
. O Partido tem nove deputados, mas votarão contra o governo que apóia os deputados Alberto Oliveira e Nelson Harter.
- As outras baixas: PTB, Cassiá Carpes / PP, Miki Breier / DEM, Paulo Borges e Mano Changes. No PPS e no PSDB ninguém trairá o governo que apoiam.
- PT, PSB e PC do B votarão unidos contra o governo.
. O Partido tem nove deputados, mas votarão contra o governo que apóia os deputados Alberto Oliveira e Nelson Harter.
- As outras baixas: PTB, Cassiá Carpes / PP, Miki Breier / DEM, Paulo Borges e Mano Changes. No PPS e no PSDB ninguém trairá o governo que apoiam.
- PT, PSB e PC do B votarão unidos contra o governo.
Extratos de banco já estão no processo Salazar x Pont x Bohn Gass
Banrisul e Unibanco já entregaram ao juiz da 9ª. Vara Criminal de Porto Alegre os extratos das contas correntes do ex-tesoureiro da DS, Paulo Salazar, que ajuizou ação contra os deputados Raul Pont, Ervino Bohn Gass e o PT. Salazar alega que os dois deputados confiscaram parte do salário que recebia na Assembléia, que levantava notas frias para prestação de contas e que além disto Pont, Bohn Gass e o PT lavavam dinheiro através das suas contas. A DS, que mascara a sua condição através de uma ONG intitulada Em Tempo, no dia 23 de setembro de 2005, reconheceu o vínculo empregatício de Salazar, concordou na 23a. Vara da Justiça do Trabalho de Porto Alegre que sonegou os recolhimentos do INSS e FGTS, e acertou um acordo trabalhista com seu ex-tesoureiro, pagando-lhe o que devia de indenização. O editor tem cópia de todo o processo (00686-2005-028-04-00-5).
. O juiz Mauro Gonçalves mandou os dois bancos entregarem os extratos que vão de agosto de 1999 a fevereiro de 2005. Isto já ocorreu.
. A ação leva o número 001/1.08.0196557-1.
- O delegado da 2ª. Delegacia de Polícia de Canoas, que investiga o assassinato da principal testemunha de acusação contra Pont e Bohn Gass, Mauro Kruger, disse ao editor que não tem prazo para terminar o inquérito.
. O juiz Mauro Gonçalves mandou os dois bancos entregarem os extratos que vão de agosto de 1999 a fevereiro de 2005. Isto já ocorreu.
. A ação leva o número 001/1.08.0196557-1.
- O delegado da 2ª. Delegacia de Polícia de Canoas, que investiga o assassinato da principal testemunha de acusação contra Pont e Bohn Gass, Mauro Kruger, disse ao editor que não tem prazo para terminar o inquérito.
Conheça melhor o negócio de R$ 1,5 da P-55 conquistada por Rio Grande
A Queiroz Galvão nem fez muita alaúza sobre a conquista do contrato de R$ 1,5 bilhão para construir a plataforma oceânica de exploração de petróleo P-55 em Rio Grande. Já começaram os preparativos para a instalação do canteiro de obras do chamado ERG 1, no dique seco que a W. Torre constrói e entregará para a Petrobrás em abril. Serão gerados 1.500 empregos diretos. A construção sairá ao longo de 18 meses.
. O casco da P-55 que está sendo feito em SUAPE não chega aqui no RS em março. Se continuarem no ritmo que estão, poderá chegar no final de 2009 ou até mesmo no meio de 2010.
- As notícias do final do ano passado davam conta do cancelamento do contrato da P-55, mas ele foi apenas suspenso para readequação de preços.
Queiroz Galvão atrai
outra plataforma de R$ 1,5 bi para o RS
Além da P-55, a Queiroz Galvão, que agora toca os negócios sem os sócios que tinha na Quip (a Quip construiu a P-53), também ficou com o contrato da P-63.
. O casco da P-55 que está sendo feito em SUAPE não chega aqui no RS em março. Se continuarem no ritmo que estão, poderá chegar no final de 2009 ou até mesmo no meio de 2010.
- As notícias do final do ano passado davam conta do cancelamento do contrato da P-55, mas ele foi apenas suspenso para readequação de preços.
Queiroz Galvão atrai
outra plataforma de R$ 1,5 bi para o RS
Além da P-55, a Queiroz Galvão, que agora toca os negócios sem os sócios que tinha na Quip (a Quip construiu a P-53), também ficou com o contrato da P-63.
Saiba como a Kepler Weber saiu da crise e retomou a liderança do mercado
Em pouco mais de um ano, o ex-presidente da Vale do Rio Doce, Anastácio Fernandes Filho, renegociou as dívidas com os credores, sobretudo com os bancos, comandou um exitoso processo de recapitalização e recolocou a Kepler Weber, de Panambi, RS, no caminho das vendas e lucros em alta. Mais do que isto: a empresa voltou a liderar o mercado, com fatia igual a 51%. Os fundos (Previ, Aerus, Serpros) que controlavam 70% do capital há apenas três anos, reduziram sua participação para 30%. A dívida de R$ 400 milhões caiu para r$ 150 milhões e está quase toda concentrada no BNDES (longo prazo).
