Uma família feliz.
Em várias notas postadas aqui nos últimos sete dias, o editor revelou casos escrachados de nepotismo cruzado, envolvendo funções das novas administrações da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
Não são casos isolados na administração pública do RS.
Até mesmo em altos escalões, as famílias de políticos de plumagem felpuda buscam acomodar seus membros no setor público, sempre em posições conquistadas eleitoralmente ou via cargos de livre nomeação (CCs).
O caso da família Covatti, PP do RS, é um dos mais notáveis.
O patriarca, Vilson Covatti, depois de três mandatos como deputado Federal, resolveu abrir mão da reeleição certa, introduzindo em seu lugar o filho,Vilson Covatti Filho. Seu nome foi incluído no rol de deputados que o MPF quer investigar no caso Lava Jato. A mulher do patriarca e mãe do deputado Federal, Silvana, é a atual presidente da Assembléia do RS, e almeja ser candidata ao Piratini na vaga de Sartori. Somando o que ambos custaram ano passado aos cofres públicos, o editor encontrou o valor de R$ 3,4 milhões.
Influente dentro e fora do PP, sobretudo em Brasília, a família também emplacou outros membros em posições de mando no governo Michel Temer. A filha, Francine Fransciscatto Covatti, é CC da Assessoria Internacional do Ministério da Integração Nacional, função que segundo o portal Transparência, vale R$ 8,7 mil mensais. Esta semana, o irmão da matriarca, Silvana Covatti, resultou nomeado gerente de unidade do Hospital Conceição, Porto Alegre. Um cargo deste tipo no GHC, que é estatal federal, oferece remuneração média mensal de R$ 16 mil.