Preços para produtores melhoram no campo

No RS não existe nada parecido com o IqPR (índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo, da secretaria da Agricultura de São Paulo), mas seus números servem de baliza para o que acontece no campo gaúcho.

. Na segunda quadrissemana de fevereiro, conforme os dados mais recentes, a variação dos preços agrícolas apurados pelo IqPR indicou alta de 2,38%. Foi a quarta variação semanal positiva em sequência.

Dólar a R$ 2,00 até o final do ano

A consultoria paulista Tendências Consultoria Integrada reafirmou nesta quarta-feira que sua projeção para o dólar é de R$ 2,00 para o final do ano.

. A consultoria aposta em PIB 1,5% maior e em recomposição da balança de pagamentos no curto prazo.

Aparecem contas laranjas da testemunha assassinada do caso Salazar x Pont x Bohn Gass

Além das contas bancárias do ex-tesoureiro da DS no RS, Paulo Salazar, que já estão no processo ajuizado contra os deputados Raul Pont, Ervino Bohn Gass e o PT, também irão para os autos as contas da principal testemunha de acusação do caso, Mauro Kruger, assassinado em Canoas depois de um seqüestro em Alvorada.

. A 2ª. Delegacia de Polícia de Canoas está investigando a execução de Kruger.

. As contas de Salazar e de Kruger indicam movimentações financeiras muito superiores ao que ganhavam os dois militantes. Salazar, que já obteve um acordo na justiça trabalhista, denuncia no processo que os depósitos são de lavagem de dinheiro, salários confiscados e depósitos de caixa 2 da campanha municipal de 2004 em Porto Alegre.

O carro fantasma de Luciana Genro

Já somam R$ 27 mil as multas aplicadas contra o proprietário do Ford Mondeo, placa IGC 1008, usado pela deputada Luciana Genro na sua campanha eleitoral e para seus deslocamentos no RS.

. O Detran não consegue cassar a carteira do motorista porque o motorista (também dono do carro) está morto há cinco anos.

- O Contran manda transferir a propriedade de carros de pessoas mortas. O prazo para isto é de dois anos.

CLIQUE AQUI para examinar a foto do carro da deputada do PSOL, estacionado diante dos escritórios do vice-governador Paulo Feijó.

Zé Aníbal vai ao Conselho de Ética contra Luciana Genro

O deputado José Aníbal, líder do PSDB na Câmara, confirmou neste final de semana que representará contra a deputada Luciana Genro na Comissão de Ética da Câmara.

. Na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, a bancada do PSDB ainda não decidiu se representará contra o vereador Pedro Ruas.

. O que ocorre é que Genro e Ruas produziram denúncias pesadíssimas contra dirigentes do PSDB e também contra a governadora Yeda Crusius, mas não apresentaram provas.

- Os tucanos gaúchos também examinam a possibilidade de denunciar Genro pelo uso de um carro que está registrado em nome de um morto. O carro foi fotografado defronte o Palacinho, terça-feira retrasada, durante uma das reuniões que a deputada manteve com o vice-governador Paulo Feijó, pouco antes das denúncias que fez contra Yeda.

Simon ao jornal "O Tempo": "PMDB espera para ver quem paga mais pelo apoio"

Repetindo a posição autista que assumiu no caso Jarbas Vasconcellos, a direção do PMDB não reagiu à entrevista do senador Pedro Simon ao jornal “Em Tempo”, de Belo Horizonte. Simon replicou Jarbas e foi até mais longe: “O PMDB está esperando para ver quem paga mais pelo seu apoio”.

. Na capa do site
www.polibiobraga.com.br, uma enquête pergunta quem pagaria mais pelo apoio do PMDB.

CLIQUE no endereço a seguir para ler a entrevista completa de Simon:
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=104126&busca=Senador+Pedro+Simon&busca=Senador+Pedro+Simon&busca=Senador+Pedro+Simon

Folha avisa: "Cuidado com os grilos falantes do PT (o PSOL)"

O jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira encontrou um novo adjetivo para o PSOL, baseado nas denúncias feitas em Porto Alegre pela deputada Luciana Genro e pelo vereador Pedro Ruas:

- O PSOL é o grilo falante do PT.

. Nos bons tempos do Partidão, o PSOL seria tratado como linha auxiliar do PT. Um destino cruel para lideranças que saíram ou foram expulsas do PT justamente porque se insurgiram contra os crimes e roubalheiras do Mensalão.

