Foi veloz a resposta do ministério dos Transportes à decisão do governo gaúcho de devolver ao governo Lula os Pólos Rodoviários que ainda estavam sob administração do governo do RS. O Piratini já tinha devolvido ao governo federal os Pólos de Santa Maria e de Pelotas, tocados desde lá pelo ministério dos Transportes.
. Foi uma resposta política irresponsável, como foi uma provocação política a decisão do ministério dos Transportes de torpedear o Duplica RS. Em ambos os casos, o ministério sequer se deu ao trabalho de examinar tecnicamente o assunto. Seu objetivo foi de novo eleitoreiro.
. Alega o ministro Alfredo Nascimento que não receberá as estradas federais de volta, caso isto implique em assumir a dívida estadual de R$ 1,7 bilhão com as concessionárias dos sete Pólos Rodoviários. O ministro se faz de bobo ou de esperto, porque sabe que o caso é igual aos dos Pólos de Pelotas e Santa Maria, o que quer dizer que a devolução inclui os trechos federais e estaduais, porque sem um deles não tem Pólo.
. A questão da dívida nem é questão da dívida, mas de desequilíbrios econômico-financeiros, que se resolverão amigavelmente ou em juízo. Naquele momento ficará claro a quem caberá cobrir os prejuízos.
. Na secretaria de Infraestrutura e Logística, há quem defenda o depósito judicial das estradas, neste caso consignadas ao dr. Nascimento.
. Ao contrário do que ocorreu no caso da grosseira interferência do governo federal na discussão sobre o Duplica RS, desta vez Yeda irá na jugular (STF) do ministro Alfredo Nascimento.
. Até o final da tarde desta quinta-feira, o governo gaúcho não tinha recebido oficialmente a carta do ministro Alfredo Nascimento.Isto só aconteceu as 18h.
. O ministro dos Transportes, grosseiro como sempre, entregou cópias ao deputado Henrique Fontana, que distribuiu para todo mundo na Câmara dos Deputados na manhã desta quinta-feira. Fontana sabe que, agora, pedágio no RS será assunto para o governo do PT.
- Cópias desembarcaram na mesa de Yeda as 10h30m desta quinta-feira. Foram todas parar no lixo.
2 comentários:
Pão, pão; queijo, queijo. Arno Edgar Kaplan
Ninguém esperava que o governo federal fosse aceitar sem contestação a devolução das estradas federais concedidas ao estado em 1996 e, com elas, a gestão dos contratos de pedágio.
Afinal de contas, a cara de pau do governo Lula é inacreditável, vai financiar com US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 600 milhões) parte da modernização do porto cubano de Mariel já adiantando os primeiros 110 milhões, anunciou em Havana o ministro de Indústria e Comércio, Miguel Jorge, ex-diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo e ex-executivo da Ford e Autolatina.
Entretanto, as obras do porto de Rio Grande estão paralisadas e a duplicação da BR 101 de Osório a Florianópolis não terminam nunca, mas ele coloca dinheiro em Cuba, um país arrasado pela ditadura da família dinástica Castro.
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