Polícia Federal aguarda Justiça Federal para retomar investigações no caso do Escândalo do Pronaf

O ministro Teori Zavascki e o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, dia 2 de outubro, interromperam a execução de mandatos de busca e apreensão que iria começar naquele dia em Santa Cruz do Sul, sob a alegação de que Bohn Gass, deputado do PT, tinha foro privilegiado e poderia ser atingido. A decisão truncou todo o inquérito da Operação Colono, que estava para ser concluída. O caso envolve duramente o PT do RS. R$ 80 milhões estão em jogo no âmbito de contratos fraudulentos tomados do Pronaf no BB. Boa parte do dinheiro acabou no bolso de líderes petistas e de campanhas eleitorais do PT. 

O chefe da Delegacia da Polícia Federal de Santa Cruz do Sul, Gustavo Schneider, disse nessa sexta-feira que as pessoas investigadas por supostos desvios de recursos do Programa Nacional de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Vale do Rio Pardo serão ouvidas em breve. A PF aguarda o retorno do inquérito, que tramita no Supremo Tribunal Federal, para retomar a Operação Colono.

. São informações da edição deste sábado do jornal A Gazeta, Santa Cruz do Sul, das quais o editor já tinha conhecimento e chegou a noticiar aqui neste espaço. O processo voltou à Justiça Federal de Porto Alegre, que já deveria ter reaberto o caso e ainda não fez isto. Leia a nota de A Gazeta:

Embora toda a investigação tenha sido feita em Santa Cruz, o caso foi remetido à instância superior por conta da suspeita de participação de um deputado federal, Elvino Bohn Gass (PT) – integrantes do Congresso Nacional têm foro privilegiado.
No início deste mês, porém, o STF arquivou a apuração contra o petista sob alegação de falta de provas. 
Com isso, o processo deve voltar à 7ª Vara da Justiça Federal de Porto Alegre. Até agora, no entanto, a PF de Santa Cruz não foi informada oficialmente de que isso tenha ocorrido. 
A delegacia também não tem conhecimento formal de que o sigilo da operação tenha sido levantado, embora isso tenha sido determinado pelo próprio STF. Conforme Schneider, ouvir os investigados será o próximo passo assim que o inquérito retornar. “Não sabemos quando isso acontecerá, mas a investigação está em fase final. Já temos as nossas convicções e o que nos resta é ouvir as pessoas para confrontá-las com as provas que levantamos”, explicou. Entre os apontados pela operação estão dois vereadores da região: Wilson Rabuske, de Santa Cruz, e Maiquel Raenke, de Sinimbu – ambos são do PT

Um comentário:

elias disse...

Advogados , foro privilegiado não é só por pensamento, palavras, etc. e tal? Roubo também? Formação de quadrilha, idem? Esse negócio está muito mal contado. Tudo passou a ser foro privilegiado. Não é bem assim . Essas entidades é que são sem vergonha memso. Me desmintam.