Este artigo é do "Observatório para um Brasil Soberano"
Enquanto parte do país tenta entender as verdadeiras razões por trás da tarifa de 50 por cento imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, um silêncio calculado se instala no centro financeiro do país. Não se trata de desconhecimento, tampouco de neutralidade. Trata-se de estratégia. A elite financeira nacional, em especial os setores mais influentes do mercado, optou por não tratar da crise institucional como variável relevante. E essa escolha diz muito.
O conteúdo da carta enviada pelo governo Trump foi explícito ao vincular a adoção das tarifas ao ambiente institucional brasileiro. A reação do empresariado, porém, tem sido fingir que se trata apenas de um problema comercial ou diplomático, como se bastasse contratar lobbies em Washington para contornar as sanções. Essa leitura ignora o essencial: o nó não está nos Estados Unidos, está aqui dentro.
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