O boicote da Fepam impede a inauguração do sistema de tratamento que elevará de 27% para 77% o tratamento de esgotos de Porto Alegre, um crime contra a população da capital do RS. CLIQUE AQUI para saber o que é o Pisa. Ao lado, o enorme emissário (a parte submersa). A ilustração é do ano passado.
Em nota paga publicada nesta quarta-feira nos principais
jornais, o Crea, Conselho Regional de Engenharia, com o apoio de outras seis
entidades da área, inclusive Associação Brasileira de Engenheiros Civis e
Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos, atacou duramente o corpo
mole que faz a Fepam, órgão do governo estadual, por criar obstáculos
inadmissíveis e que já duram vários meses em relação ao chamado Projeto
Socioambiental, o Pisa, que elevará de 24% para 80% o tratamento de esgoto de
Porto Alegre.
CLIQUE AQUI para examinar o estudo do Dmae sobre o caso.
. O Pisa está concluído há meio ano, custou R$ 586 milhões aos cofres da prefeitura e o Dmae não aceita submeter-se a caprichos
aparentemente fundados em razões técnicas colocados pela Fepam.
. O governador do RS é Tarso Genro, PT, e o prefeito é do
PDT, José Fortunati. Fortunati já declarou publicamente que não apóia a
reeleição de Tarso.
. A nota do Crea e das seis entidades explica
didaticamente que é insustentável a posição da Fepam, que provoca “sistemático
adiamento do início de operação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Ponta da
Cadeia”, uma “protelação sem argumentos”, tudo relacionado com a exigêcia de
que “o lançamento do esgoto tratado da Estação de Tratamento de Esgoto Serraria
vá a 2.600metros e não os 1.600 construídos pelo Dmae, já que produzem impactos
similares e sem que haja qualquer comprometimento da orla”.
. Este é o ponto.
. Os engenheiros gaúchos e brasileiros, experts no assunto, não admitem que a Fepam
seja mais exigente do que foram os técnicos dos agentes financeiros do
programa, BID e Caixa Federal, porque “foi necessário um esforço enorme de
profissionais de engenharia e empresas gaúchas de consultoria e construção
civil para conceberem , projetarem e construírem esse complexo conjunto de
obras, composto por redes coletoras, estações de bombeamento, emissários e ETE
Serraria, que será capaz de tratar o esgoto produzido de metade da população
porto-alegrense”.
. A nota é assinada pelo presidente do Crea, Luiz Alcides
Capoani.