Teori recua e desta vez mantém Renato Duque na cadeia do Paraná

Renato Duque vai continuar na cadeia. Ontem à noite, o ministro Teori Zavascki, do STF, negou um habeas corpus apresentado pela defesa do operador petista do propinoduto da Petrobras.

Teori, que já tinha libertado Renato Duque uma vez, não teve coragem para dobrar a aposta.

Caxiense Tondo já começou a fabricar massas da italiana Barilla

Há pelo menos dois meses os italianos da Barilla concentraram nas fábricas da gaúcha Orquídea (Tondo), Caxias do Sul, a fabricação de todas as suas massas de sêmola com ovos, vendidas no Brasil.

A massa é disputadíssima em todos os supermercados.

A Tondo produz suas próprias massas e também farinhas de trigo, centeio e integral. O editor recomenda e usa todas elas.

Entenda o caso de Porto Alegre na falência múltipla do SUS

Em artigo intitulado "Sistema Único de Saúde entra em coma induzido", o Jornal do Comércio de Porto Alegre explica na sua ediçção de hoje que o problema não é de hoje nem culpa desse ou daquele governo, mas o editor está convencido de que virou tragédia nos governos do PT.

Leia tudo:

Mas o fato é que o Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em coma induzido há alguns anos. Tem respirado por aparelhos ligados a oxigênio financeiro, com espasmos oficiais. Pois, após a traqueostomia a que o SUS foi submetido pela absoluta falta de recursos federais, e aqui no Rio Grande do Sul, a situação do paciente SUS escancarou a sua gravidade.
Como mais de 50 milhões de brasileiros têm planos de saúde privados - e também nestes nota-se uma demora cada vez maior no atendimento para consultas eletivas -, apenas as classes menos favorecidas reclamavam.

A Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), muito atacada pela oposição de então, foi abolida pela nova oposição justamente quando os que eram contra antes chegaram ao Palácio do Planalto. Na época, em que foi extinta, rendia R$ 40 bilhões ao ano, que deveriam ir para a saúde.

Aclamado como "a mais ampla cobertura de saúde gratuita do mundo", o SUS sofreu, no século XXI, as dificuldades do seu gigantismo e do avanço da medicina. Nos últimos anos, a indústria brasileira de produtos e equipamentos médico-hospitalares deu salto de qualidade e de arrojo que a fazem potencialmente competitiva. A aproximação com 'clusters médicos' internacionais, onde a integração entre indústria, área de pesquisa e poder público tem gerado avanços importantes para a saúde, começa a ser replicada aqui e a transformar a vocação produtiva de algumas regiões do País.

Mas máquinas para o chamado diagnóstico por imagem são caras e exigem bons recursos humanos e materiais. Na Capital, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), não serão mais construídas, ficando apenas aquelas que já estão em funcionamento ou em fase final de acabamento. Segundo noticiado pela Secretaria da Saúde de Porto Alegre, não tinham resolutividade. Agora, a crise chegou nos chamados hospitais filantrópicos, acendendo o sinal não amarelo, mas o vermelho.

A Santa Casa de Porto Alegre tem 600 leitos para o SUS e fará menos consultas. Como ficará? Na crise global, o governo federal cortou impostos e incentivou o consumo. Mas isso, como os remédios, tinha prazo de validade. Saciada a demanda reprimida, veio a inação pelas compras. Simultaneamente, Brasília perdeu arrecadação. Agora, tem que repor impostos e rever benefícios. É antipático, mas qual é a outra solução? Enfim, se os governos federal e estadual desligarem os aparelhos que levam o oxigênio financeiro à saúde pública, milhares sofrerão, e o paciente SUS morrerá.

Algo precisa ser feito para repor o modelo em condições razoáveis. A chamada "ambulancioterapia", hoje, foi substituída por ônibus que trazem pacientes às dezenas para os grandes hospitais da Capital, especialmente o Clínicas, o complexo Conceição e a Santa Casa, além dos particulares com parcela de atendimento pelo SUS.

O prefeito José Fortunati alertou que a rede de saúde de Porto Alegre atende 60% de pessoas do Interior do Estado e tão somente 40% da Capital. É a prova de que algo está errado na distribuição hospitalar gaúcha. Prefeituras, com ajuda federal e estadual, devem criar consórcios para hospitais de média e grande complexidade atenderem em polos regionais.


Como está, nada reverterá o óbito do SUS. Quem quer ser o assinante desse atestado terrível, como se a morte não fosse algo tão temido? Algo deve ser pensado e executado logo. E a eutanásia não é tolerada no Brasil, sabemos, mesmo quando a hipocrisia impera em alguns círculos políticos.