. Desde que saiu da Vale, há dez anos, Anastácio Fernandes Filho especializou-se em extrair empresas problemáticas do fundo do poço. Ele é mineiro, casado, três filhos, engenheiro eletricista e pós-graduado em administração e finanças.
. A Kepler Weber é o maior fabricante brasileiro de silos (60%), secadores (30%), implementos e equipamentos de limpeza (10%). A empresa tem uma fábrica em Panambi, outra em Campo Grande e uma terceira em Bauru, mas neste caso de Bauru a produção é de tanques de leite e ordenhadeiras mecânicas. No total, são 1.050 empregados. Não houve demissões. “E nem haverá”, avisou o presidente Anastácio Fernandes Filho. Dependendo da safra, o número de empregados varia, o que não tem nada a ver com a crise econômica global atual.
. O editor almoçou com Fernandes Filho em Porto Alegre. Estava junto o jornalista Miron Neto, que trabalha com a Kepler Weber.
. Em 2007, o balanço geral da empresa acusou vendas de R$ 170 milhões. Os números de 2008 ainda não saíram do forno e além disto Anastácio Fernandes Filho não quer abrir o que já sabe, porque a CVM pode criar problemas para as ações negociadas na Bolsa de SP. De qualquer modo, os números dos três primeiros trimestres do ano passado, que são conhecidos, informam que o faturamento foi a R$ 230 milhões. Caso a progressão seja a mesma para o quarto trimestre, o editor desta página imagina que o faturamento poderá ir a mais de R$ 300 milhões. Um resultado surpreendente sobre o ano anterior.
. “Teremos lucro em 2008”, avisou o presidente da Kepler Weber.
. A produção da empresa gaúcha não é colocada apenas no Brasil. É que 30% vão para mercados diversos da América Latina. A idéia do presidente é diversificar, porque ele quer ampliar a fatia e escapar dos altos e baixos que ocorrem nos mercados do continente. Uma primeira incursão está sendo feita na Ucrânia. E-mail: anastacio.fernandes@kepler.com.br Site: www.kepler.com.br
. Desde que saiu da Vale, há dez anos, Anastácio Fernandes Filho especializou-se em extrair empresas problemáticas do fundo do poço. Ele é mineiro, casado, três filhos, engenheiro eletricista e pós-graduado em administração e finanças.
. A Kepler Weber é o maior fabricante brasileiro de silos (60%), secadores (30%), implementos e equipamentos de limpeza (10%). A empresa tem uma fábrica em Panambi, outra em Campo Grande e uma terceira em Bauru, mas neste caso de Bauru a produção é de tanques de leite e ordenhadeiras mecânicas. No total, são 1.050 empregados. Não houve demissões. “E nem haverá”, avisou o presidente Anastácio Fernandes Filho. Dependendo da safra, o número de empregados varia, o que não tem nada a ver com a crise econômica global atual.
. O editor almoçou com Fernandes Filho em Porto Alegre. Estava junto o jornalista Miron Neto, que trabalha com a Kepler Weber.
. Em 2007, o balanço geral da empresa acusou vendas de R$ 170 milhões. Os números de 2008 ainda não saíram do forno e além disto Anastácio Fernandes Filho não quer abrir o que já sabe, porque a CVM pode criar problemas para as ações negociadas na Bolsa de SP. De qualquer modo, os números dos três primeiros trimestres do ano passado, que são conhecidos, informam que o faturamento foi a R$ 230 milhões. Caso a progressão seja a mesma para o quarto trimestre, o editor desta página imagina que o faturamento poderá ir a mais de R$ 300 milhões. Um resultado surpreendente sobre o ano anterior.
. “Teremos lucro em 2008”, avisou o presidente da Kepler Weber.
. A produção da empresa gaúcha não é colocada apenas no Brasil. É que 30% vão para mercados diversos da América Latina. A idéia do presidente é diversificar, porque ele quer ampliar a fatia e escapar dos altos e baixos que ocorrem nos mercados do continente. Uma primeira incursão está sendo feita na Ucrânia. E-mail: anastacio.fernandes@kepler.com.br Site: www.kepler.com.br
Aliado do PT e de Maria do Rosário procura Fogaça para oferecer apoio
Aliado da deputada Maria do Rosário e do PT nas eleições para prefeito de Porto Alegre, no ano passado, o PRB ofereceu neste final de semana o apoio do Partido ao prefeito José Fogaça.
. O vereador Waldir Canal, do PRB, que se elegeu na coligação liderada pelo PT, procurou Fogaça na tarde desta sexta-feira, em companhia do vereador Valter Nagelstein,do PMDB. O prefeito Fogaça manifestou o desejo de ter o PRB dentre os partidos que compõem a sua base e o vereador Waldir Canal anuiu e expressou igual desejo. Se tudo avançar, o governo municipal passará a ter 26 vereadores na sua base de sustentação, sendo que o PRB concorreu em aliança com o PT na última eleição.
