Pretto tenta constranger o governo com factoide criado pelo PCR

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Edegar Pretto, do PT, foi recebido nesta segunda-feira com o governador José Ivo Sartori e com o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, para insistir com o factoide criado por ativistas do Partido Comunista Revolucionário, que comandaram a invasão e a resistência do autointitulado grupo Lanceiros Negros, quarta-feira, Porto Alegre. Foram encontrados explosivos e armas no local. Até índios (10 famílias) pataxós, guaranis e cainguangues foram arrebanhados pelo PCR para a invasão e ocupação.

O petista solicitou ao governo esclarecimentos sobre o que já sabia: o horário em que ocorreu a desocupação do prédio, no Centro de Porto Alegre, e a detenção do deputado Jeferson Fernandes (PT) durante a ação. Jeferson obstaculizou fisicamente a ação da justiça,foi algemado e preso.

A reintegração do prédio havia sido autorizada pela Justiça e ocorreu na presença de cinco oficiais de Justiça. Durante a tarde, a Associação dos Oficiais de Justiça do RS (Abojeris) também se manifestou sobre a atuação dos profissionais defendendo a maneira como reintegração ocorreu. Conforme o presidente da entidade, Jean Gonçalves, a decisão de cumprir a determinação judicial à noite foi tomada por um grupo formado por representantes do governo do Estado, Brigada Militar, Ministério Público e Judiciário porque a inteligência recebeu a informação de que mais 300 pessoas vinham se organizando para ir ao local e tentar impedir a desocupação.