A MP aprovada ontem a noite reduz direitos trabalhistas. Saiba o que mudou.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o texto-base da medida provisória que endurece as regras para o acesso a benefícios trabalhistas como seguro-desemprego e abono salarial. O texto principal foi aprovado por um placar apertado: 252 votos favoráveis, 227 contrários e uma abstenção. Partidos aliados ao Planalto, entre eles o próprio PT, mostraram resistência ao projeto, mas foram pressionados pelo governo a aprovar a matéria para ajudar no reequilíbrio das contas públicas. O texto precisa ser aprovado pelo Senado até o dia 1º de junho para não perder a validade.

O PMDB fez diferença no resultado: na bancada, foram 50 votos a favor e 13 contrários à proposta. Três parlamentares não marcaram presença. No PT, houve apenas um voto contra: o de Weliton Prado (MG). No entanto, outros nove parlamentares não apareceram para votar. Por volta das 22h30, parlamentares da oposição faziam panelaço no plenário.

As duas emendas previstas para serem votadas nesta quarta foram rejeitadas: uma retiraria do projeto todas as alterações que atingem o abono salarial. Outra estendia os benefícios do seguro-desemprego a trabalhadores rurais que tenham sido contratados por tempo determinado - os chamados "safristas". As duas votações tiveram placar equilibrado. No segundo caso, a diferença foi de apenas cinco votos. As votações de novas emendas, que podem alterar a medida, devem prosseguir nesta quinta-feira.
A medida provisória 665 foi apresentada logo após a reeleição da presidente Dilma Rousseff como parte de um pacote de ajuste fiscal proposto para viabilizar uma economia de até 18 bilhões de reais aos cofres públicos. Ao dificultar a concessão de benefícios trabalhistas, a petista contraria um de seus principais motes durante a campanha: usou, à exaustão, a expressão 'nem que a vaca tussa' para negar que mexeria nos direitos trabalhistas. A frase acabou prejudicando a candidatura de Marina Silva (PSB) ao Planalto.

O que endurece

​Para conseguir o aval do Congresso, o governo teve de ceder em alguns pontos da MP original, o que implicará na redução da economia inicialmente prevista. O texto encaminhado pelo Executivo determinava, por exemplo, que o trabalhador poderia ter direito ao primeiro acesso ao seguro-desemprego depois de 18 meses de trabalho nos dois anos anteriores à demissão - a legislação em vigor prevê apenas seis meses seguidos de trabalho para a garantia do benefício. Após acordo, o relatório final decidiu por um prazo intermediário de um ano de trabalho nos 18 meses anteriores à demissão para a liberação do seguro-desemprego.

O texto prevê ainda a garantia do abono salarial ao empregado que comprovar vínculo de no mínimo 90 dias no ano anterior ao do pagamento - a lei atual determina um prazo mínimo de um mês, enquanto o governo queria aumentar o período para 180 dias.

PT sofre calado no plenário

As mudanças foram alvo de críticas por parte dos movimentos trabalhistas, entre eles a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT. Durante a votação nesta quarta, manifestantes que ocuparam as galerias protestaram jogando notas de dólares fictícias, batizadas de "PTro Dollar", com vaias ao ex-líder do PT e ao sindicalista deputado Vicentinho (PT-SP). A sessão, que teve vários bate-bocas, foi interrompida duas vezes. "Nós queremos demonstrar qual história que o PT começa a reconstruir. De trabalhadores o partido não tem mais nada. Se outrora defendeu a classe trabalhadora, a legenda hoje mostra de maneira definitiva uma aliança em outra direção - em direção ao capital, e não mais ao trabalho. Isso fica claro quando o PT retira benefícios aos trabalhadores", disse o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).

PDT e PP do RS fecharam em peso com a oposição

De acordo com a lista que o editor conseguiu esta manhã na secretaria da Câmara, 18 deputados votaram contra e 12 votaram a favor da MP do ajuste fiscal, exatamente a que reduz direitos dos trabalhadores.

30 deputados gaúchos votaram (veja lista a seguir).

Oposição - Não houve uma única defecção nas bancadas do PP, PDT e PSB, mas o PMDB rachou ao meio. Onyx, Marchezan e João Derly garantiram os votos de bancadas de um só deputado, no caso DEM<, PSDB e PCdoB.

Governo - PT votou fechado e levou junto dois deputados do PMDB, um do PRB e outros dois do PTB e do PSD.

Caso a votação dependesse dos deputados gaúchos, o governo e o PT teriam sido fragorosamente derrotados ontem a noite.