. O vereador Waldir Canal, do PRB, que se elegeu na coligação liderada pelo PT, procurou Fogaça na tarde desta sexta-feira, em companhia do vereador Valter Nagelstein,do PMDB. O prefeito Fogaça manifestou o desejo de ter o PRB dentre os partidos que compõem a sua base e o vereador Waldir Canal anuiu e expressou igual desejo. Se tudo avançar, o governo municipal passará a ter 26 vereadores na sua base de sustentação, sendo que o PRB concorreu em aliança com o PT na última eleição.
Tarso manda Polícia Federal atender 412 municípios do RS
Anote estas três informações a seguir e veja como o ministro Tarso Genro, candidato a governador do RS pelo PT, não está brincando em serviço: 1) ele já levou a Polícia Federal para 412 municípios do RS (isto corresponde a 95% do total de municípios do Estado), percentagem que nem de longe ocorre com Estados mais importantes como São Paulo, Rio e Minas. 2) dos 2.570 novos agentes, Tarso destacou 176 para apenas tres municípios do RS, Bagé, Esteio e Tabaí. 3) o ministro da Justiça visita o RS praticamente todas as semanas.
. Como se sabe, a campanha eleitoral no RS e no Brasil já começou.
. Como se sabe, a campanha eleitoral no RS e no Brasil já começou.
Saiba como líderes do PMDB roubam o dinheiro público.
Os efeitos do furacão Jarbas Vasconcellos.A reportagem principal da revista Veja deste final de semana ataca novamente o PMDB, mas desta vez as denúncias não são mais do senador Jarbas Vasconcellos. A entrevista de Vasconcellos serviu de base para uma investigação corrosiva sobre o PMDB.
. Não há uma só denúncia contra um só líder do PMDB do RS. Aliás, o próprio Vasconcellos reconhece que o Partido virou uma confederação de Partidos. No RS, como se sabe, o PMDB é o herdeiro das mais patrióticas posições do que havia de melhor no velho MDB.
. A reportagem revela que 16 dos 27 presidentes estaduais do PMDB respondem processos na Justiça. Eles roubaram dinheiro público. A revista também denuncia que o PMDB é o único Partido (é o maior do Brasil) que renuncia a ter candidato próprio a presidente, porque quer mesmo é vender seu apoio e com isto continuar metendo a mão nos cargos e no dinheiro público. O Partido ocupa atualmente seis ministérios, cujo orçamento anual soma R$ 365 bilhões de reais, exatamente o triplo do orçamento anual da Argentina.
. Conheça alguns casos de peemedebistas que enriqueceram tungando dinheiro dos contribuintes, aboletando-se nos cofres públicos. O primeiro valor listado é o do início da carreira do líder, enquanto que o segundo é o valor atual do seu patrimônio:
- Renan Calheiros: um fusca, 1978/ R$ 10 milhões.
- Jader Barbalho: um carro e um apartamento, 1974/ R$ 30 milhões.
- Joaquim Roriz: R$ 500 mil em 1991/ R$ 200 milhões.
- Newton Cardoso, R$ 4,9 milhões em 1997/ R$ 3 bilhões.
. José Sarney é dono de uma fortuna avaliada em R$ 125 milhões.
. O PMDB não reage diante de todas as denúncias ou faz isto apenas pro forma.
CLIQUE AQUI para ler a reportagem completa.
Hillary na China: o esforço de estabilização terá que ser global
A informação a seguir demonstra a compreensão americana de que sozinhos os EUA não poderão conjurar a crise econômica global, o que também os chineses, sozinhos, não poderão fazer. O esforço de estabilização será global ou nada acontecerá de bom.
. Nesta página, você pode utilizar a ferramenta existente à esquerda (use a barra de rolagem para chegar até ela) e promover a tradução do texto a seguir. Basta marcá-lo e clicar no indicador ajustado.
Hillary's Message in China
Guang Niu, Pool / Getty Images
Let's hope this works: Secretary of State Hillary Clinton finished up her weeklong trip to Asia today in China with a TV interview in which she asked the Chinese to continue buying US treasury bonds to finance the country's ballooning deficit. China is already the largest holder of US debt, and bought a record $696.2 billion in treasury bonds last year. According to Clinton, such moves would ultimately help China by stimulating economic growth around the world. "We are truly going to rise or fall together," Clinton said.
Read it at Bloomberg-- LOV
No virus found in this incoming message.Checked by AVG - www.avg.com Version: 8.0.237 / Virus Database: 270.11.2/1965 - Release Date: 02/21/09 15:36:00
. Nesta página, você pode utilizar a ferramenta existente à esquerda (use a barra de rolagem para chegar até ela) e promover a tradução do texto a seguir. Basta marcá-lo e clicar no indicador ajustado.
