Este artigo é do Observatório para um Brasil Soberano
Por muito tempo, parte relevante do sistema econômico-financeiro brasileiro tratou a crise institucional como uma variável secundária. O ambiente de instabilidade crescente era interpretado como “ruído político”, algo administrável diante da preservação das âncoras fiscais e da continuidade de interlocução com Brasília. A aposta era clara: manter a neutralidade formal e garantir previsibilidade técnica, mesmo diante do acúmulo de sinais de desgaste institucional.
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro rompeu esse equilíbrio artificial e forçou uma reavaliação.
O caso deixou de ser uma questão doméstica para se tornar elemento de avaliação externa. E, diante disso, a blindagem que sustentava o silêncio calculado do setor privado perdeu eficácia.
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