Estes 12 deputados gaúchos votaram pela redução dos direitos dos trabalhadores, portanto com o PT e com Dilma

De acordo com a lista que o editor conseguiu esta manhã na secretaria da Câmara, estes 12 deputados federais gaúchos votaram a favor do governo, do PT e portanto a favor da MP que reduz direitos dos trabalhadores:

PT
Maria do Rosário, Bohn Gass, Fernando Marroni, Henrique Fontana, Paulo Pimenta, Marco Maia e
PRB
Carlos Gomnes
PSD
Danrlei de Deus
PTB
Luiz Carlos Busatto
PMDB
Darcísio Perondi e Osmar Terra

Estes 18 deputados gaúchos votaram contra a redução dos direitos dos trabalhadores

Estes deputados do RS votaram contra a MP que suprime direitos dos trabalhadores, alinhando-se  com a oposição e votando contra o governo Dilma e o PT na Câmara:

PMDB - José Fogaça e Alceu Moreira
PDT - Afonso Mota, Giovani Cherini e Pompeo de Matos
PP - Afonso Hamm, Covati Filho, Jerônimo Goergen, José Otávio Germano, Luiz Carlos Heinze e Renato Molling
PTB - Sérgio Moraes e Ronaldo Nogueira
PSB - Heitor Schuch e José Stédile
PCdoB - João Derly
PSDB - Marchezan Júnior
DEM - Onyx Lorenzoni

Desemprego cresce no país e chega a 7,9%

É o pior resultado desde o primeiro semestre de 2013, quando marcou 8%; número de pessoas sem trabalho chega a 7,9 milhões

Eis os 8 deputados do DEM que traíram a oposição e votaram com Dilma e o PT

Estes são os deputados do DEM que ontem a noite traíram a oposição, votando a favor da MP do governo que retira direitos dos trabalhadores:

Rodrigo Maia, Rio
José Aníbal, Paulo Azi,Claudio Cajado, Elmar Nascimento, todos da Bahia
Marcelo Aguiar, SP
Misael Varela e Carlos Melles, Minas

Grendene e Argenta disputam comando da Beira Rio

Continua feroz a disputa entre Alexandre Grendene e Roberto Argenta pelo controle do grupo calçadista gaúcho Beira Rio.

Roberto Argenta é o dono.

Acontece que Alexandre Grendene, Vulcabrás, que tem 12% das ações da Beira Rio, questiona a doação de 28% das ações da empresa, tudo para a Fundação Antonio Meneghetti.

ANP vai leiloar exploração de petróleo na Bacia de Pelotas, RS

A Agência Nacional do Petróleo confirmou ontem que no dia 7 de outubro leiloará os direitos de exploração de petróleo na Bacia de Pelotas, RS.

Será a 13a. Rodada de Licitações da ANP.

Os dados sobre o leilão foram apresentados ontem, no Texas, EUA,.

A disputa licitatória envolverá 51 blocos, localizados em pontos diferentes do País.

Na reunião, estava presente o gaúcho Marcus Coester, homem do Comitê de Competetividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore da Fiergs

Construtora de Santa Maria sorteia até BMW entre os que comprarem seus apartamentos

A Construtora Jobim resolveu sortear uma BMW entre os compradores que decidirem morar no Residencial São Pio.

Em Santa Maria, RS.

São apartamentos que custam a partir de R$ 300 mil.

Pressão da RBS pode ajudar extinção da Uergs e do TJM

O governo espera que a RBS ponha pressão sobre a extinção da Uergs de modo tão forte quanto põe em relação ao fim do Tribunal de Justiça Militar.

OAB do RS fará nova pressão sobre o STF para decidir ação sobre dívida com a União

A OAB do RS decidiu recrudescer no caso da ação que moveu no STF para revisão do cálculo da dívida do governo estadual com a União.

Inclusive no ítem que trata do serviço da dívida.

A relatora do caso é Rosa Weber.

Votos dos deputados do DEM confirmam que fusão com PTB é adesão oblíqua ao governo do PT

Ao lado, ACM Neto, prefeito de Salvador. Ele comanda a adesão do DEM ao PTB, tudo para ficar mais perto do governo. -



Os oito deputados do DEM que ontem a noite votaram com o governo, traindo a oposição, comprovam a desconfiança do deputado Onyx Lorenzoni e do senador Ronaldo Caiado, segundo a qual a fusão desejada por eles com o PTB representa apenas uma decisão oblíqua de adesão ao Planalto.

É tudo comandado pelo prefeito de Salvador, ACM Neto.

Leia nota a seguir sobre os votos.

