Artigo, David Coimbra, Zero Hora - A nossa extinção A terrível superficialidade da popularidade

"O futuro não é de Beethoven, mas de Wesley Safadão", diz o autor, jornalista de Zero Hora, ao falar sobre o futuro político do Brasil.

Tenho cá uma biografia de Beethoven escrita por Emil Ludwig em 1945, traduzida por Vinicius de Moraes. Devido a sua antiguidade, o livro está com as páginas coladas. Venho tentando abrir com uma régua e até com uma espátula, mas volta e meio mutilo uma página. O que é que faço? Ajude-me, sábio leitor.

(...) 

Feita essa digressão, voltemos ao assunto da crônica. A superficialidade da popularidade. Marx dizia que a quantidade gera qualidade. Foi outro dos erros do velho. A quantidade, quase sempre, abrutalha. Nós mesmos, eu e você, eu que escrevo, você que lê, nós mesmos estamos em processo de extinção. Nós somos tigres-de-dentes-de-sabre, valorosos, mas impotentes frente à mudança dos dias. Logo, a voracidade da internet acabará conosco. Sobrará tão somente o texto breve e raso sobre o jogo, sobre a atriz, sobre o político populista.

Eis o drama da democracia: você tem de se submeter às escolhas da maioria. Por isso, não espere muito desta eleição. Nem de outras, sejam quais forem. O futuro não é de Beethoven. O futuro é de Wesley Safadão.

CLIQUE AQUI para ler o texto completo.

12 comentários:

Anônimo disse...

O que vivemos hoje no Brasil não é democracia ( como é conhecida no resto do mundo ocidental.
Então, ditadura de uma vez.......

Anônimo disse...

Não gosto do texto, da cara, da voz deste David Coimbra, um hebraico-português da RBS. Basta saber que é da RBS para dar nojo e urticária. Não o leio, para manter minha saúde.

Anônimo disse...

Se o futuro é Wesley Safadão então não existe futuro.

Anônimo disse...

Esta frase e este pensamento vindo de um cara que se diz jornalista, desta vez não posso concordar: "Eis o drama da democracia: você tem de se submeter às escolhas da maioria. Por isso, não espere muito desta eleição."
Caso não saiba a democracia é a vontade da MAIORIA sim. Mal ou bem quem determina os ditames da sociedade organizada é a MAIORIA sim. Infelizmente no Brasil, toda esta desorganização, falacias, e muita leis são para atender as minorias. Numa eleição desde o condomínio a vontade da maioria deve prevalecer SIM. Se queremos alterar então devemos convencer, com argumentos que a vontade da minoria vai beneficiar o todo, ou seja a Maioria. Se não não é Democracia porcaria NENHUMA.

jOEL

Anônimo disse...

Só porque o seu idolo Luladrão está preso, David Coimbra já começa a botar defeitos em todo o mundo! Petralha são assim mesmo, são fábricas de inveja e mentiras ambulantes e apoiadores de criminosos!

Anônimo disse...

O MENINO DO IAPI, CARENTE DA MESADA DA RBS ZELOTES GLOBALISTA DEPENDENTE DA GLOBOLIXO GOSTA DE DAR SEMPRE UMA NO CRAVO E OUTRA NA FERRADURA, PARA NÃO DESAGRADAR!

PORTANTO, DEPOIS DE MUITO MARX, NOS 30 ANOS ÚLTIMOS, TEREMOS AGORA LUDWIG BOLSONARO BETHOVEN1 CONSERVADORISMO E DISCIPLINA NA VEIA.

Anônimo disse...

tá querendo atacar o Bolsonaro

Anônimo disse...

O cara que começa citando marx como referência,não passa de um idiota!

Ricardo Mainieri disse...

Não só na eleição, mas nos mais variados gêneros culturais e intelectuais. Hoje, o jovem nem escrever direito sabe. E a sociedade do capitalismo avançado só quer vender. Não interessa se o produto é ruim ou de qualidade duvidosa.
isso vale para o produto material e o imaterial como a Arte.
Triste, mas é resultado de um pensamento em que o lucro e a supremacia sobre o outro são a tônica.

Rubens disse...

Bom artigo. Sobre ser fenômeno de massa e conservar beleza artística, acrescento Chaplin. Vendia no mundo todo, todo mundo entendia o que ele dizia através da mímica e o que ele dizia era de especial valor.
Shakespeare exaltava os grandes homens. Chaplin exaltou o homem comum, e mandou muito bem.
É um fenômeno raro esse encontro da arte com a cultura de massa. Infelizmente, cada vez mais raro.

João Paulo da Fontoura disse...

Emil Ludwig, escritor alemão, basicamente fazedor de biografias - inúmeras, começando por Napoleão Bonaparte. Tenho um belo exemplar de uma autobiografia desse escritor, de meados da década de 1930, editora Globo, traduzida sabem por quem? Mário Quintana! Gostei tanto da biografia e do personagem (de família judia, seu pai era médico oftalmologista, o o nome Ludwig, bem germânico, foi uma concessão feita pelo Imperador, à pedido do pai, para que não prejudicasse as carreiras dos filhos!), que já a li umas três vezes!
Caro David, essa questão não é contemporânea, é atemporal. Há citações de eméritos pensadores da época da Roma antiga que já criticavam o (mero) diletantismo, o vazio das gerações mais novas. Isso é uma praga atemporal!

Com relação ao Paulo Coelho, li praticamente tudo dele, pois, mania, leio de tudo. Minha visão dele á uma visão 'agnosticista' pois reconhenheço que não alcanço minimamente o que quer significar sua obra, sou ignorante! Ler seus livros, até mesmo para poder discutir com terceiros, é fácil, coisa de 2 horas de leitura, do mesmo tamanho do contão do Graciliano, Vidas Secas (por favor, não estou discutindo conteúdo!).

elias disse...

O cara jornalista, comunistóide quer uma democracia para as minorias?
Que democracia seria essa?
Informo ao ilustre escrevente, que só com uma educação - em especial no primeiro e segundo graus, de absoluta qualidade, a maioria teria o discernimento da minoria que apregoa essa sua democracia.
Sinto informar que os governos que você votou, lá e aqui, só deu dinheiro para universidades e faculdades - antro do que você pensa. O ensino fundamental, babaus.