Hillary's Message in China
Guang Niu, Pool / Getty Images
Let's hope this works: Secretary of State Hillary Clinton finished up her weeklong trip to Asia today in China with a TV interview in which she asked the Chinese to continue buying US treasury bonds to finance the country's ballooning deficit. China is already the largest holder of US debt, and bought a record $696.2 billion in treasury bonds last year. According to Clinton, such moves would ultimately help China by stimulating economic growth around the world. "We are truly going to rise or fall together," Clinton said.
Read it at Bloomberg-- LOV
No virus found in this incoming message.Checked by AVG - www.avg.com Version: 8.0.237 / Virus Database: 270.11.2/1965 - Release Date: 02/21/09 15:36:00
Godoy elenca medidas da OIE para circunscrever a crise global
O ex-presidente da Fiergs e atual diretor da Organização Internacional do Trabalho, Dagoberto Lima Godoy, vai esta semana a semana a Lima e durante todo o mês de março estará em Gnebra, nas reuniões do Conselho de Administração da OIT e suas comissões técnicas.
. Em Lisboa, no início do mês, a OIE promoveu um Foro, que teve a participação de mais de 250 empresários, trabalhadores e membros governamentais europeus, ao final do qual produziu um documento onde foram resumidos em seis pontos sua visão do papel a ser desempenhado pelos governos e pelos próprios empresários para superar a crise:
1) Aumentar a liquidez para apoiar a sustentação do emprego
2) Apoiar as pequenas e médias empresas (PMEs) e facilitar a criação de empresas como motor da recuperação
3) Promover os princípios e direitos fundamentais no trabalho
4) Apoiar a educação e a formação como a chave para o crescimento futuro e produtividade
5) Apostar na responsabilidade social como um importante modo de atuar
6) Resistir a todas as formas de protecionismo, incluindo as do mercado do trabalho
. Dagoberto Lima Godoy disse ao editor, neste domingo, vai Internet, que os pontos cruciais da Declaração são:
1) Reconhecer o desemprego crescente e generalizado como a conseqüência mais trágica da crise atual e priorizar a expansão da economia e o apoio às PMEs, por ser a única alternativa eficaz e sustentável para a criação e manutenção dos empregos, em qualquer país do mundo;
2) A expressa repulsa a qualquer forma de exploração, a pretexto das dificuldades das empresas;
3) O chamamento às empresas para ações voluntárias de responsabilidade social;
4) O alerta contra reações de protecionismo, no comércio ou no mercado de trabalho;
5) A indicação da educação e da formação profissional como as chaves para o crescimento futuro.
. Em Lisboa, no início do mês, a OIE promoveu um Foro, que teve a participação de mais de 250 empresários, trabalhadores e membros governamentais europeus, ao final do qual produziu um documento onde foram resumidos em seis pontos sua visão do papel a ser desempenhado pelos governos e pelos próprios empresários para superar a crise:
1) Aumentar a liquidez para apoiar a sustentação do emprego
2) Apoiar as pequenas e médias empresas (PMEs) e facilitar a criação de empresas como motor da recuperação
3) Promover os princípios e direitos fundamentais no trabalho
4) Apoiar a educação e a formação como a chave para o crescimento futuro e produtividade
5) Apostar na responsabilidade social como um importante modo de atuar
6) Resistir a todas as formas de protecionismo, incluindo as do mercado do trabalho
. Dagoberto Lima Godoy disse ao editor, neste domingo, vai Internet, que os pontos cruciais da Declaração são:
1) Reconhecer o desemprego crescente e generalizado como a conseqüência mais trágica da crise atual e priorizar a expansão da economia e o apoio às PMEs, por ser a única alternativa eficaz e sustentável para a criação e manutenção dos empregos, em qualquer país do mundo;
2) A expressa repulsa a qualquer forma de exploração, a pretexto das dificuldades das empresas;
3) O chamamento às empresas para ações voluntárias de responsabilidade social;
4) O alerta contra reações de protecionismo, no comércio ou no mercado de trabalho;
5) A indicação da educação e da formação profissional como as chaves para o crescimento futuro.
Demissões na Embraer mostram que o governo tem que parar de fazer marolinha
O editorial a seguir é do jornal O Estado de S. Paulo deste sábado. Ele trata do caso das demissões em massa na Embraer. Lula se fez de surpres e mostrou indignação nesta sexta-feira. Puro jogo de cena, porque ele foi avisado do infausto ato na segunda. O editorial toca num ponto central sobre os desdobramentos da crise no Brasil, porque o governo do PT terá que parar de fazer marolinha, encarar a crise, elaborar um diagnóstico e implementar um programa inteligente, com lógica interna, aplicado ao longo do tempo, porque a coisa só tende a piorar daqui para a frente. Até agora o governo do PT tem demonstrado incapacidade e inaptidão para lidar com a crise.
Cortes na Embraer.
Volume de demissões na 4ª fabricante de aviões do mundo causa surpresa e desafia o governo a agir com mais abrangência.