Deputados do DEM garantiram a aprovação do ajuste fiscal de Dilma

Rodrigo Maia e José Carlos Aleluia, além de outros seis deputados do DEM, mais colaboradores do PSB, PV e Solidariedade, votaram ontem com o governo, aprovando o ajuste fiscal por 252 x 227.

Caso tivessem mantido a posição de oposição que seus Partidos defendem, a primeira parte do ajuste fiscal não teria passado e o mandato de Dilma estaria por um fim.

A Folha de S. Paulo de hoje conta que eles se reuniram com Michel Temer, a pedido de ACM Neto.

Lucro da Gerdau caiu 39,3% no trimestre

O grupo Gerdau divulgou ontem os resultados  do primeiro trimestre. No período, o lucro líquido caiu 39,3% em relação a igual período do ano passado. O valor amealhado foi de r$ 267 milhões.

Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, a queda foi de 32,1%.

O balancete foi divulgado ontem.

A companhia atribuiu o mau resultado à variação do câmbio, mas também à queda da produção, que no período foi 4,7% menor.

Assembléia ouvirá as 9h o secretário Feltes

O presidente da Comissão de Finanças da Assembléia, deputado Luiz Lara, PTB, quer abrir as 9h a reunião que terá como convidado o secretário da Fazenda, Giovani Feltes.

O deputado disse ao editor que amanhã será a vez do ex-secretásrio Odir Tonollier.

"Queremos ouvir cada um sobre o cenário das finanças estaduais, mas sobretudo para desenhar saídas para a crise", avisou Luiz Lara.

Pista maior do Salgado Filho não precisa de licitação, mas licitação sairá; tem dinheiro, mas o dinheiro foi para o caixa único do governo. E ?

O senador Lasier Martins, PDT, replicou ontem o que ouviu do ministro da Aviação Civil, o gaúcho Eliseu Padilha:

- A conclusão da pista do aeroporto Salgado Filho não depende de licitação própria, porque o dinheiro está assegurado, mas a licitação será feita por "segurança" e o dinheiro existente foi para o "caixa único" do governo.

E la nave va.

A gauchada acredita em tudo.

Rosane Oliveira, RBS, diz que panelaço é lição para Lula e o PT

Sob o título  "Panelaço é lição para Lula e PT", a editora de Política da RBS, jornalista Rosane Oliveira, adverte aos líderes do PT:

- Se eles ainda não tinham se dado conta de que o desgaste provocado pela Operação Lava-Jato vai muito além da rejeição à presidente Dilma Rousseff, o panelaço de terça-feira se encarregou de escancarar a realidade. A crise de popularidade atingiu também o ex-presidente Lula, que nos oito anos de mandato se beneficiou do efeito tefal: nele, nada colava.

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Lula saiu ileso do mensalão. Conseguiu se reeleger e fazer de Dilma sua sucessora. Os petistas se agarraram à ilusão de que o desgaste do escândalo na Petrobras ficaria restrito à presidente e que Lula seguiria como a reserva do partido para 2018. Esqueceram que foi no mandato dele que a corrupção explodiu na Petrobras. Que foi no governo dele que cresceram as unhas de Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Renato Duque, demitidos por Dilma.

Ministro do STF concede prisão domiciliar a executivo da Galvão Engenharia

Depois de anos apontando os malfeitos dos adversários, acusando sem provas e se apresentando como a face ética do país, o partido enfrenta o maior desgaste de sua história. Como diria o próprio Lula, nunca antes na história deste país tanta gente bateu panelas para expressar descontentamento com o PT.

Combinado pelas redes sociais, o protesto não ficou restrito aos bairros de classe média e alta. Esse é o primeiro dado que os líderes petistas precisam levar em conta na hora de avaliar os erros que levaram à perda do patrimônio político acumulado ao longo de 35 anos. Como Lula foi a estrela do programa em que Dilma só apareceu de relance, foi ele quem saiu chamuscado.

Antes de a propaganda ir ao ar, já se sabia que o PT anunciaria a expulsão dos filiados que vierem a ser condenados. Tentar recuperar a credibilidade com uma promessa dessas é tão inútil quanto alardear que os diretórios não vão mais receber doações de empresas privadas. Quem vai acreditar que é sincero, se os condenados do mensalão seguem filiados e se as contribuições de empresas continuam liberadas para os candidatos?

Depois do panelaço, os petistas terão de fazer um exercício de humildade, se quiserem evitar uma derrocada na eleição de 2016. Sem candidatos viáveis nas principais capitais, o PT corre o risco de passar de protagonista a coadjuvante.


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