Entenda como o corporativismo lulopetista tomou conta do BNDES

A corporação, que não protestou contra o aparelhamento do BNDES, saiu para as ruas e gritou contra a PF e a presidente Maria Sílvia.

Na impressionante, clara, corajosa e verdadeira anatomia que fez dos desmandos que ocorreram no BNDES durante os governos Lula e Dilma, PT,o ex-presidente do banco no governo FHC, José Pio Borges, fez revelações surpreendentes, todas publicadas ao longo de uma entrevista de página inteira para o jornal Valor.

O editor leu, anotou, estudou e destaca três pontos que considera vitais para entender de que modo as bandalheiras ocorridas no BNDES não foram de responsabilidade apenas dos corruptos governantes petistas e corruptos empresários contemplados com as bolsas-empresários, mas, como no caso da Petrobrás, foram também de responsabilidade da corporação:

A responsabilidade dos empregados
93% dos funcionários do banco não conheceram outro governo que não fosse do PT, isto porque 400 deles saíram por força de um PDV inesperado e meses depois foram contratados outros 1400, já com a nova ordem. O aparelho lulopetista tomou o banco sob o comando de Luciano Coutinho, que opbedecia asordens do pós-italiano Guido Mantega. A partir daí, os funcionários passaram a engordar seus salários pelo cumprimento de metas de premiação, baseada nos desembolsos do BNDES, a coisa mais maluca do mundo. Isto favoreceu a política dos campeões, como foi o caso da JBS.

Muito dinheiro
O banco tinha excesso de dinheiro, porque o Tesouro chegou a apostar R$ 500 bilhões do Tesouro para emprestar e buscar associações bilionárias, como no caso da JBS. Este dinheiro era uma espécie de "cocaína" que viciou o BNDES e as empresas. R$ 50 bilhões foram dados na forma de bolsas-empresários.

Saída de Maria Sílvia
Ela caiu porque começou a mudar o padrão do banco, atingida nos fronts externo e interno, pela corporação e pela Fiesp. Os R$ 100 bilhões que devolveu ao Tesouro, foi gesto considerado inaceitável pela nomeklatura empresarial paulista.