O sorridente presidente do Santander, Sérgio Rial, também terá que explicar por que pediu R$ 1 milhão da Lei Rouanet para financiar a mostra do Queermuseu.
Curador da mostra Queermuseu tenta escapar da CPI dos Maus Tratos. Gaudêncio foi reconvocado e terá que depor sob vara, caso escape de novo. Ele pediu habeas ao STF para não comparecer, mas perdeu.
A CPI dos Maus-Tratos aprovou a reconvocação para oitiva
de Gaudêncio Fidélis, que foi curador da mostra Queermuseu – Cartografias da
Diferença na Arte Brasileira em Porto Alegre. Ele
deveria ser ouvido nesta quarta-feira, mas não compareceu. Liminar em
habeas corpus concedida pelo ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal
Federal (STF), garantiu ao curador o direito de ser assistido por advogado e de
se manter em silêncio durante o depoimento à CPI, mas não autorizou sua fuga.
Gaudêncio será ouvido na condição
de investigado por incitação à pedofilia, segundo seu próprio advogado.
Antes de ser convocado, Gaudêncio foi inicialmente
convidado a depor, mas também se recusou.
Deverá ser ouvido ainda o
ex-presidente do Santander Cultural, Sérgio Rial. A nova data da oitiva não foi
definida.
Para o presidente da CPI dos Maus-tratos, Magno Malta
(PR-ES), a exposição de arte foi uma violação à legislação de proteção ao
menor:
— Ninguém está acima da lei. Leia o Estatuto da Criança e
do Adolescente, leia a lei que tornou crime hediondo violência, de qualquer
ordem, praticada contra criança. Nós aqui não vamos arrefecer.