Editorial, Jornal do Comércio - Na crise financeira, união dos Poderes pelo Estado

Foi mesmo uma decisão histórica, após o Rio Grande do Sul penar, financeiramente, por quase dois anos e meio. Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública entraram em acordo sobre a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), após reunião no Palácio Piratini. 

Assim, a LDO de 2018, que será enviada à Assembleia Legislativa, propõe correção de 3% para cobrir o crescimento vegetativo da folha de pessoal e de 0% em custeio para todos os Poderes. 

Há tempos era pedido, pela sociedade, um modelo de cooperação em que não apenas o Executivo e seus servidores sofressem as consequências da falta de verbas, mas também o Legislativo e o Judiciário. Algo lógico, racional e, principalmente, justo, tendo em vista que o dinheiro é de todos. Logo, que o sacrifício fosse compartilhado, não apenas pelos servidores que estão recebendo seus vencimentos parceladamente, além de fornecedores e até hospitais conveniados. Por isso, o governo do Estado conduziu reuniões com as áreas técnicas dos demais Poderes e instituições para avançar nas negociações. 

O governador José Ivo Sartori (PMDB) saudou o acordo. "Conseguimos chegar a esse consenso, que vale para todos os Poderes, um momento histórico", enfatizou.

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