TV de Lula faz um ano sem conteúdo, sinal nem público

A TV Brasil completa um ano no próximo dia 2, ainda longe de ser a rede pública nacional que o presidente Lula imaginou. Com um orçamento de R$ 350 milhões, a emissora é traço no Ibope, tem cobertura restrita e depende de programação que herdou da TVE.

. Leia abaixo a coluna completa de Daniel Castro, publicada no jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira (24).

A TV Brasil completa um ano no dia 2 ainda longe de ser a rede pública nacional que o presidente Lula imaginou. Apesar do orçamento de R$ 350 milhões, pomposo para o padrão de TV pública, a emissora é traço no Ibope, tem cobertura restrita e depende de programação que herdou da TVE.

Em São Paulo, principal mercado do país, seu sinal só chega dia 1º, e apenas para quem tem receptor de TV digital. O canal analógico só deverá ser inaugurado em março ou abril. A TV Brasil teve problemas com a importação de transmissores e, depois, com interferências causadas por seus canais.

Hoje, o sinal aberto da TV Brasil só cobre Rio, Brasília e São Luís, além de parabólicas.
Segundo Tereza Cruvinel, presidente da emissora, esse quadro vai mudar em 2009. Serão 39 novas retransmissoras e pelo menos quatro horas de sua programação em TVs públicas de todo o país (menos Cultura).

A TV sofreu para lançar programas. "Não investimos mais porque não tínhamos equipamentos. Estamos licitando mais de R$ 100 milhões em equipamentos", diz Cruvinel.

A compra de conteúdo independente esbarrou na burocracia, porque empresas públicas têm de realizar processos licitatórios. "Estamos há mais de seis meses tentando comprar um programa independente, a "Revista África'", lamenta.

Cruvinel afirma que o "desafio" da TV Brasil é combinar "agilidade" com "legalidade". Ela tenta enquadrar como modalidade de concorrência o pitching, processo usado na TV paga para selecionar projetos.

No Ibope, a TV Brasil não aconteceu. No Rio, sua média diária nos últimos meses foi de 0,4 ponto, ou seja, traço. Cruvinel contesta. "Não é justo considerar a audiência do Rio de Janeiro, porque lá a TV Brasil não foi um fato novo", diz, argumentando que é preciso "aferir o "Repórter Brasil", que é um produto que lançamos".

O telejornal, entretanto, não aparece na lista dos dez programas da TV Brasil mais vistos no Rio no início deste mês. Nesse ranking, só um, o "Programa de Cinema", líder, com 1,52 ponto, é criação da nova TV pública.

RS e SC estão com suprimento de gás interrompidos

As fortes chuvas e inundações ocorridas na região de Santa Catarina causaram o rompimento de um duto do gasoduto Bolívia-Brasil, seguido de fogo e ruídos. O acidente ocorreu no bairro Belchior, em Gaspar, Santa Catarina. O acidente ocorreu por volta das 22h30min.

. “Todo o sul de Santa Catarina, toda a Grande Florianópolis, e o Rio Grande do Sul estão temporariamente sem suprimento de gás”, disse o governador Luiz Henrique.

. Segundo a Defesa Civil de SC, não há previsão de restabelecimento.

. Com 3.150 km de extensão, a rede de dutos atravessa os Estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Juntos, os Estados são responsáveis pelo consumo de 71% da energia do país. A transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. (TBG) é responsável pela operação do empreendimento em solo brasileiro.

. As informações acima são do jornal Diário catarinense.

Bovespa opera alta de 6,45%; dólar é vendido a R$ 2,365

O Ibovespa, indicador de referência da Bolsa de Valores de São Paulo, subia 5,09% por volta das 11h40 desta segunda-feira, a 32.840,82 pontos, depois de ter desabado 6,45% na sessão anterior.

. O dólar comercial operava em baixa de 3,9%, negociado a R$ 2,365 na venda, após ter subido 2,41% no último pregão (veja quadro com a cotação do dólar atualizada).

. Os investidores repercutem a decisão do governo dos Estados Unidos em socorrer o Citigroup, ameaçado de quebrar, com um plano de US$ 20 bilhões.

33 construtoras listadas na Bolsa perderam R$ 47 bi em valor de mercado


Clipping / O Estado de S. Paulo /Segunda-feira, 24 de novembro

Imobiliárias são as mais castigadas na Bolsa.


