Deputados gaúchos cozinham PEC que acaba com gastos anuais de R$ 37,7 milhões com cedências para sindicatos

Representantes sindicais ficaram de costas para o deputado Marcel Van Hattem (foto) e para outros deputados que queriam votar a PEC. O que disse Marcel, hoje, da tribuna:  “São pessoas que não têm a coragem de olhar nos olhos daqueles que pensam diferente. Não podemos aceitar este comportamento, não no plenário da Assembleia Legislativa, local legítimo à manifestação de parlamentares eleitos pelo voto. Não se pode aceitar que dirigentes pagos com recursos públicos, recebendo R$ 40, R$ 50 mil por mês, venham a este Parlamento se comportar desta forma. Ocupam as galerias para a defesa não do Estado, mas dos seus interesses mesquinhos"

Acovardados diante da pressão corporativa de sindicatos e associações de servidores estaduais, quase todos filiados à CUT, aparelho do PT, os deputados gaúchos negaram-se a votar,ontem,, de novo, a PEC 215/2016, que manda devolver às repartições os 317 funcionários estão cedidos. Sete deles recebem o teto: R$ 30.471,00, mas há casos mais graves:

- Roberto Kupski / R$ 53.582,22
Diretor de Relações Parlamentares e Institucionais do Sindifisco-RS

- Silvia Pinheiro de Brum / R$ 46.952,43
2ª vice-presidente da Ass. Dos Defensores Públicos do RS

- Zulmir Ivanio Breda / R$ 45.680,79
Conselheiro do Conselho Federal de Contabilidade

Enio Julio Pereira Nallem / R$ 42.197,10
Diretor Administrativo da Affisvec

Ao todo, são desembolsados R$ 37,7 milhões por ano.

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