Ex-procurador de Janot, criticado por Temer no caso Joesley, deixa escritório de advocacia que defende a JBS

Em pronunciamento após a denúncia, o presidente criticou Marcello Miller, que trocou a PGR pela empresa que negociou delações da JBS. Temer insinuou que Janot também ganhou com os milhões faturados por Miller.

O ex-procurador da Lava Jato Marcello Miller, criticado em discurso pelo presidente Michel Temer (PMDB), deixou na última quarta-feira o escritório Trench, Rossi, Watanabe, de onde era sócio desde meados de maio. 


Miller integrou o grupo de trabalho da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR) entre 2014 e 2016, e pouco depois se associou ao Trench, Rossi, Watanabe, que prestou serviços para o grupo J&F, um dos alvos das investigações. O escritório chegou a negociar parte do acordo de leniência firmado por executivos do grupo com o Ministério Público Federal do Distrito Federal.