No fim do ano passado, 16 das 21 empresas imobiliárias do segmento residencial valiam, cada uma, mais de R$ 1 bilhão na bolsa. Na quarta-feira, o clube das bilionárias tinha só três membros: Cyrela, Gafisa e MRV. Em pouco tempo, o setor foi do céu ao inferno. As 33 companhias listadas na Bovespa perderam R$ 47 bilhões em valor de mercado no período.Os números, refletem a frágil situação de caixa de algumas dessas companhias, a falta de crédito e a desaceleração na compra de imóveis. Para Elie Horn, presidente da Cyrela, esse não é "momento para heróis". A maior incorporadora do Brasil não foge à regra: demite, reduz os prazos de pagamentos e adia lançamentos. "Resolvemos parar para ver o que vai acontecer. Não queremos ser muito agressivos neste momento." Há um ano, a Cyrela valia R$ 8,6 bilhões na bolsa. Na quarta-feira, R$ 2,2 bilhões.

Sulgás suspende fornecimento de gás nos postos de combustíveis

A Sulgás esta fechando os "registros" de GNV de todos os postos de Porto Alegre e região metropolitana, em função de um deslizamento de terra em Santa Maria.

. Isto significa que começará a faltar gás veicular para abastecer a frota, tão logo os estoques astuais dos postos terminem.

. A Sulgás não sabe informar o prazo que precisará para colocar o serviço em ordem .

Chuvas já mataram 28 em SC; Florianópolis está “ilhada”

O número de mortes causadas pela chuva em Santa Catarina subiu para 28, segundo dados da Defesa Civil. Mais de 18.300 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas no estado. Quatro municípios estão isolados. São eles: Rio dos Cedros, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo. Rodovias estaduais e federais foram interditadas por causa de deslizamentos e milhares de pessoas estão sem energia elétrica.

. Cerca de 250 mil pessoas estão sem energia elétrica por causa da chuva em toda Santa Catarina, sendo que 150 mil são de Blumenau, no Vale do Itajaí, e o restante, dos municípios próximos. Há ainda alguns casos isolados na Grande Florianópolis.

. Uma das cidades mais atingidas é Blumenau, onde foram registradas dez mortes. O prefeito João Paulo Kleinübing decretou calamidade pública na noite de domingo (23). nível do Rio Itajaí-Açu chegou à marca de 11,52 metros no centro da cidade.

. Um deslizamento de terra por volta das 18h30min deste domingo interditou completamente a rodovia SC-401 nos dois sentidos no km 14, na região do bairro Cacupé, em Florianópolis.


. A recomendação é de que a população evite ir para o Norte da Ilha de Santa Catarina até que o trânsito seja normalizado no local.

. Algumas regiões de Florianópolis estão sem água a mais de 30 horas. A ilha tem acesso apenas por avião para quem vêm do Rio Grande do Sul.

Eleições na Venezuela: oposição vence nos principais estados

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) venceu as eleições para o governo da maior parte dos Estados, mas foi derrotado no Estado rico em petróleo de Zulia (oeste) e em Nova Esparta (nordeste), principal centro turístico do país. Num resultado surpreendente, a oposição também venceu no Estado de Miranda, o segundo mais populoso, ganhou o governo da capital, Caracas, o que era ainda mais inesperado e conseguiu manter os dois estados e levou ainda Carabobo (norte), Táchira (sudoeste).

. De acordo com a presidente do CNE, Tibisay Lucena, o índice de participação foi de 65,45%, o maior registrado em eleições locais e regionais venezuelanas.

CLIQUE aqui para ler a matéria completa sobre as eleições na Venezuela no jornal “El Universal”.

Em 2009, gasto com emendas pode subir até 50%

Em meio à crise global, que levou governadores a fixarem metas mais conservadoras de gastos, deputados de 11 Estados ignoraram o cenário recessivo para brigar por mais verbas para emendas ao Orçamento.

. No Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul e Minas Gerais a cota dos parlamentares estaduais para 2009 já subiu. Há pressão também em Goiás, Amapá, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí e Rio Grande do Norte. Se todas as cobranças forem atendidas, segundo levantamento do Estado, no ano que vem os governadores terão de desembolsar R$ 386,7 milhões a mais, em relação a 2008, para acalmar as Assembléias.

. É um aumento de 50,7% em relação ao total reservado para emendas este ano, de R$ 762,65 milhões. O valor ainda pode subir, já que em outros cinco Estados os Orçamentos estão em discussão.

TCU vê convênios irregulares de R$ 166 milhões na Funasa

Com o controle da terça parte dos investimentos do Ministério da Saúde e orçamento anual de R$ 4,5 bilhões -maior do que vários outros ministérios-, a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) registra desvios de dinheiro público em escala milionária.

