TSE adia para quinta a decisão sobre a cassação da chapa Dilma-Temer

Gilmar e Benjamin passaram o tempo todo alfinetando-se.

O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu nesta quarta-feira a leitura de seu voto no julgamento do processo que investiga a campanha de 2014 e deixou para esta quinta a análise das acusações contra a ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer.
Relator do caso, Benjamin se concentrou na sessão desta quarta na análise das chamadas "preliminares" (questionamentos das defesas sobre a regularidade do processo). Ao suspender a leitura do voto, o ministro deixou para a próxima sessão, marcada para se iniciar às 9h desta quinta, se vai recomendar a cassação do atual mandato de Temer e a inelegibilidade de Dilma por oito anos da a partir de 2018, punições previstas em caso de condenação.

Ele defendeu manter no processo relatos de executivos da Odebrecht. A decisão sobre a manutenção ou retirada dessas provas dependerá, no entanto, do votos dos outros seis ministros da Corte: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes. São necessários quatro votos para uma decisão sobre a questão.

Em cada um de seus votos, os ministros também vão se posicionar pela condenação ou absolvição da chapa vitoriosa em 2014.

Os ministros decidiram que a sessão desta quinta deve se prolongar por todo o dia até a noite. Se necessário, vão abrir outra sessão na sexta-feira para a conclusão do julgamento