Ex-presidente da OAS delata ministro do STF Dias Toffoli

A revista Veja que já circula no País, conta que  num encontro de trabalho como muitos que acontecem em Brasília, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, contou ao empreiteiro José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, então presidente da construtora OAS, falou sobre um tema que lhe causava dor de cabeça: sua casa, localizada num bairro nobre de Brasília, apresentava infiltrações e problemas na estrutura de alvenaria. Léo Pinheiro contou na proposta de delação premiada que fez na PGR, que a empresa de im­per­mea­bi­li­za­ção que indicou para o serviço é de Brasília e diz mais: que a correção da tal impermeabilização foi integralmente custeada pelo ministro Tof­fo­li.Veja acha que há algo mais na delação que virá, porque o fato em si não constitui crime e não teria por que ser delatado.

Eis como a revista narra o modo como a conversa foi adiante:

De temperamento afável e voluntarioso, o empreiteiro não hesitou. Dias depois, mandou uma equipe de engenheiros da OAS até a residência de Toffoli para fazer uma vistoria. Os técnicos constataram as avarias, relataram a Léo Pinheiro que havia falhas na impermeabilização da cobertura e sugeriram a solução. É um serviço complicado e, em geral, de custo salgado. O empreiteiro indicou uma empresa especializada para executar o trabalho. Terminada a obra, os engenheiros da OAS fizeram uma nova vistoria para se certificarem de que tudo estava de acordo. Estava. O ministro não teria mais problemas com as infiltrações — mas só com as infiltrações.

A história descrita está relatada em um dos capítulos da proposta de delação do empreiteiro Léo Pinheiro, apresentada recentemente à Procuradoria-Ge­ral da República e à qual VEJA teve acesso. Para ganhar uma redução de pena, o executivo está disposto a sacrificar a fidelidade de longa data a alguns figurões da República com os quais conviveu de perto na última década. As histórias que se dispõe a contar, segundo os investigadores, só são comparáveis às do empreiteiro Marcelo Odebrecht em poder destrutivo. No anexo a que VEJA teve acesso, pela primeira vez uma delação no âmbito da Lava-Jato chega a um ministro do Supremo Tribunal Federal.

10 comentários:

Anônimo disse...

Caro Políbio
E dai??? Nada de comprometedor foi dito. Não seria nem matéria jornalística. A Veja está cada vez pior. Nem sombra do que já foi.
Esther

Anônimo disse...

...ferrô!!!

Emmanuel Carlos disse...

Tofoli precisa explicar aquela contagem de votos na "eleição" de Dilma. Só o tolo do Aécio acreditaria que não houve fraude, mas calou-se.
Ora, os votos não eram de Aécio, eram votos de eleitores que não queriam votar em Dilma; isso mostrava o desinteresse do peessedebista em brigar pelo resultado.
Acontece que, ao contrário do que as "autoridades" dizem, ou seja, estar convencidos da lisura na contagem, isso não é o que o povo pensa.
Isso tem a mãozinha suja de Tofoli ....

Anônimo disse...

Acredito que muitos membros da justiça estejam enrolados, especialmente em Brasília.
É muito dinheiro rolando, as tentações são muito grandes ...

Anônimo disse...

NENHUMA NOVIDADE! Nossos pressentimentos sobre Toffoli já existiam, agora veremos o que vai acontecer ou os ministro do STF terão cacife para barrar uma passeata FORA TOFFOLI?



Anônimo disse...

Nassif: Lava Jato fez vingança torpe contra Dias Toffoli:

"Lendo hoje de manhã [a capa de Veja], constato que não passou de uma vingança torpe da Lava Jato contra Toffoli, provavelmente devido ao fato de ele ter autorizado a libertação do ex-Ministro Paulo Bernardo", diz o jornalista Luis Nassif; "A facilidade com que se assassinam reputações até de Ministros do STF mostra o grau de apodrecimento das instituições brasileiras......


Anônimo disse...

Esse tofoli (minúsculo como sua história profissional) sempre foi um mero estafeta do PT!

Anônimo disse...

O MP usa a Veja como lama sobre o STF, que virou meirinho de Moro:

Fernando Brito · 20/08/2016

Dava para sentir o cheiro, ontem à noite, quando escrevi aqui sobre a capa da Veja, ainda sem ter acesso ao conteúdo da “reportagem” da revista.

O texto, publicado hoje, confirma a natureza da substância excretada pela revista.

Nisso, nenhuma surpresa para quem sabe o que Veja se tornou.

Uma imundície.

O surpreendente é que o Ministério Público tenha chegado ao ponto de atacar com estes meios o Supremo Tribunal Federal.

Já o havia feito com deboches.

É uma evidente retaliação pelas decisões – raras, aliás – de Tóffoli de relaxar as ordens de prisão urdidas entre os procuradores e o juiz Sérgio Moro.

E uma mais que evidente advertência aos demais ministros do STF que não se atrevam a por reparos ao que se resolve em Curitiba ou ao embaixador desta estranha república em Brasilia.

O Supremo Tribunal Federal deixou criar-se um tumor e não pode reclamar de que tenha sido engolfado por ele.

Pretendem que seja simples meirinho da corte curitibana.

Cada ministro tem de cuidar, agora, do que fala, com quem fala e como fala, à medida em que permitiu – e acabou de reiterar isso – que escutas ilegais atinjam a própria Presidência sem que nada aconteça a seus responsáveis, coloca a si mesmo como “grampeável”.....

Anônimo disse...

Novidade!!! Esse cidadão sempre esteve à serviço do PT.

JORGE LOEFFLER .'. disse...

Delataram Toffoli? Ele foi indicado pela Presidência da República, pois assim é o rito. E o Senado ao sabatiná-lo, com essa escória que temos no Senado o aprovou. A culpa é minha por certo.