. Relatórios de órgãos de controle não apenas endossam as declarações do ministro José Gomes Temporão (Saúde) -para quem a atuação da fundação é de "baixa qualidade e corrupta"- como indicam serem tímidas as mudanças negociadas no governo federal.

. A mais recente investigação, ainda em curso no TCU (Tribunal de Contas da União), encontrou irregularidades em todos os 65 convênios auditados, no valor de R$ 166 milhões, apurou a Folha. Balanço feito pela CGU (Controladoria Geral da União) contabilizou prejuízo de R$ 33,8 milhões nos mais graves casos de superfaturamento e demais irregularidades identificados nos últimos três anos.

. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Caxias livrou-se do analfabetismo e acabou com a miséria


Clipping / O Estado de S. Paulo / Domingo, 23 de novembro

Cidade com maior IDF do País eliminou analfabetismo; lá só 5% precisam do Bolsa-Família A cidade de Caxias do Sul (RS) foi considerada, no ano passado, município livre de analfabetismo pelo Ministério da Educação. Com uma taxa de apenas 3,6% de pessoas que não sabem escrever, Caxias tem níveis de alfabetização considerados europeus. Quase 100% da cidade é atendida por rede de água e esgoto, a renda per capita é de quase R$ 21 mil e apenas 5,3% dos moradores estão abaixo da linha de pobreza e precisam ser atendidos pelo Bolsa-Família. As famílias têm um Índice de Desenvolvimento Familiar (IDF) de 0,71, o mais alto do País. É ali que os pobres brasileiros são menos pobres.

PP justifica ações na greve dos professores e no debate sobre os pedágios


Eis o que respondeu a esta página o presidente do PP do RS, deputado JerônimoGorgen, incomodado com a nota desta página sobre a omissão da base do governo na defesa do governo do RS:

Gostaria de trazer meu respeitoso contraponto ao que foi apresentado quanto a omissao da base da governadora aos temas do pedágio e assinatura do documento do Cepers:

1) quanto a greve, fomos intermediadores do encontro com o governo. Disse ao Cepers que existem greves de professores e greve do Cepers. esta foi na verdade de professores que não tiveram a oportunidade de conhecer o projeto que lhes dizia respeito e para mostrar que o diálogo estava sendo reposto e os alunos não teriam prejuízos, nem os pais, cumprimos nosso papel de mediadores, sem nenhum problema para que simbolizássemos isto em um documento, para que houvesse o bom encaminhamento do final da grev, o que ainda está pendente. Aliás tambem sou homem de honrar o fio de bigode, como fiz ao não aceitar o cargo de secretário da Agricultura, por nao concordar com o aumento de impostos

2) quanto aos pedágios, nossa bancada está discutindo com o governo tudo aquilo que considera importante que seja alterad, sem deixar de levar em conta que algo precisa ser urgentemente feito na área de infraestrutura e logística, já que Duplica tem uma linha interessante de desenvolvimento, mas estamos levando o debate no campo técnico, conforme o próprio secretário Daniel Andrade tem defendido: para o secretário de Infra-Estrutura, Daniel Andrade, o debate sobre a prorrogação dos contratos com as concessionárias de pedágios, dentro do projeto Duplica RS, "precisa ser técnico".

Jeronimo Goergen
Presidednte do PP

Nota do editor

- É intolerável que deputados da base aliada assinem documentos do Cpers para confirmar o que garantiram de palavra. O Cpers humilhou os deputados que deram a palavra e não tiveram ela aceita.

- O caso dos debates sobre o pedágio não é apenas técnico, como se percebeu esta semana pelas mentiras veiculadas desde Brasília, cujo protagonista foi o próprio líder do governo do PT, Henrique Fontana. A discussão é mais política do que técnica e a base não tem reagido às intrigas, futricas, desestabilizações e mentiras. Isto inclui o PP, que abriga um dos deputados que mais ferozmente bate no governo, o deputado Francisco Appio.

Escolas sonegam lista de pontos dos professores que não estão em greve

O governo gaúcho confirmou que vai pagar o magistério esta semana, mas descontará os 16 dias dos que estão em greve.

. A secretária Marisa Abreu informou neste domingo que muitas escolas estão sonegando o envio das listas com os nomes dos professores que não estão em greve. Para não cometer injustiça e adotar providências em relação ao caso, o governo mandará enviados a todas as coordenadorias para buscar as informações em cada local.