Aod viajará aos EUA em março

O ex-secretário da Fazenda do RS, Aod Cunha, confirmou ao editor que viajará no final de março para os EUA. Aod fará pós-doutorado em finanças na Universidade de Columbia.

Presidente da Fiesp quer disputar sucessão de Serra em SP

Ao contrário do que faz o presidente da Fiergs, Paulo Tigre, que paga para não aparecer (Tigre não vai sequer a solenidades no Palácio Piratini, embora não perca solenidade no Palácio do Planalto), o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, paga para aparecer.

. Ele é candidato do PSB ao governo de São Paulo.

Pavan não levará Berzoini ao café com a Federação Israelita

Dia 4, semana que vem, o presidente da Assembléia, Ivar Pavan, tomará café da manhã na Federação Israelita do RS.

. Pavan não levará junto o presidente do seu Partido, Ricardo Berzoini, que em nome do PT apoiou os terroristas do Hamas contra Israel e comparou os judeus aos nazistas de Hitler.

- A Firs bem que poderia perguntar a Pavan o que ele achou da nota do PT.

TSE avisa que caixa 2 produzirá cassação de todo mundo

Ao cassar o mandato de Cássio Cunha Lima, governador da Paraíba, o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto avisou aos navegantes: “ Não basta ganhar uma eleição, porque é preciso ganhá-la limpamente”.

. A ministra Dilma Roussef que se cuide com suas viagens eleitoreiras para fiscalizar obras do PAC. A eficácia da máquina pública para eleger seus ungidos é devastadora. Gaudêncio Torquato, no Estadão de domingo, traz estes dados das eleições de 2000, 2004 e 2008, mostrando as margens de reeleição dos prefeitos, como exemplo: 69,5%, 72,7% e 67%. E em níveis federal e estadual: 66,6%, 71,4% e 73,7%.

Polícia Federal chega perto de Sarney, o aliado do PT, na "Operação Navalhas"

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Josias Souza, 25 de fevereiro

Pendurada nas manchetes em maio de 2007, a “Operação Navalha” agora só aparece no noticiário de raro em raro. Mas, em silêncio, a investigação prossegue. A Polícia Federal continua empilhando provas contra Zuleido Veras, o dono da Gautama. Zuleido comandava um esquema que fraudava obras públicas. O pedaço ainda inédito do inquérito reúne documentos de arrepiar. Num trecho do processo, o sobrenome Sarney irrompe com incômoda fluidez.
Os detalhes foram trazidos à luz em reportagem de Otávio Cabral e Diego Escosteguy, de cujo trabalho as informações relatadas aqui foram extraídas. Entre as obras esquadrinhadas pela PF está a ampliação do aeroporto de Macapá (AP). Foi licitada pela Infraero no final de 2004, depois de um pedido de José Sarney a Lula.
Eleito senador pelo Amapá, o maranhense Sarney tem em Macapá, a capital do Estado, seu principal reduto eleitoral. Natural, portanto, que se empenhasse para dotar a cidade de um aeroporto mais bem aparelhado. O inusitado veio a seguir.
A Gautama, construtora de Zuleido, sagrou-se vitoriosa na licitação da Infraero. Um certame fraudado, a PF acusa. O contrato embute, de acordo com a polícia, um superfaturamento de R$ 50 milhões. A PF colecionou provas que permitiram farejar o rateio do butim. Há no inquérito, por exemplo, comprovantes de depósitos bancários, gravações de diálogos telefônicos e planilhas de pagamento de propina.
Numa das planilhas, recolhida em batida policial na casa de Zuleido, anotou-se a derrama de R$ 500 mil em campanhas eleitorais do Amapá.
A PF suspeita que o rateio tenha sido feito sob orientação de José Sarney, identificado na planilha de Zuleido com a sigla “PR” (presidente).
Há mais: a polícia informa que um personagem identificado como José Ricardo, lobista da Gautama, chegava mesmo a despachar no gabinete do senador Sarney.
Há pior: segundo a PF, um dos encarregados de cobrar os óbulos da Gautama era Ernane Sarney. Vem a ser irmão do atual presidente do Senado.
Ernane Sarney figura no inquérito como beneficiário de um depósito de R$ 30 mil de Zuleido. Não é só.
A voz do irmão do senador Sarney soa num dos diálogos captados por grampos telefônicos realizados pela PF. A conversa é de abril de 2007. Ernane Sarney falava ao telefone com tesoureiro da Gautama. Ele pediu dinheiro:
“Vocês estão me enrolando. Já não estava tudo na mão? Eu tô com a corda no pescoço aqui, rapaz, o doutor também tá com a corda no pescoço”, queixa-se o irmão de Sarney.
Há também nas páginas do inquérito comprovantes de depósitos para assessores de outros três senadores do PMDB:
Renan Calheiros (AL), líder da legenda; Valdir Raupp (RO), ex-líder; e Roseana Sarney (MA), líder de Lula no Congresso.
Há também, segundo a PF, anotações que açulam a suspeita de que Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, foi beneficiário de repasses monetários da Gautama.
A reportagem de Otávio Cabral e Diego Escosteguy chega nas pegadas da entrevista em que Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) dissera, há uma semana, coisas assim:
1. “Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção”;
2. “A maioria de seus quadros se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas”;
3. O PMDB é “uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos”;
4. José Sarney “vai transformar o Senado em um grande Maranhão”;
5. Renan Calheiros “não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais líder do partido”.
Sacudido pelas palavras de Jarbas, a Executiva do PMDB soltou uma nota curiosa. No texto, o partido informa que não daria “maior atenção” à entrevista de Jarbas.
Classificou as declarações de um mero “desabafo”. Alegou que, “em razão da generalidade das alegações”, não havia o que fazer.
Querendo fazer algo, o PMDB pode recorrer à influência que exerce sobre o governo Lula para compulsar as páginas do inquérito da PF.
(Josias de Souza – Folha de São Paulo)

