O editor acaba de receber e ler a revista Veja deste final de semana. A reportagem mais instigante é assinada pelo repórter Thiago Bronzzatto, intitulada "O mensalinho de Lula". Nela, o ex-diretor de relações institucionais Alexandrino Alencar, que fez delaçoes pavorosas de políticos, jornalistas e publicitários gaúchos, desmoraliza de vez o ex-presidente Lula.
Alexandrino Alencar foi um dos maiores provedores da família Lula, que recebia dinheiro sujo da Odebrecht:
Irmão comunista - Alencar revelou que, por mais de uma década, a empreiteira pagou uma mesada a José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do ex-presidente. A ajuda financeira se estendeu durante os dois mandatos de Lula e só foi cortadas quando os empreiteiros foram presos. A empreiteira pagava, em média, 5000 reais por mês ao irmão do ex-presidente.
Sobrinho - O vidraceiro Taiguara Rodrigues, sobrinho do petista, recebeu 20 milhões de reais da Odebrecht como pagamento por uma obra que ele nunca realizou. Parte desse dinheiro, já
se sabia, foi usada para pagar algumas despesas pessoais de Frei Chico.
A mulher - Marísia Letícia, morta em fevereiro passado, pediu pessoalmente ajuda na reforma do sítio de Atibaia, em São Paulo, usado pela família de Lula. Segundo um laudo da policia, a obra de melhoria no imóvel - que também contou com auxílio de engenheiros da OAS - custou 1,2 milhão de reais.
Filho - A empreiteira patrocinou a carreira de Luís Cláudio Lula da Silva, o filho mais novo do ex-presidente, ajudando a transformar o então professor de educação física num bem-sucedido empresário do ramo esportivo.
Instituto Lula - A empreiteira comprou um terreno para construir a sede do Instituto Lula em São Paulo. O imóvel, no entanto, não foi utilizado.
Lula - Alencar confirma que Lula recebeu mais de 3 milhões de reais para realizar palestras e defender os interesses comerciais da Odebrecht no exterior entre 2011 e 2014.