UMA ONDA de choque correu a opinião pública com o anúncio da demissão de mais de 4.000 funcionários da Embraer. Algum ajuste na empresa-símbolo do dinamismo tecnológico nacional era de esperar, mas causou estupefação que alcançasse 20% de seus quadros. A decisão suscita dúvidas sobre a dose aplicada do remédio, por natureza amargo.A Embraer ressalva que mantém a maior parte do corpo de engenharia responsável pela área de inovação. Mesmo assim, as demissões assumem um caráter simbólico por abalar um raro caso de sucesso de empresa brasileira num mercado internacional movido por pesquisa e desenvolvimento. A quarta maior fabricante de aviões do mundo lidera o segmento de jatos até 120 lugares e figura até agora como terceiro maior exportador do país, depois de Petrobras e Vale.Ninguém duvida da gravidade da situação, mormente para uma companhia que depende em 90% das receitas de exportações para regiões como EUA e Europa, os focos do incêndio nos mercados mundiais. Das 270 aeronaves que contava entregar neste ano, a Embraer reduziu sua previsão para 242. O faturamento em dólar deve cair 13%, e os investimentos previstos, de US$ 450 milhões para US$ 350 milhões.Cabe questionar, porém, se não haveria meios menos drásticos de efetuar o corte na Embraer, como negociações para redução de jornadas e salários, demissões voluntárias incentivadas ou férias coletivas.De todo modo, isso é assunto a ser tratado exclusivamente entre empregador e sindicato. A Embraer é uma empresa privada, com 47,8% das ações pulverizadas nas Bolsas de São Paulo e Nova York. O governo federal, com o BNDES, detém 5,5% da empresa. A fatia da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, é 10,5%.A ação especial -"golden share"- mantida pela União só lhe dá poder de veto em decisões como a transferência de controle de capital, não em medidas administrativas, caso da demissão de pessoal. Ter atuado para capitalizar a companhia com fundos públicos tampouco dá ao Planalto o direito de intervir no dia-a-dia dos negócios. Reduzem-se, assim, a bravatas as promessas de interferência da parte do governo federal.Em lugar de retórica, o poder público precisa oferecer ao país as medidas que de fato lhe cabe tomar para melhorar a competitividade das empresas nacionais. Pode começar promovendo uma nova rodada de desoneração e incentivo às exportações. Reduzir encargos sobre a folha salarial para todas as empresas é outra medida óbvia. Por fim, mas não menos importante, redobrar as iniciativas para a redução das taxas de juros ao tomador final.No que toca ao desemprego em alta, tendência nacional confirmada ontem pelo IBGE, o governo também possui margem de ação. Para aliviar o impacto social dessa sequela da crise, deveria aumentar a cobertura do seguro-desemprego de todas as categorias profissionais, sem entregar-se a uma bizantina discussão sobre quais setores proteger. O corte na Embraer, por exemplo, afeta toda uma cadeia de fornecedores e serviços, e não só seus empregados diretos.
Cortes na Embraer.
Volume de demissões na 4ª fabricante de aviões do mundo causa surpresa e desafia o governo a agir com mais abrangência.
UMA ONDA de choque correu a opinião pública com o anúncio da demissão de mais de 4.000 funcionários da Embraer. Algum ajuste na empresa-símbolo do dinamismo tecnológico nacional era de esperar, mas causou estupefação que alcançasse 20% de seus quadros. A decisão suscita dúvidas sobre a dose aplicada do remédio, por natureza amargo.A Embraer ressalva que mantém a maior parte do corpo de engenharia responsável pela área de inovação. Mesmo assim, as demissões assumem um caráter simbólico por abalar um raro caso de sucesso de empresa brasileira num mercado internacional movido por pesquisa e desenvolvimento. A quarta maior fabricante de aviões do mundo lidera o segmento de jatos até 120 lugares e figura até agora como terceiro maior exportador do país, depois de Petrobras e Vale.Ninguém duvida da gravidade da situação, mormente para uma companhia que depende em 90% das receitas de exportações para regiões como EUA e Europa, os focos do incêndio nos mercados mundiais. Das 270 aeronaves que contava entregar neste ano, a Embraer reduziu sua previsão para 242. O faturamento em dólar deve cair 13%, e os investimentos previstos, de US$ 450 milhões para US$ 350 milhões.Cabe questionar, porém, se não haveria meios menos drásticos de efetuar o corte na Embraer, como negociações para redução de jornadas e salários, demissões voluntárias incentivadas ou férias coletivas.De todo modo, isso é assunto a ser tratado exclusivamente entre empregador e sindicato. A Embraer é uma empresa privada, com 47,8% das ações pulverizadas nas Bolsas de São Paulo e Nova York. O governo federal, com o BNDES, detém 5,5% da empresa. A fatia da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, é 10,5%.A ação especial -"golden share"- mantida pela União só lhe dá poder de veto em decisões como a transferência de controle de capital, não em medidas administrativas, caso da demissão de pessoal. Ter atuado para capitalizar a companhia com fundos públicos tampouco dá ao Planalto o direito de intervir no dia-a-dia dos negócios. Reduzem-se, assim, a bravatas as promessas de interferência da parte do governo federal.Em lugar de retórica, o poder público precisa oferecer ao país as medidas que de fato lhe cabe tomar para melhorar a competitividade das empresas nacionais. Pode começar promovendo uma nova rodada de desoneração e incentivo às exportações. Reduzir encargos sobre a folha salarial para todas as empresas é outra medida óbvia. Por fim, mas não menos importante, redobrar as iniciativas para a redução das taxas de juros ao tomador final.No que toca ao desemprego em alta, tendência nacional confirmada ontem pelo IBGE, o governo também possui margem de ação. Para aliviar o impacto social dessa sequela da crise, deveria aumentar a cobertura do seguro-desemprego de todas as categorias profissionais, sem entregar-se a uma bizantina discussão sobre quais setores proteger. O corte na Embraer, por exemplo, afeta toda uma cadeia de fornecedores e serviços, e não só seus empregados diretos.
