Lya Luft, professora universitária, escritora gaúcha,
escreve na Veja desta semana um instigante artigo sobre a deterioração do nível
de ensino no Brasil, situação da qual já nos deu notícia a imprensa global, ao
revelar o ranking das 200 melhores universidades do mundo, nenhuma das quais é
do Brasil.
. E nem da América Latina.
. Esta parte das Américas transformou-se na América
Latrina.
. Claro que Lya Luft não usa este tipo de linguagem, mas
ela lembra no artigo (“Sem esforço e sem exemplo") que a exigência aos alunos
baixou de nível assustadoramente, e com isso o ensino entrou em queda
vertiginosa. Eis o que acontece:
- Tudo deve parecer brincadeira. Na infância, ensinam a
chamar as professoras de tia, coisa com que, pouco simpática, sempre impliquei:
tias são parentes. Professores, ou o carinhoso profes, ou pros, são pessoas que
estão ali para cuidar, sim, mas também para educar já os bem pequenos. Modos à
mesa, civilidade, dividir brinquedos, não morder e nem bater, socializar-se de
maneira menos selvagem possível. Depois, sim, devem educar e ensinar. Sala de
aula é para trabalhar: pátio é para brincar. Não precisa ser sacrifício, mas
dar uma sensação de coisa séria, produtiva e boa.
. No artigo, Lya Luft denuncia que alunos comem, jogam no
celular, conversam, riem na sala de aula – na presença do professor que tenta
exercer sua dura profissão – como se estivessem no bar. E completa:
- Tente o professor impor autoridade, e possivelmente
ele, não o aluno malcriado, será chamado pela direção e admoestado. Caso tenha
sido mais severo, quem sabe será processado pelos pais (...) A continuar esse
processo antieducação, e nos altos escalões o desfile de péssimos
exemplos,impunidades, negociatas e deboches, além do desastroso resultado do
julgamento do mensalão, apesar de firulas jurídicas, teremos probemas bem
interessantes nos próximos anos em matéria de dignidade e honradez.
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CLIQUE AQUI para ler, também, nota de hoje da BBC,que informa que a China desestimula até namoros nas escolas, porque não quer perder o foco, que é o de tornar o País potência de primeira grandeza no mundo, portanto capaz de gerar melhores condições de vida para sua população.