Opinião do editor - A pressa e a pressão pelas concessões dos blocos 1 e 2 só interessam às empreiteiras

Ao anunciar, ontem, o plano de investimentos na ordem de R$ 14,5 bilhões que estão sendo implementados escalonadamente até 2027, portanto muito além do seu próprio período de governo (Leite renunciará dentro de 5 meses), o governador Eduardo Leite reafirmou que aproveitar o restante do seu governo para levar adiante os dois grande projetos de concessão de conjuntos de estradas em debate no Estado, do Bloco 1 e do Bloco 2 de rodovias.

Não vai levar.

Eduardo Leite, por decisão própria de renunciar daqui a pouco, virou pato manco. 

As concessões serão inevitáveis, mas não do modo como está formato e nem na velocidade que ele quer, às vésperas de eleições nas quais as empreiteiras costumam desovar dinheiro grosso em candidaturas, sem se preocupar com perdas e ganhos dos eleitores-contribuintes.

A velocidade e o conteúdo das concessões dos blocos 1 e 2 são interessam às empreiteiras.


2 comentários:

Marcus V. Gravina - OAB/RS 4949 disse...

Recomendo que se tome conhecimento do Relatório final e debates da CPI do Pedágios da Assembeia Legislativa presidida pelo deputado Gilmar Sossella em 2007.
Apontou as falhas e ônus para o Estado daquela contratação do DAER/Estado, de concessões rodoviárias do Estado -PECR.
O Estado ficou engessado sem ação contra os abusos praticados durante a concessão,
Principalmente na expansão de trechos e os constantes reajustes das tarifas a pretexto de manutenção do equilíbrio economico-financeiro do contrato de concessão.
O Estado foi constantemente ameaçado de rescisão dos contratos e de vultosas indenizações a pagar,,com os usuários das vias pedagiadas feitos reféns. Várias ações judiciais foram propostas pelas concessionárias do Estado. O caso mais rumoroso foi o da praça de pedágio de Forqueta em Caxias do Sul.
Contrato firmado com empresas concessionárias de serviços públicos só tem valor para elas.
Quando desistem ou não cumprem a parte delas, simplesmente abandonam suas obrigações e deixam para o Estado seus equipamentos sucateados. A agência Reguladora,dominada pelo poder politico e financeiro dos empresários titulares das concessões fica a ver.navios
Pensem nisto!

Luiz Carlos disse...

Parece que o EGOardo Free Flor, docinho de leite da PorTela e dos Pedágios, tem uma enorme pre$$a em garantir sua tranquilidade financeira para o período de vacas magras que enfrentará a partir de 2027.

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