Há dois meses, pouco antes do início das obras de revitalização do Cais Mauá, a gestão do fundo de investimentos e da carteira de investidores no projeto mudou de mãos. Deixou de ser realizada pela ICLA Trust, com sede no Rio de Janeiro, e foi transferida para a Reag Investimentos, localizada em São Paulo.
A Polícia Federal deflagrou em Porto Alegre, esta manhã, operação para investigar supostas fraudes no fundo de pensão ICLA Trust, que, até
fevereiro passado, era o responsável por gerenciar os recursos para a obra de
revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre. A operação Gatekeeper saiu após investigação
que começou em 2013 sobre aportes feitos por um fundo de previdência privada
gaúcho (a PF não falou o nome) em um fundo de investimentos. Conforme a PF, este último aplicava os
valores em empresas de construção civil sem que houvesse a devida execução de
obras públicas. São cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo cinco em Porto Alegre e quatro no Rio de Janeiro, além de busca e apreensão de três veículos na capital gaúcha e bloqueio de ativos em nome de 20 pessoas físicas e jurídicas.
Não há, até o momento,
agentes públicos ou políticos envolvidos no caso.
No decorrer da investigação, foram identificadas
ligações do grupo com obras de revitalização urbana em Porto Alegre, informou a
polícia.