O ex-marqueteiro do PT e a mulher confirmaram ao juiz federal Sérgio Moro que o pagamento de US$ 4,5 milhões feito pelo engenheiro Zwi Skornick foi de caixa dois da campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010."Foi caixa dois mesmo", garantiu Mônica em audiência na Justiça Federal em julho de 2016. João e Mônica também confirmaram depósitos da Odebrecht em contas da Suiça, tudo para pagar cam´panha de Dilma. A delação sobre isto foi reafirmada no TSE pelo próprio Marcelo Odebrecht.
O publicitário e ex-marqueteiro do PT João Santana e a
mulher dele, Mônica Moura, fecharam acordo de delação premiada com a
Procuradoria-Geral da República dentro da Operação Lava Jato. A informação foi
dada pelo vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, em sessão no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (4).
Durante a sessão, na qual os ministros decidiram
suspender o julgamento da chapa Dilma-Temer, Dino falava sobre novas tomadas de
depoimentos no caso quando se referiu a Santana e Moura.
"Considerando que é relevante, sim, a colheita da
prova, que seja realizada a inquirição do senhor Guido Mantega, se afigura
também, não menos importante, que se inquiram também o senhor João Cerqueira
Santana, a senhora Mônica Regina Moura e também o senhor André Luís Reis
Santana. E digo isso diante da recentíssima notícia de que as pessoas agora
nominadas celebraram acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da
República. Acordo esse que se encontra submetido ao Supremo Tribunal
Federal", afirmou o vice-procurador eleitoral.
De acordo com a
força-tarefa da Lava Jato, foram encontrados indícios de que Santana recebeu
US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5
milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014. De acordo com a Polícia
Federal e com o Ministério Público Federal (MPF), o dinheiro é oriundo de
propina de contratos na Petrobras.