A crise já derrubou o consumo, diz Renner

Clipping
Domingo, 23 de novembro
Folha de S. Paulo

Mercado Aberto
GUILHERME BARROS
guilherme.barros@uol.com.b
Crise chegou ao consumo, diz Renner

As Lojas Renner já sentem uma redução nas vendas como conseqüência da crise. No cenário traçado pelo presidente da empresa, José Galló, o consumo deve se retrair ainda mais no começo de 2009. Para ele, uma melhoria no varejo só virá no segundo semestre de 2010."A crise já chegou ao consumidor brasileiro", disse. Para ele, os primeiros afetados foram pessoas das classes A e B, com relação mais direta no mercado financeiro. Os próximos a sentir a força da crise serão os consumidores das classes D e E, através do desemprego, que Galló espera que ganhará força em fevereiro de 2009.Para enfrentar a crise, Galló iniciou um plano focado em cortes de gastos e ganhos de produtividade, há 45 dias. Ele está negociando com fornecedores melhores condições de compra e substituindo importados. Neste ano, 15% da matéria-prima era importada -em 2009, a meta é de 12%.Outra reação é a redução do quadro de funcionários, mas sem demissões. "Como a nossa rotatividade é alta, não precisamos demitir. Apenas paramos de repor o pessoal que sai."A crise econômica provocou impacto até nas decisões sobre o foco da coleção. As Lojas Renner apostaram na simplificação das peças. "Vamos ter mais roupas com estampas menos marcantes, para que a pessoa compre pensando que poderá usar mais vezes", disse Galló.Além da queda nas vendas, a empresa também sente a crise na escassez do crédito e na desvalorização de seus papéis na Bolsa. Sem conseguir captar, a empresa suspendeu uma negociação em curso para adquirir a rede fluminense Leader."Nesta crise, a regra é sentar em cima do caixa para garantir liquidez. Nós éramos uma companhia se preparando para crescer. Agora vamos ter que nos readequar", afirma.Na Bolsa, as perdas da companhia no ano já superam 50%. Segundo Galló, a empresa vai apresentar, na próxima reunião do conselho administrativo, um programa de recompra das ações. "O dilema é manter caixa ou investir na recompra."Apesar do cenário negativo, Galló também vê oportunidades nesta crise. Para ele, as grandes redes, como as Lojas Renner, podem ganhar parte do mercado das pequenas. "Os pequenos varejistas vão sofrer mais. Eles não vão conseguir se financiar." Além do aperto no crédito, Galló acredita que a falta de confiança na economia levará os consumidores a optarem por marcas conhecidas.

Crise (PF x Abin) ocorre por falta de governo, afirma Brossard

Clipping
Folha de S. Paulo
Domingo, 22 de novembro.

Entrevist
Crise ocorre por falta de governo, afirma Brossard
Lucas Uebel


Paulo Brossard, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal DA REPORTAGEM LOCAL
Paulo Brossard, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça no governo Sarney, vê "ausência de governo" na troca de acusações entre dirigentes da Polícia Federal e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) sobre métodos de investigação na Operação Satiagraha. "Não existe uma autoridade do governo capaz de por ordem", afirma. (FREDERICO VASCONCELOS)

