Fíbria confirma que conclui a venda das terras que tem no RS. Projeto de US$ 1,2 bi para produção de celulose foi abandonado.

A produtora de celulose Fibria espera concluir a venda de terras no Rio Grande do Sul até o fim deste ano e está analisando propostas pelos ativos florestais. Além disso, o presidente da companhia, Marcelo Castelli, afirmou que a empresa mantém a posição sobre o projeto para uma nova linha de produção em Três Lagoas (MS), cuja ampliação está prevista para 2014.

. As terras ficam no entorno de Rio Grande, RS..

. Em maio do ano passado, a empresa informou que estudava vender os ativos florestais do Projeto Losango -plano que não foi levado adiante para uma fábrica da antiga VCP, que junto com a Aracruz deu origem à Fibria.

. Dos três mega-projetos de produção de papel e celulose no RS (cada investimento foi calculado em US$ 1,2 bi) ficou apenas o da ex-Borregaard. Os projetos da Fíbria e da Stora, Enso foram abandonados.

. A operação se insere na estratégia de redução da dívida bruta da companhia, que no primeiro trimestre deste ano somava 11 bilhões de reais, alta de 8 por cento sobre um ano antes.

* Este material foi distribuído nesta terça a tarde pela Reuters. O texto inclui material também do editor. 

5 comentários:

Anônimo disse...

HURRAS E FOGUETES NAS HOSTES PETRALHAS

DEVEM ESTAR SATISFEITÍSSIMOS POR MANDAR EMBORA DO RS MAIS UM MEGAEMPREENDIMENTO;A FORD E UMA GALÁXIA DE EMPRESAS PERIFÉRICAS,MILHARES E MILHARES DE EMPREGOS....

AGORA, ENFIM, CONSEGUIRAM!

VÃO FICAR NA HISTÓRIA POR TODO O SEMPRE.

É O PETRALHISMO EM MARCHA,EM PLENA MARCHA,CAPANDO O RS DE GRANDES EMPREENDIMENTO.

Anônimo disse...

Parabéns para a esquerdalha! Conseguiram espulsar outro grande investimento do RS, e cortar um canal de desenvolvimento para a atrasada região sul do estado.
Agora eles vão criar mais minifúndios daninhos do MST mantidos abaixo de dinheiro público, para atrasar ainda mais a região.

Luiz Vargas disse...

Se duvidar os PeTralha$ dirão que nestas áreas há resquícios de ocupação indígena ou que foram "redutos quilombolas" e aí um monte de vadios e ParasiTas as invadem e teremos mais uma tapera nas terras botocudas.
Os botocudos andam para trás e pensam estar indo para a frente. Deve ser a tal de tran$ver$alidade com um viés de retroatividade.

Marcelo Nogueira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcelo Nogueira disse...

Sou Engenheiro Industrial Madeireiro e escrevi meu Trabalho de Conclusão de Curso sobre o Projeto Losango e por quê o mesmo foi adiado/cancelado. Concluí que a ação dos "anti-papeleiras" não teve influência sobre o cancelamento do Projeto. A VCP conseguiu todas as licenças que esperava obter (apesar da demora que houve). 3 fatores foram decisivos: i) Valorização brusca e rápida do dólar frente ao real, fazendo a VCP perder bilhões com derivativos cambiais. ii) Queda na demanda de celulose, que trouxe consigo (oferta x demanda) queda no preço da mesma. Tudo por causa da crise global de 2008. iii) Fusão com a Aracruz formando a Fibria. Ao formar uma nova empresa, a cia nasceu endividada (pelo preço pago aos ex-acionistas da Aracruz e pelas perdas com derivativos cambiais), sem grande poder de investimento no curto prazo, com uma disposição de ativos, nova diretoria, novo conselho de administração. Tudo novo. Também é importante salientar que o projeto de Três Lagoas remete há 20 anos atrás, também demorou a sair. E o principal: a International Paper garante a compra de 20% de toda produção de celulose produzida na planta do MS.

Outro aspecto interessante: o projeto da ex-Borregaard - atualmente Celulose Rio-Grandense - também sofreu mudanças. Foi vendido pela Fibria para a CMPC que está em compasso de espera para ampliar a planta.