O plano de Aécio para 2010
Clipping / Revista IstoÉ / 21/02/2009
Pela primeira vez desde o início das discussões em torno da sucessão presidencial de 2010, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), admitiu que é candidato a presidente da República. Em entrevista exclusiva à ISTOÉ, Aécio revelou que se lançará na disputa, assim que forem confirmadas as prévias para a escolha do nome do PSDB ao Palácio do Planalto. “Aprovadas as prévias, é natural que eu seja uma alternativa para o partido e para o País”, disse. “Estou disposto a disputar as prévias e discutir com as bases do partido um projeto novo para o Brasil.” A entrevista ocorreu na quarta-feira 11 (leia as declarações à pag. 38), quando ele fechou uma rodada de reuniões políticas em Brasília, aberta na sexta-feira anterior em audiência no Palácio do Planalto com o presidente Lula. Em todos os encontros, Aécio avisou que vai iniciar uma campanha pelas prévias no ninho tucano. “A tradição do PSDB de optar por uma decisão centralizada nos levou nas duas últimas eleições a duas derrotas”, disse ele à ISTOÉ. “É hora de mudar essa tradição para mudarmos o resultado da próxima eleição.” Dois fatores animam o governador a encarar uma disputa contra o governador paulista, José Serra. A primeira é a aceitação nacional de seu nome. Na mais recente pesquisa, realizada pela CNT/Sensus, em que aparece como candidato tucano, Aécio lidera, em qualquer cenário, a disputa contra a pré-candidata do governo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ou contra o deputado Ciro Gomes (PSB). A outra é baseada numa análise política. "O PSDB não pode ter medo de debater" Durante sua passagem por Brasília, na quarta-feira 11, o governador Aécio Neves, apesar da agenda superlotada de compromissos, reservou um espaço para uma entrevista exclusiva à ISTOÉ. Por sugestão dele, o diálogo ocorreu no trajeto do escritório do ex-ministro Pimenta da Veiga, no Lago Sul, onde os tucanos tiveram reuniões políticas, até o aeroporto.
ISTOÉ - O sr. é candidato à Presidência da República?
Aécio Neves - Só posso ser candidato a presidente se o partido me indicar candidato. Mas estou disposto a disputar as prévias e discutir com as bases do partido um projeto novo para o Brasil.
Ex-deputado Sérgio Naya morre aos 66 anos na Bahia
O empresário e ex-deputado Sérgio Naya, de 66 anos, foi encontrado morto, na tarde de ontem, no quarto do hotel em que estava hospedado em Ilhéus, 459 quilômetros ao sul de Salvador. Segundo o médico de Naya, ele sofreu um infarto por volta das 16h.
. Mineiro de Laranjal, Naya ficou nacionalmente conhecido em 1998, quando o edifício Palace 2, construído por sua construtora, ruiu no Rio, causando a morte de oito pessoas.
. O ex-deputado estava hospedado na cidade baiana, sozinho em um quarto, desde o dia 13. Tinha saída marcada para ontem, mas avisara a gerência que estava pensando em estender a hospedagem até hoje.
. Mineiro de Laranjal, Naya ficou nacionalmente conhecido em 1998, quando o edifício Palace 2, construído por sua construtora, ruiu no Rio, causando a morte de oito pessoas.
. O ex-deputado estava hospedado na cidade baiana, sozinho em um quarto, desde o dia 13. Tinha saída marcada para ontem, mas avisara a gerência que estava pensando em estender a hospedagem até hoje.
Lula sabia de demissões na Embraer desde segunda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia desde segunda-feira que a Embraer anunciaria uma grande demissão no seu quadro de pessoal. Anteontem, quando a empresa de aviação oficializou o corte de 4.200 funcionários, Lula se disse indignado, segundo relato do presidente da CUT, Artur Henrique, e comunicou que convocaria uma reunião com ministros para tentar reverter as demissões.
. Na segunda-feira, numa reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, na sede do Banco do Brasil em São Paulo, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, antecipou aos demais participantes que a situação da Embraer, por depender muito do mercado externo, era complicada por conta da crise internacional e que haveria "expressivas demissões".
