Brasil coloca-se contra Constituinte e teme banho de sangue na Venezuela

Foram cem mortos em quatro meses de protestos contra Maduro

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, voltou a atacar o governo ditatorial de Nicolás Maduro e a convocação da Constituinte. Ele disse à Folha que a solução para a crise na Venezuela "é a negociação":

- Há um equilíbrio extremamente instável. Há uma oposição com grande apoio popular e existe o chavismo, que tem como protagonista um homem que perdeu o limite, que é o [Nicolás] Maduro. Debaixo disso, há uma economia desorganizada, desabastecimento, insegurança. Uma situação que não pode perdurar.

Para Nunes, a negociação deve ser concluída "antes do banho de sangue":

- Maduro aponta para uma saída revolucionária, de ruptura da ordem democrática, inviável. A tendência é que a democracia prevaleça. Fora isso, há o quê? Guerra civil, a vitória de um e a derrota de outro."