O RS deve apenas R$ 1,6 bilhão ao BNDES, mas poderá repactuar apenas R$ 820 milhões

O jantar de ontem entre o presidente Temer e os governadores, inclusive Sartori, não teve como prato principal a questão da repactuação das grandes dívidas estaduais com a União, mas os casos de empréstimos com o BNDES.

O editor soube esta tarde junto à secretaria da Fazenda, procurado por ele, que o RS tem várias operações com o BNDES, mas todas de valores menores. Hoje, todos empréstimos somam um saldo de R$ 1,6 bilhão, com serviço anual de R$ 280 milhões.

Em princípio, seriam, repactuados três empréstimos com o BNDES totalizando R$ 820 milhões, sendo que o serviço anual de R$ 135 milhões não contaria com, carência de quatro anos.

Isto é pouco em relação aos R$ 55 bilhões devidos para a União.

As vantagens da repactuação dos contratos com o BNDES serão a carência de 4 anos e o alongamento da dívida, mas os juros contratuais terão que ser pagos todos os meses.

Os governos estaduais, como o do RS, poderão fechar algum tipo de PEF, Programa de Equilíbrio Financeiro, que resulta em dinheiro (empréstimo) novo. Tarso Genro fez dois PEFs na época da "Marolinha".