Os professores públicos estaduais gaúchos são divindades intocáveis ?

Reacionário e por isto conservador, apesar da roupagem esquerdista com que se apresenta ao distinto público, o Cpergs tem sido a ferramenta mais usada pelos professores públicos estaduais gaúchos para impedir todas as mudanças que representem melhoria dos padrões de ensino no RS.

. Os resultados do mau desempenho dos mestres públicos estaduais podem ser apreciados pelos resultados das provas de avaliação realizadas nas últimas semanas por respeitadas instituições públicas e privadas internacionais, nacionais e locais.

. Se dependesse do Cpergs, as avaliações nem sairiam, porque os professores públicos estaduais gaúchos não querem saber de exames gerais que avaliem o desempenho dos alunos, mas, mais do que isto, nem mortos aceitam que se discuta qualquer ferramenta que permita avaliar o conhecimento e o desempenho deles mesmos. É disto que trata o artigo deste domingo do ex-ministro da Educação, Paulo Renato de Souza. "Cobrar dos mestres conhecimento e desempenho é quase uma ofensa", escreve Souza. A análise ajusta-se com perfeição ao caso do Cpergs. Ora, por que razão um professor público estadual gaúcho considera-se melhor do que um médico, um advogado, um operário da construção ? O Cpergs quer que o mestre público estadual gaúcho seja tratado como uma divindade sobre a qual nenhuma discussão terrena é possível. O contribuinte que paga os salários de todos eles, já sabem que este deus está nu e tem que mostrar a cara.

CLIQUE AQUI para ler na íntegra o artigo de Souza:
http://www.e-agora.org.br/arquivo/coragem-para-desatar-o-no-da-educacao/

Afinal, por que se matou Marcelo Cavalcante ?

Diante das investigações levadas a efeito pela policia civil brasiliense, o que mais perguntam os tucanos gaúchos depois de ler os jornais desta terça-feira é o seguinte:

- Quem vai defender Marcelo Cavalcante do cerco que lhe fazem a viúva de quem se separou tres dias antes de se matar, dos policiais federais instrumentalizados pelo candidato gaúcho do PT e dos grilos falantes do PSOL do RS ?

. Todos querem que o morto conte que se matou porque temia os interrogatórios dos deputados gaúchos Fabiano Pereira, Stella Farias e Ervino Bohn Gass, o que ocorreria numa hipotética CPI do Detran II.

Folha avisa: "Cuidado com os grilos falantes do PT (o PSOL)"

O jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira encontrou um novo adjetivo para o PSOL, baseado nas denúncias feitas em Porto Alegre pela deputada Luciana Genro e pelo vereador Pedro Ruas:

- O PSOL é o grilo falante do PT.

. Nos bons tempos do Partidão, o PSOL seria tratado como linha auxiliar do PT. Um destino cruel para lideranças que saíram ou foram expulsas do PT justamente porque se insurgiram contra os crimes e roubalheiras do Mensalão.

Seleção de estagiários: se o PT pode, você também pode

O PT do RS está selecionando estagiários para a sua bancada na Assembléia. A pedida é para estudantes de economia. Entre os requisitos exigidos, consta o
seguinte no aviso de seleção: o candidato precisa estar afinado ideologicamente com o Partido (identidade com o programa partidário).