. Na segunda-feira, numa reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, na sede do Banco do Brasil em São Paulo, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, antecipou aos demais participantes que a situação da Embraer, por depender muito do mercado externo, era complicada por conta da crise internacional e que haveria "expressivas demissões".
Tucano vai a conselho de ética contra Luciana Genro
O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal, disse que entrará com representação no Conselho de Ética da Casa contra a deputada Luciana Genro (PSOL), que anteontem afirmou ter tido acesso a vídeos e áudios que mostram a prática de caixa dois na campanha do PSDB ao governo gaúcho e o envolvimento direto da governadora Yeda Crusius no desvio de R$ 44 milhões do Detran. A representação, porém, depende de decisão do partido.
. Única liderança tucana a falar em favor de Yeda, Aníbal acusou o ministro Tarso Genro (Justiça), pai de Luciana, de "tentativa de desfazimento" do governo. Para ele, Tarso -provável pré-candidato do PT ao governo gaúcho- tem sido um "fator de desestabilização permanente" da atual gestão.
. Única liderança tucana a falar em favor de Yeda, Aníbal acusou o ministro Tarso Genro (Justiça), pai de Luciana, de "tentativa de desfazimento" do governo. Para ele, Tarso -provável pré-candidato do PT ao governo gaúcho- tem sido um "fator de desestabilização permanente" da atual gestão.
Dilma diz que plástica do fim do ano é "sucesso de público e crítica"
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse ontem, em Recife, que o resultado da plástica que fez no rosto no final do ano passado "é um sucesso de público e crítica". Segundo a ministra, mulheres não têm vergonha de dizer que querem "ser mais bonitas", ao contrário de "vários líderes políticos, que corrigiram suas bolsas de gordura e têm vergonha de falar isso". . Dilma foi a Pernambuco conhecer o Carnaval e descansar no litoral. Afirmou ainda que não lhe incomodou ser chamada de "Vilma" na visita que fez com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Salgueiro, sertão do Estado, dias atrás.
Serra diz que demissões em massa na Embraer demonstram que a crise está a caminho
Clipping
Folha de S. Paulo
21 de fevereiro
Serra diz que a crise 'está a caminho'
VOTORANTIM (SP) - As demissões na Embraer sinalizam que a crise está "a caminho", disse ontem o governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB). "A crise já vem vindo, ela está a caminho, não dá para ignorar", afirmou, durante a inauguração de uma escola técnica em Votorantim, na região de Sorocaba. Ele afirmou que as demissões são um "aspecto triste" da crise. "Mais de 4 mil e tantas pessoas perderem o emprego por causa da crise é muito triste."
O governador disse esperar que não haja queda no alto índice de empregabilidade em São Paulo, que se beneficia do processo de formação técnica das escolas. "A diversidade de profissões em que formamos gente é muito grande."
Preocupado com o impacto das 4,2 mil demissões na Embraer, o governador apressou os compromissos no interior - antes de Votorantim, ele havia passado em Monte Mor, região de Campinas - para retornar a São Paulo, onde teria uma reunião com o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB).
O encontro havia sido convocado em caráter de emergência, segundo o governador, que estava acompanhado do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Alckmin. Ele disse que o governo vai fazer um esforço para minimizar os efeitos das demissões, oferecendo bolsa de estudos e cursos para que os demitidos utilizem o período do desemprego para se reciclarem.
Folha de S. Paulo
21 de fevereiro
Serra diz que a crise 'está a caminho'
VOTORANTIM (SP) - As demissões na Embraer sinalizam que a crise está "a caminho", disse ontem o governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB). "A crise já vem vindo, ela está a caminho, não dá para ignorar", afirmou, durante a inauguração de uma escola técnica em Votorantim, na região de Sorocaba. Ele afirmou que as demissões são um "aspecto triste" da crise. "Mais de 4 mil e tantas pessoas perderem o emprego por causa da crise é muito triste."
O governador disse esperar que não haja queda no alto índice de empregabilidade em São Paulo, que se beneficia do processo de formação técnica das escolas. "A diversidade de profissões em que formamos gente é muito grande."
Preocupado com o impacto das 4,2 mil demissões na Embraer, o governador apressou os compromissos no interior - antes de Votorantim, ele havia passado em Monte Mor, região de Campinas - para retornar a São Paulo, onde teria uma reunião com o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB).
O encontro havia sido convocado em caráter de emergência, segundo o governador, que estava acompanhado do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Alckmin. Ele disse que o governo vai fazer um esforço para minimizar os efeitos das demissões, oferecendo bolsa de estudos e cursos para que os demitidos utilizem o período do desemprego para se reciclarem.
