Operação Lava Jato: sócios de empresas de fachada são mantidos presos

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou hoje (13/7), por unanimidade, habeas corpus em favor dos empresários Marinalvo Rozario Escalfoni e Paulo Roberto Gomes Fernandes, representantes da empresas Liderrol e Akyzo, presos preventivamente na 40ª fase da Operação Lava Jato, ocorrida em maio deste ano. Escalfoni e Fernandes, segundo as investigações da Polícia Federal, teriam criado as empresas com a finalidade exclusiva de lavar ativos por meio de contratações simuladas de serviços terceirizados com as grandes empreiteiras do esquema criminoso envolvendo a Petrobras. O dinheiro recebido como pretenso pagamento seria repassado a agentes da Petrobras que então distribuiriam a agentes políticos e partidos.

O desembargador chamou a atenção em seu voto para o fato de que os réus seguiram atuando mesmo após dois anos do início das investigações.


Segundo Gebran, as diversas fases da Operação Lava Jato revelaram um quadro perturbador de corrupção sistêmica e estão presentes os pressupostos justificadores das prisões preventiva.