- A exigência é inconstitucional e portanto flagrantemente ilegal, mas a DRT do RS faz vista grossa ao que está acontecendo.

CLIQUE AQUI para ler os termos do edital do PT, assinado pelo coordenador da bancada, João Victor Domingues.

Saiba quem está contra o pagamento dos precatórios no RS

Os leilões de precatórios organizados pelo governo gaúcho deixaram muita gente sem emprego no RS. A PGE citou nominalmente os advogados, mas não é só. O número de atravessadores é enorme e inclui compradores que adquirem precatórios por 10% do valor de vace e quitam impostos por 100% do crédito. É a única justificativa para a grita, porque o governo gastará R$ 200 milhões, este ano, contra a média anual de R$ 13 milhões que foram pagos nos últimos 20 anos.

. O governo Yeda pagará num ano o equivalente ao total do que pagaram governos anteriores ao longo de 15 anos.

. A opinião pública está sendo envenenada e sabe-se bem por quê - e não foi pelo PT. Os leilões nem começaram no RS e são a última alternativa para o acerto. Em dezembro, o governo gaúcho pagou R$ 27 milhões em precatórios, em dinheiro vivo, cash, sem leilão, conciliação ou qualquer negociação. O princípio foi pagar os precatórios de pequeno valor, que correspondiam a 15% do total. Feita esta limpeza, será obedecida a ordem de antiguidade. Já existem R$ 14 milhões apartados em janeiro e outros R$ 14 milhões serão anunciados nesta sexta, referentes a fevereiro. Serão R$ 14 milhões por mês. Este dinheiro será usado pelas Juntas de Conciliação, que trabalharão do seguinte modo: o detentor do precatório dirá se topa receber o valor original (o mais antigo é de 1999) e alguma correção do tipo caderneta ou semelhante, mas não juros sobre juros e mais correções, como decretaram os juízes. Caso o detentor do precatório tope, o pagamento sairá na hora. Se não topar, receberá o valor de face e as correções e juros sobre juros virarão outro precatório e irão para o final da fila. E os leilões ? Eles acontecerão apenas para os detentores de precatórios que não quiserem esperar a sua vez para as reuniões de conciliação. Neste caso, darão lances de desconto. O que se espera é que façam um bom negócio, porque atualmente os credores deste tipo de caso chegam a vender seus precatórios por apenas 10% do valor de face.

Polícia examinará conexões políticas na morte da testemunha do caso Salazar x Pont x Bohn Gass

O editor desta página espera que a polícia gaúcha aja com rapidez e eficiência no caso da execução de Mauro Kruger, principal testemunha de acusação no processo movido pelo ex-tesoureiro da DS do RS contra os deputados Raul Pont e Ervino Bohn Gass.

. Acontece que há três anos o jornalista Mauri Santos, do PSDB, levou sete tiros em Estância Velha, não morreu, identificou o matador de aluguel e o mandante do crime, mas até agora o caso não foi adiante. O editor tratou do caso desde o início e apresentou Mauri ao Movimento de Justiça e Direitos Humanos porque ele precisava de proteção.

. A 2ª. Delegacia de Polícia de Canoas, que investiga a execução de Mauro Kruger, prometeu ao editor que perseguirá todas as conexões possíveis para o caso, inclusive as políticas. O jornal Zero Hora passou a informação de que a polícia tinha descartado qualquer conexão política em relação ao caso.

. Nos últimos anos, a polícia gaúcha não tem conseguido deslindar atentatos e assassinatos rumorosos. Kruger e Mauri não são incidentes únicos, porque também não existem conclusões para os casos do ex-presidente do Cremer e o ex-diretor da Gabardo, Mário Gabardo.

Arcebispo de Porto Alegre apóia fechamento das escolas do MST no RS

Depois que o Ministério Público Estadual mandou o governo do Estado fechar as escolas de lavagem cerebral do MST no RS e acabar com a tentativa do movimento de criar um Estado dentro do Estado, embora mantido com o dinheiro do Estado que quer acabar, muito pouca gente teve coragem de vir a público criticar e apoiar a defesa do Estado e da sociedade feita pelos procuradores do RS. A nota a seguir, postada no site www.zerohora.com de hoje, revela declarações contundentes do arcebispo de Porto Alegre.

