Dagoberto Lima Godoy é advogado e engenheiro, foi presidente da Fiergs e representante do Brasil na OIT.
Há décadas o acordo União Europeia–Mercosul parecia aquele trem internacional que vive anunciado, mas nunca encosta na plataforma. De repente, encostou — e, como numa dessas ironias da história que dispensam roteirista, a foto do desembarque cai no colo de Lula. Não porque ele tenha inventado o trilho (as negociações começaram em 1999), nem porque tenha sido o maquinista solitário; mas porque a locomotiva geopolítica resolveu acelerar agora, justamente no seu turno de plantão.
O empurrão veio de fora. A Europa vive um duplo aperto: de um lado, a competição chinesa corroendo fatias do comércio, sobretudo em bens industrializados; de outro, a pressão do protecionismo americano, reeditado por Trump e seus tarifaços. A própria lógica do acordo passou a ser vendida como “diversificação” e “autonomia estratégica” — uma globalização com colete à prova de choque.
O Conselho ...
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9 comentários:
Fato é que os amiguinhos da Fiergs e afins vão se beneficiar tbm. Fim.
Análise interessante de quem tem expertise como o Godoy. O acordo ainda não está selado em definitivo, mas cabe sim “especular” sobre o que pode resultar. A primeira vista parece que haverão ganhos para nosso agro e perdas para nossa indústria. A questão é que nesse mercado o Brasil não é a potência principal, como no Mercosul. Agora a concorrência é com a Alemanha, Itália e afins. Eu diria que não é um bilhete premiado, mas uma oportunidade. Para aqueles que forem competitivos. Para os outros pode ser morte. Pena que o Brasil torna tudo mais difícil para nossos competidores. Burocracia, relações trabalhistas, parca infra estrutura, enfim, o conhecido “custo Brasil “. Entre perdas e ganhos só saberemos se foi bom, na prática, quando estiver valendo.
Vai servir para o que, se as empresas brasileiras já estão migrando para o Paraguai ? Lá também é Mercosul. Nosso problema é interno.
SIM, O NOSSO AGRO PODERÁ GANHAR, MAS NÃO SE ESPERE QUE A UE REMOVA TODAS AS BARREIRAS, ESPECIALMENTE NESSA QUE É UMA DAS ÁREAS MAIS RESISTENTES À COMPETIÇÃO. SIM, TEMOS QUE ESPERAR, INCLUSIVE PELA APROVAÇÃO DO PARLAMENTO.
Será? Porque a indústria é a que está mais vulnerável à competição dos europeus.
Sem dúvida. Daí que as comemorações do Lula deveriam vir acompanhadas de desculpas pelos estragos que o seu governo está fazendo na nossa economia.
O brasil teve sua industrialização com empresas americanas e europeias....a china nunca ajudou o brasil a produzir nada por aqui..só a venda de lixo industrial....produtos de tecnologia boa são europeus e americanos...até a indústria química o brasil já teve muitas por aqui até a década de 80...todas foram embora para a Índia e china...desindustrialização total neste ramo..e o brasil está produzindo muito gás no pré sal matéria prima indispensável na indústria química...maior indústria alemã fora da Alemanha está no brasil...e os europeus aqui no brasil estão em casa com 60 milhões de descendentes...muito estranho .depois de 25 anos ciscando a geopolítica mostrou um caminho....tem tudo para dar certo...não sou empresário grande tenho só 30 funcionários mas só compro máquinas da Europa e dos americanos....mais caras mas muito melhores....
Agora a corja bolsopata ficou contra o Mercosul?
Só contra tua quadrilha que assalta aposentado.
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