FOLHA - Como o sr. avalia o desgaste das instituições oficiais, com a troca pública de acusações entre a Polícia Federal e a Abin? PAULO BROSSARD - Com apreensão e tristeza. Com apreensão, pois não posso entender como dois serviços públicos importantes entram em litígio. E com tristeza, porque qualquer que seja o resultado não será bom.
FOLHA - O que mais o incomoda nesse caso? BROSSARD - Acho que não é possível que um órgão, como a Polícia Federal, e outro, como a Abin, entrem nesse bate-boca pelos jornais.
FOLHA - Por que, na sua opinião, isso acontece? BROSSARD - Porque não existe uma autoridade do governo capaz de por ordem. É ausência de governo. É alguma coisa sem rumo. Li declarações de um ministro de Estado dizendo que o inquérito deveria ser refeito. Dias depois, não aconteceu nada. Quando é que se fala sério?
FOLHA - O sr. entende que as provas obtidas pela Abin na Operação Satiagraha podem comprometer a investigação? Elas seriam provas ilícitas, contaminadas? BROSSARD - Não conheço muita coisa sobre o caso. Mas as provas devem ser licitamente obtidas. Se um órgão do governo recorre a processos ilícitos, onde estamos? Acho estranho que essa coisa se prolongue. O governo tem que ser respeitável. A legalidade foi contaminada no Brasil.
FOLHA - Como o sr. vê as discussões públicas entre juízes? BROSSARD - Cada um deve cumprir o seu dever.
FOLHA - Como o sr. avalia a decisão do Supremo de pedir ao Conselho Nacional de Justiça a instauração de um procedimento disciplinar em relação ao juiz Fausto De Sanctis? BROSSARD - O Conselho Nacional de Justiça deve cumprir estritamente suas atribuições. Deve cumprir plenamente suas atribuições. Não conheço caso a caso.
FOLHA - O CNJ deve fazer só o controle administrativo do Judiciário? BROSSARD - O conselho tem poderes maiores. Sou muito cauteloso e falo em tese. Mas a autoridade, se têm determinada atribuição, deve exercê-la.
FOLHA - Quando o sr. foi ministro da Justiça, enfrentou problemas semelhantes com a PF? BROSSARD - Hoje há uma ausência de poder. Quando assumi o Ministério da Justiça, houve uma reunião de delegados. Foram recebidos por mim, junto com Romeu Tuma. Fiz uma única recomendação. Disse-lhes que a Polícia Federal, que tinha sido criada em 1964/1965 apenas com setores ligados a portos e aeroportos, tinha que ser melhor do que qualquer outra polícia, para justificar a sua existência. E em dois Estados tinha que ser melhor do que em outros: no Maranhão, o Estado do presidente [Sarney] e no Rio Grande do Sul, Estado do ministro da Justiça [Brossard]. A autoridade da Polícia Federal é para cumprir a lei. E não apenas quando quer.

Saiba como Chavez tenta manter a família nos governos, neste domingo.

Se você quiser acompanhar melhor o caso das eleições de hoje na Venezuela, clique a seguir para examinar de que modo o caudilho Hugo Chavez aparelhou o País, colocando-o a serviço da família.

. Seu pai, irmãos e parentada de toda ordem dominam postos chaves em Estados e municípios da Venezuela.

LEIA (o posto é deste domingo e foi despachado desde Caracas ainda há pouco):

http://www.elpais.com:80/articulo/reportajes/Chavez/feudo/elpepusocdmg/20081123elpdmgrep_1/Tes?print=1

Crescente violência na venezuela pode sacramentar derrota de Chávez

Clipping/ Folha de S.Paulo/ 23/11/2008
Oposição levanta bandeira do combate à crescente violência

Enquanto o presidente Hugo Chávez tenta transformar as eleições regionais de hoje num plebiscito em torno da sua figura, a oposição assumiu o combate à violência como sua principal bandeira de campanha.Nas campanhas em Sucre, o município mais pobre da região metropolitana de Caracas, e no Estado de Carabobo, os candidatos oposicionistas lideram com uma plataforma focada na melhoria da segurança pública.Todas as pesquisas de opinião do país revelam que a violência se transformou na principal preocupação dos venezuelanos a partir de 2006. Levantamento realizado nesta semana pelo instituto Keller e Associados mostra que 43% dos entrevistados vêem na delinqüência "o problema mais importante para a família". Num distante segundo lugar, está o desemprego, com 15%.Os homicídios na Venezuela saltaram de pouco menos de 6.000 em 1999, o primeiro ano do governo Chávez, para 13.156 no ano passado, segundo números oficiais. Com isso, a taxa de homicídios no país em 2007 ficou em 48 casos por 100 mil habitantes. É quase o dobro da média brasileira -25,4 por 100 mil no ano passado, segundo o Ministério da Saúde.Em Caracas, onde ocorrem mais de 40 assassinatos por fim de semana, a taxa de homicídios alcança 130 mortos por 100 mil habitantes. No Estado de São Paulo, por exemplo, foram 12 assassinatos por 100 mil habitantes no ano passado.A violência esteve no centro da campanha do candidato oposicionista ao governo distrital de Caracas, Antonio Ledezma, que dedicou ao tema boa parte de seu discurso de encerramento de campanha: "Sonhamos com uma Caracas onde possamos caminhar por esses espaços sem o medo de sermos vítimas da inegurança".Para o analista Luis Vicente León, porém, Chávez tem sido mais bem sucedido em "polarizar" a eleição do que a oposição em transformar a violência em tema central de campanha, inclusive na grande Caracas."A insegurança é um peso a mais, porém não tem o peso fundamental no processo político", diz León. Para ele, os bons índices de oposicionistas nas pesquisas de opinião em regiões violentas, como os Estados de Barinas e Carabobo, se devem mais ao rechaço aos governos do que uma resposta à alta criminalidade.