LEIA

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Site www.zerohora.com
Terça-feira, 24 de fevereiro

Carlos Etchichury carlos.etchichury@zerohora.com.br
O arcebispo metropolitano, dom Dadeus Grings, criticou na manhã desta terça-feira as escolas itinerantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), durante a abertura da 32ª Romaria da Terra, em Sapucaia do Sul. Principal referência religiosa do Estado, dom Dadeus questionou a inclusão do assunto no evento, cujo tema é Água, Sangue da Terra, e abriu divergência na Igreja. Isso porque o bispo de Rio Grande, dom José Mário Stroeher, se colocou a favor da escolas.— Isso não é da Igreja, não é oficial. Não sei quem introduziu o tema na romaria, colocaram junto, mas não é esse o tema principal — disse o arcebispo. O religioso fez as declarações após descer de um carro de som, onde havia falado sobre a questão da água. Centenas de pessoas, incluindo integrantes do MST, acompanharam o discurso e depois, às 9h25min, partiram para a romaria — de 2,5 quilômetros entre a igreja Sagrada Família, no bairro Colonial, até um pesqueiro às margens do Rio dos Sinos, no bairro Carioca. — Acho que não é interessante ter escolas separadas. O importante é a integração. Não queremos escolas isoladas. Escolas com pouquíssimos alunos não são viáveis. Elas têm uma visão unilateral do mundo. É apenas a visão deles (do MST) — declarou dom Dadeus. Também na romaria, o bispo de Rio Grande defendeu as escolas itinerantes e criticou seu fechamento. Segundo Stroeher, o governo do Estado deveria ficar atento para que isso não ocorresse.

EUA, o campeão do liberalismo, começa a estatizar os grandes bancos

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Editorial do jornalm Folha de S. Paulo
Terça-feira, 24 de fevereiro

O dilema de Obama
Governo dos Estados Unidos, que resistia a estatizar bancos, é levado a rever seus planos diante da gravidade da crise
ESTATIZAR ou não estatizar grandes bancos; esta é a questão que divide a opinião de acadêmicos renomados e assombra a equipe econômica do presidente norte-americano, Barack Obama. Enquanto os cães ladram, a caravana da crise avança...
Na prática, bancos americanos já estão sendo "nacionalizados" -o eufemismo que designa estatização nos EUA. Como noticiou ontem esta Folha, a agência do governo que fiscaliza o sistema financeiro fechou, em média, duas instituições por semana nos primeiros 40 dias do ano; 7 delas na primeira semana de fevereiro. Em 2008, o ritmo de extinção de casas bancárias foi de duas por mês.
Os bancos liquidados por motivo de insolvência, todos médios e pequenos, foram tomados pelo governo, parcela de sua dívida foi quitada, seus ativos ruins, absorvidos pelo contribuinte (na expectativa de que os prejuízos sejam atenuados com o tempo) e a parte saneada, separada para ser vendida no mercado. É justamente isso, uma intervenção firme mas temporária, abrangendo as maiores instituições do país, que os defensores da medida nos EUA entendem como estatização.
O que seria mera aplicação de um princípio consensual -bancos insolventes, pequenos ou grandes, precisam ser saneados para o bem do sistema financeiro- torna-se, contudo, uma batalha campal dada a dimensão assumida pela crise. Interessa aos grandes bancos americanos manter a disputa em terreno ideológico, embora a clivagem entre economistas que defendem e rejeitam a ideia não respeite esse critério.
Trata-se, mais propriamente, de um embate na elite do poder americano. Como aconteceu na maior parte do planeta, os grandes bancos dos Estados Unidos aumentaram sua penetração na esfera das decisões políticas ao longo das últimas décadas. Além do impacto desse fenômeno nas finanças de campanha e no lobismo, aprofundou-se o intercâmbio de quadros entre o setor público e o sistema financeiro privado.
Nesse contexto, desenha-se uma nova solução de compromisso, intermediária, entre um desses grandes bancos, o Citigroup, e o governo norte-americano. Em seriíssimas dificuldades, o banco pleiteia mais dinheiro do Tesouro, mas numa quantidade e num formato que ainda mantenham o atual controle da instituição. Citi e Bank of America, as maiores casas bancárias dos EUA, já receberam US$ 180 bilhões (cerca de 13% do PIB brasileiro) em auxílio direto do governo.
Uma nota das autoridades econômicas americanas publicada ontem indica, entretanto, que a abordagem de dar dinheiro público a bancos privados sem intervir na sua estrutura de controle está prestes a ser abandonada. A rápida deterioração provocada pela crise coloca o governo Obama diante da opção entre preservar os acionistas e os clubes de comando dos grandes bancos.
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