Yeda: "Não responderei a bêbados de porta de bar"
Na nota a seguir, a governadora Yeda Crusius refere-se a apenas um dos ítens dos kits utilizados por lideranças do PSOL do RS, mas se o leitor clicar no endereço a seguir, poderá ter uma idéia melhor do que é o conjunto de ítens usados e como chegar até eles (os líderes do PSOL não vão entender, porque para entender o video é preciso alguma dose de bom humor):
http://www.youtube.com/watch?v=VKpcr0EtZZg
Clipping
Correio do Povo
21 de fevereiro
Yeda: ‘Não responderei a bêbados de porta de bar’
A governadora Yeda Crusius rebateu ontem as acusações feitas pela deputada federal Luciana Genro (PSol), pelo vereador Pedro Ruas (PSol) e o presidente do partido, Roberto Robaina, de que saberia do uso de caixa 2 na campanha de 2006 e de pagamentos 'por fora' na negociação da sua casa, entre outros supostos delitos envolvendo o Palácio Piratini. Em entrevista à Agência Estado, Yeda negou as acusações e atacou o PSol, ao se referir à existência ou não de provas. 'Exigir provas? Eles devem exigir de si próprios. Minha mãe me ensinou a não responder a provocações de bêbados de porta de bar. O nível do fazer política no Rio Grande do Sul é altíssimo. Não merece esse tipo de provocação', disse a governadora. Yeda afirmou também que eles (o PSol) não têm credibilidade para dizer nada. 'Não podiam convocar a imprensa para fazer dela massa de manobra para os propósitos golpistas que sabidamente têm', disse. Segundo ela, trata-se de uma técnica usada para tentar desviar o foco do bom momento do governo. 'Colocamos as contas em dia e, quando isso é feito, parece que eles, por não terem o que dizer, usam armas que não são próprias da política gaúcha. Não é nenhum terremoto, é tentativa de confundir a opinião pública em relação a um momento muito bom que o Estado inteiro vive. Em cima da divulgação de uma coisa boa, eles se organizam para promover uma falsa denúncia', defendeu.Segundo Yeda, o governo não pretende reagir, no momento. 'O governo e o Ministério Público têm aparato jurídico para estudar essa questão e vão ver os instrumentos disponíveis para responsabilizar todos que estiverem cometendo qualquer tipo de delito. Para mim é delituosa essa exposição que o PSol fez.'Apesar da governadora se dizer tranquila, as suas preocupações podem aumentar. Ontem, a Executiva do PT gaúcho e a bancada petista na Assembleia afirmaram, em nota oficial, que se forem confirmas as denúncias, a governadora não terá mais condições de permanecer no cargo. O líder da bancada, deputado Elvino Bohn Gass, destacou também que o partido solicitará ao Colégio de Líderes da Assembleia que busque acesso aos documentos relativos às denúncias junto ao Ministério Público Federal.
ANTÔNIO SOBRAL
http://www.youtube.com/watch?v=VKpcr0EtZZg
Clipping
Correio do Povo
21 de fevereiro
Yeda: ‘Não responderei a bêbados de porta de bar’
A governadora Yeda Crusius rebateu ontem as acusações feitas pela deputada federal Luciana Genro (PSol), pelo vereador Pedro Ruas (PSol) e o presidente do partido, Roberto Robaina, de que saberia do uso de caixa 2 na campanha de 2006 e de pagamentos 'por fora' na negociação da sua casa, entre outros supostos delitos envolvendo o Palácio Piratini. Em entrevista à Agência Estado, Yeda negou as acusações e atacou o PSol, ao se referir à existência ou não de provas. 'Exigir provas? Eles devem exigir de si próprios. Minha mãe me ensinou a não responder a provocações de bêbados de porta de bar. O nível do fazer política no Rio Grande do Sul é altíssimo. Não merece esse tipo de provocação', disse a governadora. Yeda afirmou também que eles (o PSol) não têm credibilidade para dizer nada. 'Não podiam convocar a imprensa para fazer dela massa de manobra para os propósitos golpistas que sabidamente têm', disse. Segundo ela, trata-se de uma técnica usada para tentar desviar o foco do bom momento do governo. 'Colocamos as contas em dia e, quando isso é feito, parece que eles, por não terem o que dizer, usam armas que não são próprias da política gaúcha. Não é nenhum terremoto, é tentativa de confundir a opinião pública em relação a um momento muito bom que o Estado inteiro vive. Em cima da divulgação de uma coisa boa, eles se organizam para promover uma falsa denúncia', defendeu.Segundo Yeda, o governo não pretende reagir, no momento. 'O governo e o Ministério Público têm aparato jurídico para estudar essa questão e vão ver os instrumentos disponíveis para responsabilizar todos que estiverem cometendo qualquer tipo de delito. Para mim é delituosa essa exposição que o PSol fez.'Apesar da governadora se dizer tranquila, as suas preocupações podem aumentar. Ontem, a Executiva do PT gaúcho e a bancada petista na Assembleia afirmaram, em nota oficial, que se forem confirmas as denúncias, a governadora não terá mais condições de permanecer no cargo. O líder da bancada, deputado Elvino Bohn Gass, destacou também que o partido solicitará ao Colégio de Líderes da Assembleia que busque acesso aos documentos relativos às denúncias junto ao Ministério Público Federal.
ANTÔNIO SOBRAL
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