TRF4 aceita embargos e diminui pena de diretores da Mendes Júnior

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgou hoje os embargos de declaração dos executivos da Mendes Júnior Rogério Cunha e Alberto Elísio Vilaça Gomes.

A 8ª Turma reconheceu que deve incidir a atenuante de confissão no cálculo da pena relacionada aos crimes de lavagem de dinheiro praticados por Cunha e recalculou o tempo relativo a este crime, passando a pena total de 26 anos, 6 meses e 20 dias para 25 anos, 8 meses e 20 dias.Vilaça também teve o recurso provido parcialmente e obteve a retificação de erro material ocorrido nos votos. Com a decisão, as referências feitas ao acordo de leniência travado pela Mendes Júnior no âmbito do CADE devem ser compreendidas como referentes ao acordo da Setal Óleo e Gás. A modificação, entretanto, não altera o mérito do julgamento.

2 comentários:

Anônimo disse...

Imoral é o que fazem com a Tatiana

FERNANDO BRITO · 19/10/2017 - O Tijolaço

tatiana

A tentativa – bem sucedida, aliás – da direita de transformar os problemas do Brasil em algo sobre “moralidade sexual-religiosa”, com a ajuda de alguns bobalhões, imaturos, que se portam como crianças que arrastam uma vareta na grade onde há cães ferozes à solta é, para qualquer um que reflita um pouco, puro diversionismo, para que a imoralidade, a desumanidade, o vilipêndio do ser humano não chame a atenção.

Hoje, no UOL, Carolina Farias – com fotos de Lucas Landau – mostra o drama de Tatiana Cristina da Silva, 34 anos, mãe solteira de três filhos, de 17, 15 e 9 anos e que há um ano nem “bicos” consegue.

“Já passei aperto, mas esse é o pior. Ultimamente nem bico aparece. Faço faxina, passo roupa, faço o que aparecer. Nem que seja entregar papel. Estou surtando. “Antes, eu trabalhava e não faltava nada. Tinha danone na geladeira e o armário cheio. Agora é vaca magra. Não tem carne. Tem só arroz e feijão”…

A repórter conta também o que dizem os comerciantes, em plena “retomada”.

A impressão dos comerciantes e dos que atuam nas ruas do Rio é, como eles mesmos dizem, de que “o dinheiro não está circulando”

Não está, mesmo, porque a recessão não é uma praga divina, mas uma política econômica para que, resfriando a economia, se obtenha queda da inflação. E no Rio, ainda pior, porque Moro e companhia destruíram a indústria do petróleo e sua cadeia de suprimentos, motor da economia fluminense.

Os anéis e brincos do ladravaz Cabral são abjetos, mas não são a origem sequer de 0,00001% da ruína econômica do Rio.

Estamos diante da imoralidade da fome, do desemprego, da desesperança.

Tatiana trabalhava em um mercado no Leblon, bairro mais chique da Zona Sul Carioca – aliás, onde morava Cabral – “onde os clientes só chegavam em carrões”.

Os carrões continuam, Tatiana, talvez um modelo mais novo e mais caro.

Eles bateram panelas, protestando contra um tempo que estava fazendo você ser gente, como qualquer pessoa.

No próximo post, mostro como eles não aceitam ser “como qualquer pessoa”.

Unknown disse...

Blá, blá, blá... desembargadores, só quero saber qual de vocês tá sentado em cima do processo do Lulla???
O resto não importa!!!
Ou o Brasil quebra este paradigma ou este paradigma quebra o Brasil!!!
Só há luz no fim da impunidade!!!