Editorial, Zero Hora - Improvisação na segurança

A sociedade gaúcha tem o direito de voltar a circular sem medo nas ruas, e isso só ocorrerá quando houver lugar adequado para abrigar presos

Os gaúchos, mesmo conscientes da situação falimentar do setor público estadual, não têm como aceitar a improvisação e os riscos impostos pelo uso de 11 viaturas da Brigada Militar e da Força Nacional para abrigar detentos num terreno da zona norte de Porto Alegre. Além de expor policiais militares, que deveriam estar nas ruas circulando em viaturas excepcionalmente transformadas em celas e não fazendo custódia de presos, a alternativa significa uma ameaça para toda a sociedade. E ainda impõe a quem aguarda por uma vaga em presídio punição maior do que a devida, numa sucessão de equívocos por parte justamente de quem tem o dever de zelar pelo cumprimento da lei.
Mais segurança não depende apenas de eficiência no policiamento ostensivo. Ainda assim, não há como combater a criminalidade quando a alternativa para deter quem incorre em crime são cárceres sobre rodas, improvisados em viaturas.

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