Em meio ao caos, Eldorado emprestou R$ 24,5 milhões a CEO

Antes de ir para a Eldorado, Grubish foi presidente da Braskem, controlada pela Odebrecht e envolvida até os cabelos na Lava Jato. A Braskem é dona do Polo Petroquimico de Triunfo, RS.

Os jornalistas Geraldo Samor e Natalia Viri frevelam no blog Brazil Jouirnal de hoje que  no final do ano passado, com o País quase literalmente em chamas por causa da Lava Jato e a Operação Greenfield ainda fresca nas manchetes de jornal, a Eldorado Brasil Celulose — empresa controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista — fez uma operação tão discreta quanto peculiar: um empréstimo de R$ 24,5 milhões a seu CEO, José Carlos Grubisich (foto ao lado). O empréstimo tem prazo de aproximadamente um ano — vencerá em 31/12/2017 — e uma taxa jeitosa: 100% do CDI, bem abaixo do custo de captação da empresa em tempos normais. A Eldorado foi alvo de busca e apreensão nas operações Sépsis e Greenfield, desdobramentos da Lava Jato.  A primeira fase da Greenfield foi deflagrada em setembro de 2016. A investigação apura desvios de R$ 8 bilhões nos fundos de pensão Funcef, Petros, Previ e Postalis. 
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Os Batista têm 81% da Eldorado, enquanto os fundos de pensão Funcef e Petros participam com 8,5% cada como cotistas do FIP Florestal. A companhia também tem dívida emitida no mercado internacional.

As demonstrações financeiras de 2016 já não contaram com o aval integral do auditor. A KPMG deu um parecer 'com ressalva' — o que indica que há distorções consideradas relevantes nos números.

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