Sonegação do ICMS bateu em R$ 2,3 bilhões nesta quinta-feira

O Sonegômetro de hoje do Afocefe Sindicato, que representa os técnicos tributários gaúchos, aponta valor de R$ 2,3 bilhões.

O painel eletrônico foi lançado as 11h na avenida Assis Brasil, Porto Alegre.

O sindicato diz na sua peça publicitária de lançamento que "não há corrução sem sonegação", uma referência indireta à Operação Zelotes.

11 comentários:

Anônimo disse...

Com que base fundamentam esses valores? é factível da realidade? ou querem dizer que o problema não é do tamanho do Estado? ( e de cada auditor da sefaz que ganha 30 mil por mês e 50 mil aposentado), querem dizer que o empresariado tem que pagar mais impostos ainda para sustentar essa máquina "eficiente" ? reflitam

Anônimo disse...

Vai pagar os impostos devidos, sonegador das 15:43!

Anônimo disse...

aumentem os imposto já para compensar a sonegação

Anônimo disse...

Aumento de impostos=sonegação. Governo burro. Queria ver esses governadores e deputados ter uma fabrica de pauzinho de picolé se não iriam sonegar também.

Anônimo disse...

Falta colocar ao lado desse valor, em quanto anda o relógio da dívida ativa !!

E aí AFOCEFE ? Vai rolar ??

Anônimo disse...

Se sabem o tamanho da sonegação, sabem quem sonega. Não cobram por incompetência?Não há fiscal??? Não confiam neles para mandar fiscalizar?

Anônimo disse...

Quer que o empresariado pague tua teta né anônimo das 16:44

Anônimo disse...


Vamos lançar o "Roubômetro" para sabermos quanto esta incompetente e
ineficiente burocracia pública custa ao estado e ao país.

Anônimo disse...

Cabe alguns esclarecimentos aos leitores. Há duas categorias na Receita Estadual, a dos técnicos e a dos fiscais. O AFOCEFE representa os técnicos. Os fiscais é que fazem o gerenciamento da Receita, ou seja, eles são os chefes de todas as repartições. Os técnicos fazem o que podem, mas não são eles que dizem como fazer a fiscalização. Sugestões são dadas pelos técnicos, mas até para usar uma determinada função de acesso aos sistemas da SEFAZ, é preciso da benção do Fiscal. Enquanto continuarem essas picuinhas o sonegador continuará a divertir-se.
O AFOCEFE foi contra o aumento da alíquota do ICMS. Existe até a frase ``a crise está na Receita``. O aumento de alíquotas não resolve o problema do Estado.
De maneira geral três dos principais problemas do Estado são: dívida ativa alta e aumentando, altíssimos benefícios ou isenções fiscais e a sonegação.
A dívida ativa só aumenta devido basicamente a dois atores, o governo do Estado e os reiterados ``refaz da vida``, que só beneficiam os maus pagadores, e o judiciário que quase sempre decide a favor dos grandes empresários a não pagarem suas dívidas.
As isenções fiscais concedidas pelo Governo do Estado são altíssimas em muitos setores, e o dono da RBS de SC foi um dos últimos beneficiados aqui no estado. Além disso, não podemos deixar de citar as isenções tramadas pelo governo federal, sendo só um exemplo as isenções nas exportações(lei Kandir), sendo que os Estados não são ressarcidos devidamente.
Já a sonegação é a que seria mais facilmente resolvida se houvesse um gerenciamento melhor das atividades na Receita Estadual. Tudo é fiscalização virtual na Receita e isso não pega sonegador de ``meia-nota`` ou nota nenhuma. Muitos fiscais e técnicos são alocados em serviços desnecessários e que não produzem lá grandes resultados. Precisamos de mais fiscais e técnicos nas ruas, nas transportadoras, nos distribuidores e nas próprias auditorias virtuais. O interior do Rio Grande foi praticamente abandonado pela Receita Estadual.
Além disso, grande partes dos fiscais nunca fizeram uma auditoria verdadeira. Os que fazem alguma auditoria(se é que pode-se chamar isso de auditoria) somente autuam contribuintes por erros de preenchimento de guias. Vê se isso é um serviço para um servidor que ganha acima de R$ 20.000,00.
A auditoria verdadeira é quase inexistente na Receita Estadual. A Receita Estadual hoje quase não dá medo em ninguém. Se a Receita Federal é conhecida como Leão, aqui a Receita não chega nem perto de gatinho.

Anônimo disse...

Príncipes fazendários e auditores fiscais que ganham salários exorbitantes não estão dando conta do recado?
Que surpresa!!
Só o Sartori não sabia!

Anônimo disse...

A Curva de Laffer refuta a idéia de Sonegômetro - Quanto maior o valor arbitrariamente imposto, maior será o esforço para sonegá-lo, numa razão exponencial.

Em estudo produzido pelo GOVERNO AMERICANO na Universidade de Chicago, a carga tributária que traz a eficiência máxima é de 30% (Soma de todos os impostos e taxas, municipais e estaduais e federais).

http://home.uchicago.edu/~huhlig/papers/uhlig.trabandt.jme.2011.pdf

Acima deste valor, o estado passa a arrecadar menos, por causa dos esforços somados da iniciativa privada em sonegar os valores.

Com um imposto de 100%, a arrecadação se torna zero, por que é mais barato sair do pais e produzir no Exterior, e depois entrar com os produtos via contrabando (A Venezuela se aproximou muito deste modelo).