A origem do prestígio do diretor da Abin

Clipping/ Revista Veja
22/11/2008


Circulam em Brasília teorias sobre a origem do prestígio do delegado Paulo Lacerda, diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), afastado do comando há quase três meses, desde que se descobriu que seus espiões haviam se metido clandestinamente em uma investigação policial, vigiando, fotografando e grampeando ilegalmente telefones de autoridades. Lacerda tem dito a amigos que sairá definitivamente, mas não pela porta dos fundos. O presidente Lula, que admira o delegado, pretendia reconduzi-lo ao cargo no fim das investigações que tentam identificar os autores da interceptação clandestina de uma ligação entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres. Lula estava certo de que Lacerda seria isentado de culpa no caso. Não é mais assim. O presidente confidenciou a um assessor que a volta do delegado ao comando da Abin não é mais possível diante da profusão de ilegalidades que já foram descobertas no curso da chamada Operação Satiagraha.

Está provado que a Abin, sob o comando de Lacerda, destacou mais de oitenta espiões para fazer uma investigação que deveria ser exclusiva da Polícia Federal. Na incursão, que tinha o objetivo de pegar o banqueiro Daniel Dantas, eles manipularam material protegido por segredo de Justiça e produziram relatórios com base em escutas telefônicas – algumas legalmente autorizadas, outras não. Os espiões também monitoraram os passos do presidente do Supremo, grampearam seus telefones, vigiaram parlamentares e produziram relatórios com base nesse material clandestino – tudo dentro da Abin, com o conhecimento do delegado Paulo Lacerda. Há depoimentos formais que comprovam que a legião de arapongas agiu acreditando estar cumprindo uma "missão presidencial". Como Lula, até onde se sabe, nada tem a ver com a operação, fica óbvio que o nome do presidente foi indevidamente usado para justificar ações ilegais – o que já seria motivo mais que suficiente para, no mínimo, demitir os responsáveis. Imagine se tudo o que foi descoberto realmente tiver origem em uma "missão presidencial". Melhor nem imaginar.

Nova empresa aérea promete passagens 75% menores

O empresário brasileiro radicado nos EUA David Neeleman, dono da empresa aérea Azul, que começa a operar no Brasil em dezembro, promete tarifas até 75% menores e “equivalentes às dos ônibus”.

. E em vez da barrinha de cereal, os vôos terão self-service.

. Ele diz que o lobby de Sérgio Cabral que impediu vôos no Santos Dumont, levando a sede da Azul para SP, vai custar ao Rio R$ 1,4 bilhão por ano.

FHC quer que PSDB defina candidato para 2010 já no ano que vem

O presidente de honra do PSDB e ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, defendeu ontem que o partido apresente à sociedade já no ano que vem um único candidato à sucessão do petista Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em 2010. Ele não descarta a convenção como mecanismo de escolha.

. "É cedo para definir [esse nome] agora, mas não é cedo para iniciarmos as conversas entre nós. E não temos medo. Se houver divisão, fazemos a convenção. Mas [o partido] tem de ter um candidato. Caso contrário, as forças da sociedade não têm por onde ecoar, não têm como se exprimir porque não há outro lado. Nós temos de apresentar o outro lado", disse.

Obama apresenta sua equipe econômica na segunda-feira

O presidente eleito dos Estados Unidos deve apresentar publicamente nesta segunda-feira os nomes de sua equipe econômica. No sábado, a imprensa americana deu como certa a nomeação do ex-secretário do tesouro de Bill Clinton Lawrence Summers como o principal conselheiro econômico de Obama. O presidente da representação do Fed em Nova York, Timothy Geithner, deve ser o secretário do Tesouro.

. Ambos estarão ao lado do presidente eleito nesta segunda-feira para uma coletiva com a imprensa, em Chicago. Geithner terá entre suas responsabilidades dar uma resposta da nova administração sobre a crise econômica global e o aperto no crédito. Summers irá responder pela participação do governo em fusões econômicas por meio de agências federais.

. A equipe econômica deve incluir também Peter R. Orszag como chefe do orçamento da Casa Branc. Atualmente, ele exerce uma função similar no Congresso. O presidente eleito ainda não definiu quem será o presidente do Fed, o banco central americano. Especula-se que Ben Bernanke pode ser mantido no cargo.

CLIQUE aqui para ler a matéria completa no jornal O Estado de S.Paulo.
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